Nome popular: Açafrão-da-Índia, açafrão, cúrcuma, batata-amarela, gengibre-amarelo, gengibre-dourado (a cor da raiz no "curry"), mangarataia.
Nome científico: Curcuma longa L.
Partes usadas: Rizoma, semelhante ao gengibre, seu parente.
Princípios ativos: Curcuminoides, diferuil metano e outras curcuminas, óleos essenciais, sesquislactonas, zingibereno, bisabolano, cineol, curcumenol, curcumernona.
Propriedade terapêutica: Anti-inflamatória, antidispéptica, colerética, colagoga, hipolipemiante, antiespasmódica, antiflatulenta.
Indicação terapêutica: Cálculo biliar, vesícula biliar, fígado, psoríase, leucemia, colesterol, câncer de colo de útero, feridas.
Uso popular e medicinal
Um estudo aponta involuções de cálculos biliares com uso de curcumina e melhora das funções de muitas enzimas do fígado, além de ser hepatoprotetora e antitóxica do fígado.
Na verdade há muitos trabalhos nos dando conta de que é uma ótima planta para os problemas do fígado e vesícula biliar. Há também nestes rizomas atividade pró-digestiva segundo relato de bons trabalhos científicos. Foi demonstrado que ela estimula a digestão. É protetor gástrico por diminuir a secreção de ácidos.
Há muitos outros estudos provando sua atividade anti-inflamatória.
É uma planta que baixa o nível de colesterol e lipídios totais no sangue às custas da curcumina. Extrato de cúrcuma doméstica demonstrou baixar triglicerídeos e fosfolipídeos, segundo consta em trabalhos científicos.
A curcumina inibe o acetato de tetradecanoil-forbol que causa tumor de pele, a nitrosamina, causadora de cânceres orais e gástricos e azoximetanol, indutor de câncer em cólon. Foi provado que 2% de curcumina protege a mucosa do intestino grosso contra este último agente.
Ainda é antiagregante plaquetária, anti-infecciosa, antiasmática e útil em casos de despigmentação da pele como na psoríase e alguma leucemia.
No Oriente é usada como hepatoprotetor, estimulante das vias biliares, antiflatulenta, diurética, afrodisíaca, diurética, antiparasitária, antifebril, anti-inflamatória e para a circulação.
Na China é usada contra o câncer de colo de útero (em aplicação local e via oral), segundo relato da Associação Argentina de Fitomedicina.
A curcumina reduz a inflamação e melhora o quadro de artite reumatoide, apresentando efeito anti-inflamatório semelhante ao de medicamentos anti-inflamatórios convencionais.
Na gastronomia é indicado para legumes, refogados e arroz. O prato fica amarelinho e não altera o sabor dos ingredientes.
Dosagem indicada
Externamente é bom cicatrizante e desinfetante de feridas, inclusive de olho, e antirreumático. Usa-se 1% de rizoma em decocção, 2 ou 3 vezes ao dia.
Pode ser usada como extrato seco (5:1 é proporção da droga vegetal nesta forma farmacêutica) em encapsulados na dosagem de 80 mg, 2 vezes ao dia ou em extrato fluido em 50 gotas por 2 ou 3 tomadas (1g contém 40 gotas).
A absorção dos princípios ativos dela pelas vias digestivas é boa (cerca de 60%) e não é ulcerogênica como os anti-inflamatórios convencionais, conforme provado por um pesquisador em 1986.
Efeito colateral
Cuidado: não tomar mais que 10g por dia (30 estigmas ou quatro colheres de sobremesa) porque esta planta é tóxica em altas doses, podendo alterar o sistema nervoso ou provocar aborto.