Nome científico: Momordica charantia.
Nome popular: Cruá, melãozinho, melão-amargo.
Partes usadas: Folha, fruto, haste, semente.
Princípios Ativos: Alcaloides, glicosídeo, peptídeos, ácidos, cucurbitinas, charantina, cucurbitacina, momordina, momorcharina, proteínas.
Propriedade terapêutica: Antibiótico, antimutagênico, antioxidante, antileucêmico, antiviral, antidiabético, antitumor, aperiente, afrodisíaco, escabicida, pediculicida.
Indicação terapêutica: Regulariza o fluxo menstrual, alivia cólica menstrual, hemorroidas, febre, furúnculos, abscessos, sarna, piolho, pereba.
Uso popular e medicinal
O fruto e as sementes do melão-de-são-caetano são usados tradicionalmente para o tratamento da diabete nos países asiáticos do sudeste. Os frutos possuem sementes vermelhas brilhantes devido a um índice elevado de licopeno que pode ser usado como corante natural em alimentos. Por muito tempo foi utilizado na medicina tradicional para vários tratamentos.
Estudos destacam atividades medicinais tais como antibiótico, antimutagênico, antioxidante, antileucêmico, antiviral, antidiabético, antitumor, aperiente, afrodisíaco, adstringente, carminativo, citotóxico, depurativo, hipotensivo, hipoglicêmico, imunomodulador, inseticida, lactagogo, laxativo, purgativo, refrigerante, estomáquico, tônico, vermífugo.
É usado topicamente para o tratamento de feridas e interna e externamente para a eliminação de parasitas. É usado também como o emenagogo, antiviral para o sarampo e a hepatite. Na medicina popular turca, os frutos maduros são usados externamente para cicatrização rápida das feridas e internamente para o tratamento de úlceras pépticas.
Em termos de componentes ativos sabe-se que a planta contém alcaloides, glicosídeo, peptídeos, ácidos, cucurbitinas, charantina, cucurbitacinas, momordina, momorcharinas e proteínas. Supõe-se que os principais responsáveis pelas propriedades hipoglicemiantes sejam a charantina, peptídeo semelhante à insulina, cucurbutanoides, momordicina e ácidos oleanólicos. Os constituintes deste vegetal fornecem uma gama de efeitos farmacológicos incluindo atividades hipoglicêmica, antiviral e antineoplásico, mas a área mais convincente de investigação é diabetes do tipo 2.
Um artigo publicado em 2013 relata que o suco de melão-de-são caetano (na concentração 5% em água) mostrou ter potencial contra o crescimento de quatro tipos de cânceres pancreáticos, sendo que dois foram reduzidos em 90% e os outros em 98% em 72h após o tratamento. A respeito da apoptose (a resposta natural de um organismo em lidar com células fora do comum, que suicidam), o suco induziu essa morte programada por vários caminhos diferentes. Um desses caminhos foi o de colapsar o metabolismo de alimentação por glicose das células doentes, ou seja, privou-as do açúcar que elas necessitam para sobreviver.
Dosagem indicada
Escabicida e pediculicida
Forma de uso: tintura. Componentes: frutos secos (10g); álcool 70% p/p q.s.p. (100ml). Orientações para o preparo: estabilizar o material vegetal submetendo à secagem em estufa a 40ºC por 48h e extrair por percolação conforme descrito na monografia. Acondicionar em frasco de vidro âmbar bem fechado em local fresco, seco e ao abrigo da luz. Uso externo: acima de 12 anos, 10ml da tintura diluídos em um 1 litro de água. Fazer aplicações tópicas, uma vez ao dia.
Advertência: não usar por via oral, pois pode causar coma hipoglicêmico, distúrbios hepáticos, cefaleias e convulsões em crianças.
Regularização do fluxo menstrual, cólica menstrual, hemorroidas, febre, furúnculos, abscessos e sarna
Uso interno. Infusão: 4g para um copo de água fervente. Suco: (folhas) para sarna. Pele: ferver em 1 litro de água, por 20min, 30 a 60g de melão. Coar e colocar nas partes afetadas. Menstruação: deixar em infusão em 1 litro de água, 20 g de folhas. Coar e tomar 4 xícaras ao dia.