Nome científico: Stachytarpheta cayennensis.
Nome popular: Gervão-urticante, gervão-roxo, rinchão, vassourinha-de-botão.
Partes usadas: A planta toda.
Princípios Ativos: Alcaloides, glicosídeos (verbenalina e verbenina), taninos, saponinas, flavonoides, esteroides, quinonas, compostos fenólicos e ácido glicogênico.
Propriedade terapêutica: Anti-inflamatória, analgésica, antipirética, hepatoprotetora, laxante, antimicrobiana.
Indicação terapêutica: Tratamento de distúrbios gástricos, lesões de pele, lesões ulceradas causadas por Leishmania
Uso popular e medicinal
Um trabalho científico conclui que o extrato hidroalcoólico de S. cayennensis inibe formas promastigotas de Leishmania in vitro, o que pode justificar, pelo menos parcialmente, o uso popular dessa espécie no tratamento de úlceras causadas por Leishmania.
Leishmanioses são doenças endêmicas causadas por protozoários do gênero Leishmania ocorrendo em várias partes do mundo, ocasionando um elevado índice de morbidade e mortalidade. O tratamento é feito à base de quimioterápicos de alto custo, usados por via parenteral, requerendo um período de administração prolongado, causando efeitos adversos como alterações cardíacas, renais, pancreáticas e hepáticas.
Os pesquisadores observam que o uso de plantas no tratamento da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma prática antiga entre as populações das áreas endêmicas. O estudo foi realizado no município de Buriticupu (Amazônia do Maranhão), Brasil, área endêmica para LTA e demonstrou que dentre as preparações vegetais utilizadas pela população no tratamento das úlceras causadas por Leishmania sp, uma das mais citadas foi o extrato de folhas de Stachytarpheta cayennensis.
Esta espécie tem sido utilizada na medicina tradicional como anti-inflamatória, analgésica, antipirética, hepatoprotetora, laxante e no tratamento de distúrbios gástricos. A aplicação de folhas e raízes trituradas também é usada no tratamento de lesões de pele, inclusive em lesões ulceradas causadas por Leishmania sp.
Alguns dos efeitos preconizados pela população já foram demonstrados experimentalmente como a atividade anti-inflamatória, analgésica, gastroprotetora e antimicrobiana. Em sua composição química apresenta alcaloides, glicosídeos (verbenalina e verbenina), taninos, saponinas, flavonoides, esteroides, quinonas, compostos fenólicos e ácido glicogênico, sendo que alguns destes constituintes químicos também estão contidos em várias espécies vegetais com efeitos leishmanicidas.
Na medicina popular brasileira espécies de gervão (S. cayennensis, S. jamaicensis) ajudam a estimular a digestão, suprimir a tosse, baixar a febre, expulsar vermes, aumentar a transpiração e promover a menstruação.
O remédio natural é a infusão preparada com as folhas ou partes aéreas inteiras. É empregado por herbalistas e profissionais também como um tônico estomacal, para estimular a função do trato gastrointestinal, dispepsia, alergias, asma, febre e problemas hepáticos crônicos.
Gervão serve também como um diurético para várias queixas urinárias e como laxante suave para a constipação.
Externamente serve para limpar úlceras, cortes e feridas.
Na fitoterapia cubana (onde a planta é chamada Verbena cimarrona) é considerada abortiva, laxante, diurética e sedativa, indicada para reduzir espasmos, deprimir o sistema nervoso central, promover a menstruação, ajudar a produção de leite e reduzir a pressão sanguínea.
Dosagem indicada
- Infusão das folhas: 1/2 xícara, 2 vezes ao dia.
- Tintura: 2 a 3 ml, 2 vezes ao dia.
- Cápsulas: 1-2 g, 2 vezes ao dia.