Nome científico: Valeriana officinalis.
Nome popular: Valeriana-menor, valeriana-selvagem, valeriana-silvestre, erva de São Jorge, valeriana oficial, erva dos gatos.
Partes usadas: Raízes e rizomas de plantas com mais de 2 anos de idade, especialmente no verão e outono.
Princípios Ativos: Óleo essencial (mono e sesquiterpenos- pinenos, canfeno, borneol, ácidos valerênicos), iridoides, ácidos fenólicos, flavonoides, taninos. Marcador: ácido valeriânico (0,8 a 1%).
Propriedade terapêutica: Sedativa, antiespasmódica, hipnótica, carminativa, antitabagismo.
Indicação terapêutica: Nervosismo, insônia, estresse, cefaléia tensional, psoríase.
Uso popular e medicinal
As propriedades sedativas da valeriana são conhecidas desde a Antiguidade, figurando no livro de Dioscórides. Usada principalmente pelos espanhóis para a excitação nervosa de mulheres, foi venerada por Galeno e utilizada naquela época para epilepsia e como febrífugo em épocas de escassez de quinino.
Durante a II Guerra Mundial, serviu para tratar a tensão nervosa originada pelos bombardeios e explosões. Os chineses a utilizam, além de sedativo, como coadjuvante nos estados gripais e reumáticos.
A valeriana está incluída em praticamente todas as farmacopeias europeias desde 1983.
Aprovado pela Comissão E da Alemanha para nervosismo e insônia. Utilizada ainda como antiespasmódico, hipnótico, carminativo, antitabagismo (seu odor confere um sabor amargo ao tabaco) e ainda como coadjuvante em doenças relacionadas ao estresse como cefaleias tensionais, psoríase etc. Tem sido muito utilizada, portanto, como uma alternativa ao uso de sedativos sintéticos, devido aos menores efeitos colaterais e da menor dependência no uso prolongado.
Dosagem indicada
Insônia
Dosagem variável conforme o efeito desejado e a sensibilidade individual, sendo utilizado o extrato seco padronizado para conter 0,8 a 1% de ácido valeriânico, na dosagem de 50 a 200mg/dose, chegando até a 400mg uma hora antes de dormir nos casos de insônia. Pode ainda ser utilizada sob a forma de tinturas ou chás, devendo ser preferencialmente macerada e utilizado água fria e deixado em repouso durante várias horas (toda a noite, por exemplo).
Tempo de uso. Evitar o uso prolongado e em altas doses, devido a sua ação sobre o sistema nervoso central.
Deve-se respeitar períodos de “descanso” em tratamentos prolongados, quando estes forem indispensáveis.
Efeitos colaterais e contraindicação
Seu uso em altas doses e por períodos prolongados pode levar a excitabilidade, náuseas, diarréia, cefaléia, tonturas, obstipação intestinal, bradicardia, sonolência, desaparecendo com a suspensão do tratamento.
Contraindicado na gravidez, lactação, doença hepática prévia e crianças (principalmente as menores de 3 anos). Evitar o uso concomitante de bebidas alcoólicas.