Nome científico: Scutia buxifolia.
Partes usadas: Casca do tronco, folha.
Princípios Ativos: Ácidos fenólicos, flavonoides (ácido gálico, ácido clorogênico, ácido cafeico, rutina, isoquercitrina, quercitrina, quercetina).
Propriedade terapêutica: Diurética, anti-hipertensiva, cardiotônica, antimicrobiana, antiviral.
Indicação terapêutica: Tônico cardíaco, herpes, emagrecimento.
Uso popular e medicinal
A tintura das cascas é usada como tônico cardíaco. As cascas e as folhas são usadas como diuréticas e hipotensoras.
Na tradição popular, coronilha é planta que ajuda no emagrecimento. No Rio Grande do Sul os gaúchos tem o costume de colocá-la no chimarrão, bebida típica do Estado. É uma das mais vendidas por ambulantes para a preparação de chás emagrecedores. Sabe-se que a coronilha tem propriedades diuréticas. Outra indicação popular em relação ao uso do chá da planta é sua ação benéfica no coração. A coronilha apresenta propriedade anti-hipertensiva cientificamente comprovada.
Um estudo analisou a toxicidade da planta e concluiu que a mesma não é tóxica e pode ser utilizada como matéria-prima por empresas farmacêuticas para a fabricação de medicamentos diuréticos e que combatam a hipertensão.
Um trabalho investigou as atividades antimicrobiana e antiviral da casca do caule e folhas de coronilha. Os melhores resultados antimicrobianos ocorreram com o acetato de etila e frações n-butanólica das folhas contra Micrococcus sp. (agentes da população microbiana normal da pele, mucosa e orofaringe), frações n-butanólica da casca do caule e folhas contra Klebsiella pneumoniae (bactéria encontrada em ambiente hospitalar) e Enterococcus faecalis (bactéria do sistema digestivo humano e de mamíferos, pode causar infecção urinária e meningite).
As frações mais ativas foram selecionadas e fracionadas em coluna de sílica para realizar o ensaio antibiofilme in vitro, evidenciando que subfracções do acetato de etila são as mais ativas contra Cândida albicans (fungo responsável pela candidíase, infecção que se desenvolve principalmente nos órgãos genitais e na boca) e Staphylococcus aureus (causadora de infecções de pele como impetigo, foliculite, terçol, furúnculo etc.) respectivamente.
Frações da casca do caule e fração das folhas exibiram potencial atividade antiviral contra vírus de herpes simples tipo 1 (HSV-1). Ácidos fenólicos e flavonoides (ácido gálico, ácido clorogênico, ácido cafeico, rutina, isoquercitrina, quercitrina e quercetina) foram identificados e podem ser parcialmente responsáveis pelas atividades antimicrobianas e anti-herpes observados. Os resultados obtidos neste estudo mostraram que coronilha tem atividade antibiofilme e anti-herpética e que essas propriedades são relatadas pela primeira vez para a espécie.