Nome científico: Dipteryx alata.
Nome popular: Cumaru, coco-feijão, cumbaru, cumarurana, barujo, emburena-brava, pau-cumaru.
Partes usadas: Fruto, semente, óleo da semente, casca do tronco.
Princípios Ativos: Lipídios, proteínas, calorias, fibras alimentares, minerais, ácidos graxos (oleico, linoleico), triterpenos pentacíclicos.
Propriedade terapêutica: Antirreumático, tônico muscular, antioxidante.
Indicação terapêutica: Reumatismos, regular o ciclo menstrual, dor de coluna, anemia.
Uso popular e medicinal
Um trabalho caracterizou a semente e o óleo de baru por meio da composição centesimal e de minerais da semente e da composição em ácidos graxos e de tocoferóis do seu óleo, visando a possível utilização para fins alimentícios. Os autores concluiram que as sementes constituem significativa fonte de lipídios, proteínas, calorias, fibras alimentares e minerais, sugerindo sua utilização na alimentação humana e animal.
As sementes são boas fontes de macro e micronutrientes essenciais como potássio, fósforo e manganês. O óleo da semente de baru apresenta teor de α-tocoferol e composição em ácidos graxos semelhantes aos do óleo de amendoim, destacando-se os ácidos oleico e linoleico. O elevado grau de insaturação do óleo da semente de baru favorece seu uso para fins comestíveis ou como matéria-prima para as indústrias farmacêutica e oleoquímica.
Na castanha do baru encontra-se uma dosagem muito boa de ferro, zinco, magnésio, cálcio, que são minerais deficientes na população brasileira. "Para a anemia, o ferro do baru é ótimo", observa uma nutricionista em reportagem da Globo.
Os extratos e óleos extraídos de diferentes partes do baru apresentam potencial medicinal para uso antirreumático, tônico muscular e regulador do ciclo menstrual.
A infusão aquosa da casca do tronco da árvore é utilizada para tratamento de dores de coluna. Acredita-se que os compostos associados aos benefícios desse tratamento sejam os triterpenos pentacíclicos lupeol, lupen-3-ona e betulina.
O extrato acetato de etila da amêndoa de baru apresenta elevado potencial antioxidante em diferentes solventes, quando analisado in vitro. Ensaios experimentais verificaram proteção contra o estresse oxidativo da castanha de baru em tecidos de animais estressados com a suplementação oral de ferro, confirmando assim a atividade antioxidante encontrada in vitro.
Culinária
Devido ao forte e marcante sabor, a castanha tem sido empregada em receitas de restaurantes especializados em culinária brasileira, como o badejo com crosta de baru e o licor Baruzetto.