Nome científico: Harpagophytum procumbens.
Partes usadas: Tubérculos, raízes secundárias.
Princípios Ativos: Glicosídeos iridoides (harpagosídeo, harpagide e procumbide), açúcares, triterpenoides, fitosteróis, ácidos aromáticos e flavonoides.
Propriedade terapêutica: Analgésica, sedativa, diurética, aperiente.
Indicação terapêutica: Osteoartrite, reumatismo, dor lombar, condução do trabalho de parto (eliminação da placenta retida).
Uso popular e medicinal
Os nativos africanos a empregam para tratamento de doenças reumáticas, diabete, arteriosclerose, problemas digestivos, dos rins e da bexiga e mencionam atividade ocitócica, tanto na condução do trabalho de parto como na eliminação da placenta retida. Estudo em tecido uterino de ratas demonstrou, de fato, atividade uterotônica e espasmogênica.
Pelos estudos e tradição, tem sido indicada principalmente para tratamento de vários tipos de osteoartrites, reumatismo e dor lombar.
Importante lembrar que pode haver interação com enzimas do grupo do citocromo P450, portanto interferindo na ação de outros medicamentos em que essas enzimas influam como anti-hipertensivos, antiepilépticos, antidepressivos, antidiabéticos e outros (consulte a seção abaixo "Interação com medicamentos"). Também pode atuar como anticoagulante, exigindo atenção com o uso concomitante de medicamentos com essa ação.
Esta planta medicinal é também tradicionalmente utilizada como estimulante do apetite.
Interações com medicamentos
Antiácidos
Resultado: teoricamente, devido ao relato de que o fitoterápico aumenta a acidez gástrica, poderia reduzir a eficiência dos medicarnentos.
Antihipertensivos
Resultado: o fitoterápico pode reduzir a pressão arterial, devendo ser utilizado corn cautela nas associações corn fármacos antihipertensivos.
Bloqueadores H2
Resultado: teoricamente, devido ao relato de que o fitoterápico aumenta a acidez gástrica, poderia reduzir a eficácia do medicamento.
Ferro (antianêmico)
Resultado: o fitoterápico reduz a absorção do medicamento.
Hipoglicemiante oral (antidiabético)
Resultado: pode ocorrer potencialização da hipoglicemia, dificultando o controle glicêmico.
Substratos do citocromo P450 2C19
Resultado: existem evidências preliminares de que o fitoterápico cause inibição da isoenzima, aumentando os niveis dos fármacos substratos como inibidores da bomba de prótons, diazeparn, carisoprodol e nelfinavir, entre outros. Essas interações não foram ainda identificadas em humanos.
Substratos do citocromo P450 2C9
Resultado: existem evidências preliminares de que o fitoterápico cause inibição da isoenzima, aumentando os níveis dos fármacos substratos como anti-inflamatórios não-esteróides e losartana, entre outros. Essas interações não foram ainda identificadas em humanos.
Varfarina (anticoagulante oral cumarínico)
Resultado: o fitoterápico promove aumento do efeito anticoagulante, corn risco de sangramento.