Nome científico: Anacardium occidentale.
Nome popular: Acaju, acajaíba, oacaju, anacardo, acaju-açú, acajuba, acajuíba, cacaju, acaju-pakoba, acaju-piranga, caju-banana, caju-da-praia, caju-de-casa, caju-manso, caju-manteiga.
Partes usadas: Castanha, pseudofruto, óleo e oleorresina da casca da castanha, goma, entrecasca, sumo da folha.
Princípios Ativos: Esteroides, flavonoides, catequinas, fenóis, gomas, resinas, material corante, saponinas, taninos, vitamina C, açúcares, carotenoides, ácidos orgânicos, proteínas, fibras etc..
Propriedade terapêutica: Antidiabética, adstringente, antidiarreica, depurativa, tônica, antiasmática, antisséptica, anti-inflamatória, vitaminizante, depurativa, expectorante, vermífuga, diurética, eupéptica.
Indicação terapêutica: Diabetes, infecção da garganta, diarreia, disenteria, colesterol, triglicerídeos, emagrecimento, frieira, cansaço, eczema, reumatismo, avitaminose, feridas, úlceras, verrugas.
Princípios ativos
Folha e casca do caule: esteroides, flavonides, catequinas, fenóis, taninos, gomas, resinas, material corante, saponinas. Pseudofruto: taninos, vitamina C (210mg para 100g de fruto), açúcares, carotenoides, ácidos orgânicos, proteínas, fibras, água.
Casca do fruto: ácido anacárdico, anacardol, cardol, taninos, flavonoides, ácido gálico, ácido siríngico, galocatequina.
Tegumento (a película que envolve a amêndoa): beta-sitosterol, epicatequina (substância com forte ação anti-inflamatória).
Amêndoa (semente): óleo fixo de alta qualidade (45%), proteínas, minerais, esteroides, triterpenoides, tocoferóis
Uso popular e medicinal
O suco do pseudofruto, puro e adoçado (a cajuada), é um tônico refrigerante saudável. Clarificado e cozido produz a popular cajuína, bebida de cor âmbar, destanificada, refrescante e de excelente sabor. O suco é diurético e excitante. Do sumo ainda se obtém vinho, vinagre, aguardente e licor.
A castanha contém uma oleorresina cáustica conhecida como LCC (líquido da castanha-de-caju), cuja composição é principalmente de ácido anacárdico, cardol (11,31%) e seus derivados. Dentro da castanha encontra-se a amêndoa oleaginosa, comestível, conhecida e comercializada como castanha-de-caju.
O LCC causa forte irritação na pele, deixando cicatrizes quase indeléveis que jovens usam para fazer um tipo primitivo de tatuagem. É espesso, de cor escura, indicado para verrugas, calos, edemas, manchas na pele e tecidos de neoformação.
O uso em estado fresco da castanha pode provocar lesões na pele, pois é terrivelmente cáustico. Quando as sementes são torradas perdem esta propriedade, tornando-se comestíveis, sendo um alimento saboroso, excitante e usado nos regimes de emagrecimento. São valorizadas pela sabedoria popular como fortificante da memória.
Na medicina caseira são usadas preparações de uso oral feitas com a entrecasca, a goma e o LCC .
A casca do cajueiro ativa o metabolismo dos açúcares, principalmente das pessoas que têm o açúcar aumentado no sangue e na urina. Nas regiões de mata brasileira as cascas são usadas para hemorroidas. Fazem o chá com a casca, adicionando broto de goiaba, raspa de amor-crescido e cajá.
Para uso externo fazem o cozimento da entrecasca e usam em bochechos e gargarejos como antisséptico e anti-inflamatório nos casos de feridas, úlcera da boca, afecções da garganta e lavagem de feridas malignas.
O broto de caju é utilizado para combater dores no estômago e problemas digestivos e deve ser fervido com broto de goiaba, embora sua eficácia e segurança ainda não tenham sido comprovadas cientificamente.
O sumo das folhas novas é utilizado para combater aftas. Sua raiz é purgativa.
Os índios ticunas da Amazônia usam o suco do pseudofruto como preventivo contra gripes.
Dosagem indicada
Diabetes
Coloque 1 colher (chá) do pó da casca do caule do caju vermelho em 1 xícara (chá) de água em fervura. Desligue o fogo, espere esfriar e coe em uma peneira. Tome 1 xícara (chá) 2 vezes ao dia.
Feridas e infecção da garganta
Coloque 1 colher (sopa) do pó da casca do caule em 1 copo de água em fervura. Desligue o fogo, deixe em repouso por 24h e coe em uma peneira. Use para fazer bochechos, gargarejos ou para lavar feridas infeccionadas.
Diarreia e disenteria
Coloque 3 colheres (sopa) de folhas novas e frescas, cortadas em pedaços bem pequenos em 1/2 litro de água em fervura. Deixe ferver por 10min e coe. Tome 1 copo toda vez que evacuar. No caso de crianças deve ser dada metade da dose.
Baixar o colesterol e triglicerídeos do sangue
Consumir em pequenas doses (5 a 6 amêndoas) diárias.
Suplemento nutritivo (regime de emagrecimento)
A semente torrada pode ser consumida 1 hora antes das principais refeições em pequenas quantidades.
Alimento nutritivo
Ingerir o pseudofruto ao natural, como sobremesa ou entre as refeições e em sucos.
Frieira e cansaço dos pés
Coloque 1 colher (chá) de casca do caule em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver. Abafe por 10min e coe em uma peneira. Despeje em uma bacia e acrescente mais 2 litros de água quente. Mergulhe o local afetado (pés ou mãos), por 10 a 15min. Repetir a aplicação até a melhora.
Diabetes, eczema, reumatismo e avitaminose C
Comer os pseudofrutos ao natural, ou sob forma de suco, 1 copo de 3 a 5 vezes ao dia.
Feridas e úlceras
Chá por decocção das folhas, banhar os locais afetados 3 vezes ao dia.
Verrugas e calosidades
Uso externo sob a forma de óleo, aplicado diariamente.
Culinária
Refresco de Caju
Ingredientes: 10 cajus, 1 litro de água gelada e açúcar a gosto.
Preparo: retirar as castanhas, furar bastante com um garfo e espremê-las. Colocar numa vasilha o caldo, a água gelada e o açúcar. Mexer bem e tomar.
Vinho de caju
Ingredientes: 4 litros de caldo de caju, 1 litro de aguardente e 1/2 kg de açúcar refinado
Preparo: colocar 4 litros de caldo de caju tirado da fruta e colocar em maceração durante 9 dias em vasilha louçada. Passado os 9 dias, misturar o litro de aguardente e o açúcar. Após 3 dias, coar, colocar em garrafão e guardar durante 4 meses. Servir gelado após 4 meses.