Nome científico: Tribulus terrestris.
Nome popular: Abrolho-terrestre, rabo-de-calango, tribulo, cabeça-de-touro, videira-da-punctura.
Partes usadas: Raiz, partes aéreas, fruto.
Princípios Ativos: Esteroides, saponinas, flavonoides, alcaloides, protodioscina.
Propriedade terapêutica: Afrodisíaco, estimulante, antiespasmódico, natriurético, antiurolítica, imunomodulatória, antidiabética, hipolipidêmica, cardiotônica, hepatoprotetora, anti-inflamatória etc
Indicação terapêutica: Estimulante sexual, melhoria do desempenho físico, problemas sexuais de mulheres na menopausa, aumento da função erétil, transtorno do desejo sexual hipoativo.
Uso popular e medicinal
Planta amplamente utilizada como estimulante sexual natural na medicina tradicional chinesa, indiana e grega.
Uma revisão sistemática coletou ensaios clínicos e estudos quase-experimentais sobre o efeito de T. terrestris nos parâmetros espermáticos na infertilidade masculina idiopática (infertilidade sem causa definida) e concluiu que o consumo da erva, em geral, resultou na melhora dos parâmetros espermáticos.
O aumento da quantidade de esperma e melhora do desempenho sexual deve-se provavelmente aos seus compostos ativos que se convertem em andrógenos fracos, que podem ser convertidos em andrógenos mais potentes dentro do organismo humano.
Um trabalho analisou a influência de T. terrestris e Lepidium meyenii (maçã-peruana) na composição corporal, libido e desempenho físico em praticantes de musculação. Os autores concluiram não houve influência na composição corporal, nem melhora da libido, mas promoveu a melhora de desempenho físico.
Diversos estudos têm demonstrado que produtos derivados de Tribulus podem aumentar os níveis séricos de testosterona endógena, justificando assim os efeitos observados na função erétil, embora não está claro como o Tribulus influencia esse aumento.
Os principais constituintes de T. terrestris são esteroides, saponinas, flavonoides e alcaloides. As saponinas hidrolisadas são transformadas em sapogeninas esteroidais, com propriedades antiespasmódico e natriurético (excreta sódio) e aumentam a produção de hormônio luteinizante (LH), testosterona, estrogênio e outros esteroides.
O extrato obtido das partes aéreas da planta seca contém glicosídeos esteroides do tipo furostanol (saponinas), cujo componente ativo predominante é a protodioscina (PTN), que representa 45% do extrato.
Saponinas esteroidais podem ser responsáveis pela atividade hormonal, estimulando diretamente os tecidos endócrinos responsivos como o útero e a vagina. Foi proposto que os componentes ativos de T. terrestris podem ser convertidos enzimaticamente a andrógenos fracos semelhantes à dehidroepiandrosterona (DHEA) que poderiam, por sua vez, ser convertidos em andrógenos mais potentes, como a testosterona nas gônadas e tecidos periféricos, correlacionando-se positivamente com o desejo e comportamento sexual.
Um estudo realizado em homens atesta que PTN aumenta os níveis séricos de DHEA, resultando em melhor auto-estima e bem-estar geral. Ele age estimulando a produção da enzima 5-a-redutase, que converte a testosterona em diidrotestosterona, que tem um papel fundamental na formação de células sanguíneas e desenvolvimento muscular.
Segundo pesquisadores, níveis de testosterona e LH, bem como o nível de DHEA, aumentaram após o tratamento de disfunção erétil com PTN por 30 a 90 dias em homens. Nota-se que a maioria dos estudos encontrados na literatura relata a ação de Tribulus em homens.
Em estudo duplo-cego randomizado com mulheres, os autores notaram uma melhora no desejo sexual em mulheres com transtorno do desejo sexual hipoativo (condição em que a libido desaparece).
Uma visão geral fitofarmacológica de T. terrestris apresenta extensa lista das suas atividades: diurética, afrodisíaca, antiurolítica, imunomodulatória, antidiabética, potenciadora da absorção do cloridrato de metformina, hipolipidêmica, cardiotônica, sistema nervoso central, hepatoprotetora, anti-inflamatória, analgésica, antiespasmódica, anticancerígena, antibacteriana, anti-helmíntica, larvicida e anticariogênica.
Dosagem indicada
Fruta: 3-6 g da droga em forma de pó; 20-30 g da droga para decocção
Raiz: 20-30 g da droga para decocção
Cuidado
Esta planta causa tribulose. A tribulose é uma fotodermatite. Os princípios tóxicos da planta causam danos no fígado e acumulação de filoeritrina no sangue. Produto de degradação da clorofila, a filoeritrina atua como agente fotossensibilizante.