Nome científico: Erythrina verna.
Nome popular: Suinã, árvore-de-coral, sapatinho-de-judeu, bico-de-papagaio.
Partes usadas: Cascas do caule.
Princípios Ativos: Alcaloides (eritrina, erisotrina, eritrartina, eritralina, erisodina, erisovina, erisopina, erisonina, erisolina etc.), esteroides, glucosídeo (migurrina), compostos antociânicos.
Propriedade terapêutica: Sedativo, hipnótico.
Indicação terapêutica: Calmante dos nervos, asma de origem nervosa, tosse nervosa, dor reumática, insônia.
Uso popular e medicinal
As propriedades de extratos de sementes de várias espécies de Erythrina foram inicialmente estudadas nos anos 1930 e 1940, quando foi identificado a presença de alcaloides com atividade semelhante ao curare. Curare tem o significado genérico de "veneno (utilizado pelos indígenas para caçar) que deu origem a medicamento". Na medicina tradicional brasileira a casca do mulungu é usada há muito tempo pelas populações indígenas como sedativo.
Na medicina herbária é considerada um excelente sedativo para acalmar ansiedade, tosses nervosas, agitação psicomotora e insônia. É largamente empregada contra asma, bronquite, hepatite, gengivite, inflamações hepáticas e esplênicas, febres intermitentes. Nos EUA é usada por práticos e herbalistas para acalmar crises de histeria proveniente de trauma ou choque, eliminar palpitações do coração (extrassístole), insônia, contra problemas hepáticos e hepatite.
A planta é indicada como sedativo, hipnótico e calmante dos nervos. É muito usado na asma de origem nervosa, tosses nervosas, dores reumáticas e insônia. Sua propriedade de regularizar os batimentos cardíacos e a atividade hipotensora foi atribuída aos alcaloides. Pode ser associado ao maracujá, à valeriana e ao viburno (Viburnum opulus), planta medicinal e ornamental também conhecida no Brasil como rosa-de-gueldres.
Além da ação calmante, a decocção das cascas de E. verna é usada para outras desordens do sistema nervoso central (SNC) como depressão e epilepsia.
Mulungu é encontrado nas farmácias brasileiras na forma de extrato seco das cascas. Em virtude de seu uso tradicional, esta espécie tem potencial de gerar produtos de interesse ao SUS. O extrato de mulungu já é utilizado em associação com espécies de outros gêneros para produção de medicamentos fitoterápicos ansiolíticos sendo os mais conhecidos: "maracugina", "passaneuro" e "calmapax".
Em sua constituição química são encontrados alcaloides (eritrina, erisotrina, eritrartina, eritralina, erisodina, erisovina, erisopina, erisonina, erisolina, erisotina, eritratidina, dentre outros), esteroides, glucosideo (migurrina), compostos antociânicos (pelargonidol, cianidol).
Dosagem indicada
Sedativo, hipnótico e calmante dos nervos
Decocto a 2%, de 2 a 3 xícaras ao dia. Extrato fluido, de 1 a 4ml ao dia.
Bronquite, inflamação do fígado e baço, febre e para apressar a maturação dos abscessos de gengiva
Decocto: 1 colher (sopa) da casca da planta e 1 xícara (chá) de água. Coloque o caule na água fervente. Espere amornar e coe. Tome de 1 a 2 xícaras ao dia.