Nome científico: Spigelia anthelmia.
Nome popular: Arapabaca, lombrigueira.
Partes usadas: Folhas, raízes.
Princípios Ativos: Isoquinolina e um iridoide do tipo actnidina, considerados princípios cardiotônicos ativos.
Propriedade terapêutica: Anti-helmíntica, sedativa.
Indicação terapêutica: Eliminação de vermes intestinais.
Uso popular e medicinal
Farmacologicamente o curare provoca relaxamento da musculatura devido a inibição competitiva da acetilcolina provocada por um de seus alcaloides, D-tubocurarina (veja Nota).
Nota: curare está relacionado ao conhecimento adquirido pelo uso de recursos naturais no desenvolvimento de medicamentos e outros produtos (alimentos, cosméticos, artesanato, utensílios etc.). Importantes áreas da ciência dedicam-se ao estudo desses recursos naturais.
Curare é um bom exemplo: um veneno indígena empregado na caça que deu origem a medicamentos, o que demonstra a dualidade veneno-cura. Utilizado em flechas para caça e pesca, este veneno é feito a base de diversas plantas e chamado indiscriminadamente de curare.
Uma das plantas utilizadas na preparação do curare, o Chondrodendron tomentosum, teve grande importância na medicina ocidental. Foi utilizado como anestésico devido a sua ação relaxante muscular, servindo como modelo para o desenvolvimento de novos medicamentos menos tóxicos a partir de sua estrutura molecular.
Em seus tecidos ocorre a presença de isoquinolina e um iridoide do tipo actnidina, considerados princípios cardiotônicos ativos.
Suas raízes são consideradas mais ativas que suas folhas, tanto como purgativo energético quanto para expulsar vermes intestinais.
Suas folhas secas parecem possuir atividades inseticida e repelente.
Na Paraíba, o infuso e o decocto da planta inteira é referido como anti-helmíntico.
É muito utilizada pela população da Amazônia para eliminar vermes intestinais.
O infuso da raiz como sedativo é empregado pelos índios da Amazônia.
Toxicologia
A toxicidade das sementes e de toda a planta é comprovada por vários pesquisadores. A toxicidade do extrato aquoso de suas folhas (LD50) é de 222mg/kg de peso vivo.