Nome científico: Garcinia brasiliensis.
Nome popular: Bacuri, bacupari-mirim, poroco, bacuripari.
Partes usadas: Casca, fruta, semente, folha.
Princípios Ativos: O extrato da casca da raiz contém reediaxantona, uma benzofenona polimenilada, outros constituintes menores e 3 novas xantonas preniladas.
Propriedade terapêutica: Antianafilática, antimicrobiana, antiespasmódica, anti-inflamatória, antioxidante, antiproteolítica, antiproliferativa, leishmanicida.
Indicação terapêutica: Tumores, inflamações do trato urinário, artrite, alivio de dores, prevenção de doenças crônicas.
Uso popular e medicinal
Na medicina popular suas folhas são utilizadas no tratamento de tumores, inflamações do trato urinário, artrite e para aliviar dores. Investigações farmacológicas de G. brasiliensis e seus compostos isolados de extratos mostraram atividades antianafiláticas, antimicrobiana, antiespasmódica, anti-inflamatória, antioxidante, antiproteolítica, antiproliferativa e leishmanicida.
Esta espécie tem grande potencial terapêutico para tornar-se um medicamento fitoterápico, conforme estudo morfoanatômico e histoquímico de suas folhas e pecíolo. No estudo foram destacados os seguintes aspectos relevantes: folha hipoestomática, dorsiventral com estômatos paracíticos, inclusões inorgânicas de cristais na forma de drusas e diversos canais secretores de compostos lipídios, tanto na folha como no pecíolo.
Constatou-se que compostos fenólicos e grãos de amidos estão dispersos ao longo de toda lâmina foliar e pecíolo, que podem significar subsídios para a análise farmacognóstica no controle de qualidade da droga vegetal.
As sementes contêm 8 a 9% de óleo (em peso), que é usado em cataplasmas em feridas, ventanas, tumores e, externamente, em um fígado alargado.
A infusão da polpa tem ação narcótica semelhante ao da nicotina.
O extrato da casca da raiz contém reediaxantona e uma benzofenona polimenilada, outros constituintes menores e 3 novas xantonas preniladas.
Pesquisadores da Universidade de La Frontera (Chile) constataram que espécies nativas da Mata Atlântica dentre as quais encontra-se o bacupari, têm alto poder anti-inflamatório e antioxidante demonstrados in vivo, por isso eles recomendam o consumo frequente dessas frutas.
A prevenção de doenças crônicas, por exemplo diabetes, estresse oxidativo e osteoporose, é constantemente associada ao consumo de alimentos ricos em atividade antioxidante de metabólitos secundários dos vegetais, principalmente os fenólicos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo regular de frutas como elemento altamente benéfico para se evitar essas doenças.
Culinária
O fruto pode ser aproveitado na forma de doce de corte, frisante, geleia e sorvete.
Segue uma receita de sorvete fermentado (similar ao sorvete de uísque).
Lave e descasque os frutos. Coloque uma camada dentro de um pote e cubra com açúcar cristal; repita com outra camada de fruto e de açúcar. Tampe e deixe na geladeira por 15 dias. Coe em peneira esmagando os caroços. Engarrafe em garrafa PET comprimida na região central. Deixe fermentar à temperatura ambiente. Bata com iogurte natural e gelatina sem sabor diluída ou emulsificante (opcional) e congele.