Nome científico: Hymenaea courbaril.
Nome popular: Jatobá-mirim, jatobazeiro, jutai-açu, jatai, jutaí, jatobá-de-anta, jatobá-de-porco, jatobá-roxo, olho-de-boi, pão-de-ló-de-mico, jataipeba, jatai-amarelo, farinheira, imbiuva.
Partes usadas: Casca do caule, fruto, seiva ou resina.
Princípios Ativos: Terpenos e compostos fenólicos com propriedades antimicrobiana, antifúngica, moluscicida: ácido copálico, brasilcopálico, flavonoides (astilbina, beta-sitosterol etc).
Propriedade terapêutica: Aperiente, vermífugo, expectorante, antiespasmódico, estomáquico, adstringente, peitoral, tônico para o cérebro, antioxidante, laxativo.
Indicação terapêutica: Úlcera, diarreia, gripe, anemia, tosse, bronquite, asma, enfisema pulmonar, impotência sexual.
Uso popular e medicinal
Na região da Mata Atlântica, a infusão das folhas é usada internamente contra bronquite especialmente em crianças, enquanto o xarope da casca do caule é indicado contra bronquite e tosse. O macerado das folhas em aguardente é usado contra bronquites, asma e como estimulante do apetite. A infusão da casca é usada como tônico para crianças. O fruto é amplamente consumido na região do Vale do Ribeira (SP). Outras propriedades atribuídas a casca são: adstringente, vermífugo, sedativo e peitoral. A seiva é excelente tônico para crianças, estimulando a digestão e fortificando o organismo.
Recomenda-se o chá contra diarreia, disenteria e cólicas intestinais. Recomenda-se também o chá de suas folhas contra afecções das vias urinárias, prostalite e cistite crônica. Nos EUA esta planta é usada como um energético natural e como remédio para problemas respiratórios como asma, laringite e bronquite, como descongestionante e fungicida, para o tratamento da bursite, infecções da bexiga, hemorragias, infecções fúngicas, artrites e infecção da próstata. As folhas e a casca desta planta possuem um grupo de fotoquímicos denominados terpenos e fenólicos com propriedades antimicrobianas, antifúngicas, antibacterianas, moluscicidas comprovadas em vários estudos [5].
Com a finalidade de dar suporte científico ao uso tradicional do jatobá, um estudo fitoquímico recente (2014) avaliou o potencial miorrelaxante do ácido oleanólico, metabólito secundário isolado da fração acetato de etila obtida do extrato etanólico das cascas do caule de H. courbaril. Segundo os autores, o ácido oleanólico apresenta atividade miorrelaxante e a sua presença é responsável, pelo menos em parte, pelas propriedades miorrelaxantes atribuídas a H. courbaril, tornando essa substância um candidato a marcador químico e biológico dessa espécie.
Em sua composição encontram-se terpenos e compostos fenólicos: ácido copálico, brasilcopálico, flavonoides (astilbina, beta-sitosterol, beta-bourboneno, alfa-delta-cadineno, cariofileno, capaeno, cubebeno).
Dosagem indicada
Aperitivo
Vermífugo, expectorante, antiespasmódico, estomáquico, adstringente, peitoral, tônico para o cérebro, antioxidante, laxativo, contra asma, úlcera, diarreia, gripe, tosse, anemia e como anti-inflamatório.
Preparar por infusão e decocção 1 xícara (café) de casca de ramos mais velhos. Tomar de 3 a 4 xícaras ao dia.
Seiva: tomar de 2 a 3 colheres antes das refeições.
Tosse, bronquite, asma, enfisema pulmonar
Polpa do fruto cozida e misturada ao leite quente e açúcar.
Interações medicamentosas e associações
A raiz do jatobá pode ser associada ao braço-forte e ao cravinho-do-mato na impotência sexual.