Nome científico: Rheum palmatum.
Nome popular: Ruibarbo palmado, ruibarbo de Chinghai (China).
Partes usadas: Rizoma.
Princípios Ativos: Taninos gálicos e catéquicos, ácidos orgânicos, flavonoides, ácido oxálico.
Propriedade terapêutica: Aperiente, anti-inflamatório, laxante.
Indicação terapêutica: Gengivite, estomatite, constipação (prisão de ventre), anorexia, infecção do aparelho urinário, faringite, diarreia.
Uso popular e medicinal
Os glucósidos antraquinônicos exercem um efeito laxante suave quando se emprega o rizoma seco. O mesmo costuma-se administrar em forma de extrato em doses que oscilam entre 2 e 5 g/dia. Paradoxalmente, em doses pequenas (0,3g/dia) exerce um efeito antidiarreico e digestivo (por ação predominante dos taninos). Inclusive essas doses apresentam uma ação que estimula o apetite devido ao sabor amargo.
O contido em antraquinonas livres seria responsável pelos efeitos secundários observados durante seu emprego como laxante, em especial os referidos a irritação do trato intestinal, quando são empregadas cápsulas ou comprimidos feitos em base a extratos totais. Continuando com as antraquinonas, são reportados alguns trabalhos que evidenciam eficaz atividade contra o virus do herpes simples. Por seu lado, a reina tem mostrado atividade antibacteriana frente a anaeróbios.
O extrato cru da droga e em especial o acetônico tem demonstrado um efeito inibidor sobre a atividade da enzima tirosinasa mediante um mecanismo competitivo, no qual conduz a uma menor síntese de melanina.
Usos etnomedicinais - formas galênicas
Entre os usos mais populares do ruibarbo cita-se o emprego em casos de constipação (prisão de ventre) ocasional, anorexia, infecções do aparelho urinário, gengivites e faringites (como colutório).
Dosagem indicada
Antidiarreico
A tintura de ruibarbo é empregada como antidiarreico a doses de 5-10 gotas por vez. Em doses de 1 ml tem um efeito laxante suave e com 2,5ml um efeito purgante mais potente, que pode acompanhar fortes dores cólicas. Nestes casos se neutraliza com menta ou hinojo (uma planta aromática).
Furúnculo, diarreia e constipação
Em casos de diarreia se emprega a decocção (0,5g de raiz por dose) e 3g por dose, em casos de constipação. Popularmente é empregada na China a decocção (muito concentrada) para aplicar externamente em casos de furúnculos e enfermidades supurativas da pele. Curiosamente nesse país é praticamente utilizado o ruibarbo como anti-inflamatório e não como laxante.
Dispepsia
A tintura (1:5 en álcool de 96º) se prescreve a razão de 2ml por dose en casos de dispepsia, e de 1-2,5ml por dose em constipação. O extracto fluido destanizado (1g = 47 gotas) se dosa a razão de 0,2 a 0,5g/doses como laxante e 1.4g/dose como purgante.
Efeitos adversos e/ou tóxicos
Os mesmos estão relacionados ao contido em antraquinonas livres do rizoma e se apresentam sob a forma de espasmos e dores de cólicas no trato intestinal, em especial a ingestão durante períodos prolongados gerando fenômenos de tolerância. Os electrolitos podem se alterar produzindo hiposodiemia, hipopotasemia e hipocalcemia, que em casos graves conduzem a hiperaldosteronismo secundário, arritmia cardíaca e osteoporose respectivamente. Assim mesmo, foi detectado um caso de reação anafilática consecutiva à ingestão de ruibarbo.
A possibilidade de que as antraquinonas podem gerar carcinoma colorrectal através de mecanismos mutagênicos é discutível, já que foi reportado um só caso fatal (leiomiosarcoma de intestino delgado) em uma mulher de 18 anos de idade que durante 5 anos havia consumido diariamente laxantes contendo dantronas. De modo geral, estudos em roedores evidenciaram um potencial genotoxicidade em alguns compostos antraquinônicos aglicósidos.
Por outro lado, estudos colonoscópicos realizados em 1095 pacientes que consumiam cronicamente laxantes antraquinônicos determinaram na grande maioria deles uma alteração da pigmentação da mucosa denominada Pseudomelanosis coli, a qual é indicadora de abuso de laxantes deste tipo.
Contraindicações
Não consumir as folhas em casos de litíase renal ou urinária e gota (pela presença de oxalatos). Não administrar a crianças nem durante a gravidez ou lactância. Não administrar em casos de hemorroidas.
Interações medicamentosas
Seu consumo pode interferir na absorção de ferro e outros minerais.