Nome científico: Caesalpinia ferrea.
Nome popular: Jucá.
Partes usadas: Casca, entrecasca, folha, fruto, madeira, semente, raiz, fruto.
Propriedade terapêutica: Cicatrizante, antisséptico, fortificante, febrífugo, antidiarreico, béquico, antidiabético, desobstruente, anticatarral.
Indicação terapêutica: Contusão, ferimento, hemorragia, luxação, tosse, bronquite, asma, coqueluche, amebíase, problema hepático, cardíaco, renal, pulmonar.
Uso popular e medicinal
A tradicional “tintura-da-bage-de-jucá” é referida como excelente medicação de uso local em contusões e ferimentos, para estancar hemorragias e em compressas no tratamento de luxações. No Nordeste é usada popularmente como xarope para o tratamento caseiro da tosse, bronquite e coqueluche. A infusão da entrecasca é usada para os mesmos fins.
Na Amazônia as folhas na forma de decocto são utilizadas externamente e no local contra hemorroidas, enquanto o uso interno dessa decocção é indicado contra amebíase, problemas hepáticos e como fortificante para crianças.
O sumo das folhas é usado internamente para problemas cardíacos. A infusão conjunta das folhas e frutos é útil para tratar inflamações do fígado e tuberculose, enquanto a decocção da casca é usada internamente como antidisentérico.
O preparado da casca com 1 litro de água e 1 kg de açúcar, aquecido até formar um xarope, é utilizado contra asma e bronquite.
A infusão conjunta da raspa da casca com folhas de manga é útil como antigripal e antitussígeno, ao passo que o preparado de casca de jucá, casca de jatobá, folhas de manga, açúcar e água, após aquecimento, serve como anticatarral.
A vagem crua é útil contra tosse, inflamações do fígado e baço, desarranjo menstrual, problemas renais e pulmonares.
Na região da Mata Atlântica, a infusão das folhas é usada contra problemas respiratórios, especialmente bronquites, além do uso comum contra gripes, resfriados e tosses.
Outros usos medicinais atribuidos a essa espécie são as raízes como febrífugo e antidiarreico; o fruto com propriedades béquicas e antidiabéticas; a casca como desobstruente e a madeira como anticatarral e contra feridas.
A planta apresenta também compostos de interesse industrial e farmacológico. Um trabalho investigou as atividades biológicas do extrato de sementes de C. ferrea na busca por esses compostos. Segundo os autores, os resultados indicaram a presença das atividades celulásica, amilásica, anticoagulante e larvicida contra A. aegypti no extrato aquoso das sementes de C. ferrea, e não observaram atividades tóxica aguda, hemolítica, heparinásica, antibacteriana e antifúngica.
Dosagem indicada
Cicatrizante e antisséptico
Componentes: extrato glicólico do fruto de Caesalpinia ferrea (5%); gel base (q.s.p.).
Transferir o extrato de jucá para recipiente adequado. Incorporar no gel base e misturar até homogeneização completa.
Modo de uso: aplicar no local afetado até 3 vezes ao dia.
Embalagem e armazenamento: acondicionar em pote plástico não transparente.
Armazenar em local fresco, seco e ao abrigo da luz.
Manter fora do alcance de crianças.
Asma, bronquite
Preparar a casca com um litro de água e um quilo de açúcar. Aquecer até formar um xarope.