Nome científico: Silybum marianum.
Nome popular: Cardo mariano.
Partes usadas: Raízes, folhas, sementes e frutos.
Princípios Ativos: Silimarina, silibina, flavonoides, esteroides, ácido fumárico e flavonolignanas.
Propriedade terapêutica: Adstringente, colagogo, amargo, sudorífico, diurético, emético, emenagogo, hepático, estimulante estomacal e tônico.
Indicação terapêutica: Doenças do fígado (hepatite, cirrose), vesícula biliar, depressão.
Uso popular e medicinal
Cardo-mariano tem uma longa história de uso no Ocidente para depressão e problemas hepáticos.
Pesquisas têm confirmado que ele tem uma notável capacidade de proteger o fígado de intoxicação e de danos resultantes da ingestão de bebidas alcoólicas.
É usada internamente no tratamento de doenças do fígado e vesícula biliar.
A planta é colhida quando em flor e seca para uso futuro.
Silimarina (um componente de flavonoide da semente) atua sobre as membranas das células do fígado que impedem a entrada de compostos tóxicos, evitando danos nas células.
Também melhora sensivelmente a regeneração do fígado em hepatite, cirrose, envenenamento por cogumelos e outras doenças do fígado.
Uma pesquisa alemã aponta que a silibina é clinicamente útil no tratamento de envenenamento por cogumelos Amanita grave.
A regeneração do fígado é particularmente importante no tratamento de câncer uma vez que esta doença é sempre caracterizada por um fígado severamente comprometido e muitas vezes parcialmente destruído.
Está indicado no tratamento de hepatites agudas ou crônicas, cirroses, fígado gorduroso e nas alterações causadas pelo álcool.
Um remédio homeopático é obtido a partir de partes iguais de raiz e semente com suas cascas ainda ligadas. É utilizada no tratamento de distúrbios hepáticos e abdominal.
Dosagem indicada
Decocção: 3g em 100ml de água, deixando ferver por 5 min. Infusão por mais 10min. Tomar 2 ou 3 vezes ao dia.
Riscos conhecidos
Quando cultivadas em solos ricos em nitrogênio, especialmente aqueles que foram alimentados com fertilizantes químicos, esta planta pode concentrar nitratos nas folhas, que podem favorecer câncer de estômago.