Nome científico: Mentha piperita.
Nome popular: Hortelã-de-folha-miúda, hortelã-do-campo, hortelã-cheirosa, hortelã-da-horta, hortelã-de-tempero, hortelã-do-Brasil, hortelã-pimenta-rasteira.
Partes usadas: Folhas e sumidades floridas.
Princípios Ativos: Piperitone, alfa-mentona, mento-furano, metilacelato, pulegona, cineol, limoneno, jasmone, principio amargo, vitamina (C, D), nicotinamida, terpenos, cetonas, taninos, sesquiterpenos.
Propriedade terapêutica: Carminativa, eupéptica, estimulante, colagoga, estomáquica, antiemética, antiespasmódica, analgésica.
Indicação terapêutica: Fadiga, atonia digestiva, gastralgia, cólicas, flatulência, vômitos na gravidez, intoxicação gastrintestinal, afecções hepáticas, palpitações, enxaqueca, tremores, asma, bronquite crônica.
Uso popular e medicinal
Hortelã é erva popular usada nas formas de óleo, extrato da folha, infuso da folha e suco.
Preparações com óleo de hortelã são empregados em produtos de higiene pessoal, farmacêuticos e alimentos devido às propriedades aromatizantes e fragrâncias. Tem uma gama de propriedades terapêuticas usada na aromaterapia, preparações para banho, elixir bucal, pastas de dentes, preparações tópicas para acalmar pruridos e aliviar a irritação e a inflamação.
A infusão dessa planta é frequentemente utilizada para melhorar a memória, tratar nervosismo, infecções gastrointestinais, inchaço abdominal, diarreia, discinesia biliar, pedras nos rins, cálculo da bexiga. Age como diurético e desintoxicante.
Constituintes: piperitone, alfa-mentona, mento-furano, metilacelato, pulegona, cineol, limoneno, jasmone, principio amargo, vitaminas (C, D), nicotinamida (traços), terpenos, cetonas, taninos, sesquiterpenos (cariofileno, bisabolol), flavonoides (mentoside, isoroifolina, luteolina), óleo essencial 0,7 a 3% contendo mentol, ácidos (p-cumarínico, ferúlico, cafeíco, clorogênico, rosmarínico e outros), carotenoides, colina, betaína e minerais.
Ações: carminativa, eupéptica, estimulante, colagoga, estomáquica, antiemética, antiespasmódica, analgésica.
Indicações: fadiga, atonia digestiva, gastralgia, cólicas, flatulência, vômitos na gravidez, intoxicação gastrintestinal, afecções hepáticas, palpitações, enxaqueca, tremores, asma, bronquite crônica, sinusite, dor de dente, nevralgias faciais provocadas pelo frio.
Dosagem indicada
Antiespasmódico e antiflatulento (preparar por infusão, uso interno)
Modo de uso: 1,5g de folhas e sumidades floridas secas e 150ml de água fervente. Infusão por 10min. Coar. Acima de 12 anos tomar 150ml, 2 a 4 vezes ao dia.
Advertência: o uso é contraindicado para pessoas com cálculos biliares e obstrução dos ductos biliares, danos hepáticos severos e durante a lactação.
Antidispéptico, antiflatulento e antiespasmódico (preparar por tintura, uso interno)
Componentes: folhas secas (20 g); álcool a 45% p/p q.s.p. (100ml).
Orientação para o preparo: estabilizar o material vegetal submetendo à secagem em estufa a 40ºC por 48 horas e extrair por percolação. Acondicionar em frasco de vidro âmbar bem fechado em local fresco, seco e ao abrigo da luz.
Modo de uso: acima de 12 anos, tomar 60 a 120 gotas (2-3ml) da tintura diluídas em 75ml de água, 3 vezes ao dia.
Advertência: não usar em gestantes, lactantes, crianças menores de 2 anos, alcoolistas, diabéticos e pessoas com litíase urinária. Não usar em casos de tratamento com sinvastatina e felodipina.
Dosagem (uso interno): 2 a 4g das folhas em 1 xícara em água fervente. Infusão por 10min. Coar e tomar 3 xícaras ao dia, após ou entre as refeições.
Essência: dose média 0,05 a 0,030g/dia (45 gotas).
Xarope: 20 a 100g/dia.
Sauna facial para nevralgias faciais provocadas pelo frio: 25g de folhas em 0,5 litro de água fervente. Expor o rosto aos vapores, cobrindo a cabeça com uma toalha.
Contraindicações
Uso da essência para lactentes. Pessoas que possuem cálculos biliares só devem empregar a planta com aconselhamento médico.
O mentol em crianças de pouca idade e lactentes pode levar à dispnéia e asfixia.
A essência irrita a mucosa ocular (conjuntiva).
Em pessoas sensíveis pode provocar insônia.