Nome científico: Capsicum annuum.
Nome popular: Pimenta, pimenta-vermelha, pimentão-verde, malagueta, dedo-de-moça, piripiri, jindungo, calabresa, chifre-de-veado.
Partes usadas: Fruto, flores, folhas.
Princípios Ativos: Capsaicina, carotenos, capsorrubina, luteína, água, nitrogênio, carboidratos, gorduras, cobre, vitaminas (B,C).
Propriedade terapêutica: Antidiarreica, anti-hemorroidal, antirreumática, antiemética, antiespasmódica, rubefaciente, irritante, diurética, digestiva, sialagogo.
Indicação terapêutica: Mialgia, torcicolo, alopecia, lombalgia, estímulo da vesícula biliar, tensão muscular, reumatismo, tratamento de entorse, frieira ininterrupta, nevralgia, pleurisia, cinetose.
Uso popular e medicinal
O principal ingrediente ativo da pimenta é a capsaicina, alcaloide responsável pelo sabor picante de alguns cultivares de pimenta. O nome químico é vanililamida (ácido metilnonénico), um composto normalmente picante localizado na placenta (tecido da parte interna do fruto).
A capsaicina tem a capacidade de inflamar a pele onde é aplicada, ou seja, atua como substância rubefaciente (produz vermelhidão intensa e passageira na pele) ativando a circulação na área tratada. Este efeito é muitas vezes usado como um antirreumático tópico.
Outras propriedades medicinais comprovadas da capsaicina: cicatrizante de ferida, antioxidante, dissolve coágulos sanguíneos, previne a arteriosclerose, controla o colesterol, evita hemorragia, aumenta a resistência física, influencia a liberação de endorfina causando sensação de bem-estar e elevação do humor.
O valor varia de zero (pimenta doce) a geralmente 300.000 (pimenta muito picante, caso da habanero).
Em casos extremos, o teor de pungência pode ficar entre 855.000 e 1.463.700 SHUs, como é o caso da indiana “Bhut Jolokia”, considerada a mais picante até 2007; e a "rainha" das pimentas quentes a "Trinidad Moruga Scorpion", que alcança entre 1.500.000 a 2.000.000 SHUs.
Aplica-se também juntamente com outras substâncias em mialgias (dores musculares), alopecia (queda difusa de cabelo) e dor nas costas (lombalgia).
Administrado por via oral, a pimenta é estimulante do sistema digestivo. É usada com frequência para ajudar na digestão após uma refeição pesada. Outro efeito demonstrado: estimula notavelmente a vesícula biliar.
O fruto das cultivares "quente" é anti-hemorroidal quando tomado em pequenas quantidades, antirreumático, antisséptico, sudorífico, digestivo, irritante, sialogogo (estimula a formação de saliva, como hortelã e tamarindo) e tônica. Usado internamente no tratamento da fase fria de febres, debilidade em convalescença ou velhice, veias varicosas (ou varizes, são veias inchadas, torcidas e às vezes doloridas), asma e problemas digestivos.
Externamente é utilizada no tratamento de entorses, frieiras ininterruptas, nevralgia e pleurisia (inflamação na pleura, um tecido fino que recobre toda a superfície dos pulmões). É um preventivo eficaz para controlar a cinetose, também conhecido como enjôo marítimo, doença do movimento ou náusea do mar.
A Comissão E Monografias, um guia terapêutico alemão da medicina herbal, aprovou a Capsicum para a tensão muscular e reumatismo.
Dosagem indicada
Tintura de pimentões (chilli)
É a tintura da pimenta picante seca, pode-se preparar em álcool e esfregar nas dores reumáticas, torcicolo ou lombalgia.
É obtida por maceração deixando 60 g de pimenta picada em 1/2 litro de vinho semanas.
A maceração se prolonga por um par de semanas, após esse período é filtrada e engarrafada em álcool.
Pó. O pó de pimentão é obtido por pulverização do fruto. Deste pó pode-se tomar de 0,3g a 1g por dia, em cápsulas ou em qualquer outra forma sólida.
Cuidados
Quando a pimenta é usada como medicamento (em diferentes formas de dosagem) deve-se tomar cuidado para não exceder as doses indicadas. O abuso pode causar vômito, diarréia e gastrite.
As folhas jovens são comestíveis mas alguns recomendam cautela. Embora não haja muita confirmação, sabe-se que muitas espécies de Solanaceae produzem toxinas em suas folhas.