Nome científico: Aniba canellila.
Nome popular: Preciosa, amapaíma, canela, casca-do-maranhãol, pau-rosa.
Partes usadas: Toda a planta.
Princípios Ativos: 1-nitro-2-feniletano, metileugenol, safrol, eugenol.
Propriedade terapêutica: Digestiva, antiespasmódica, fungicida, carminativa, anti-inflamatório.
Indicação terapêutica: Estimulante do sistema nervoso, diarreia, artritismo, catarro crônico, sífilis, candidíase, disenteria.
Uso popular e medicinal
Na medicina caseira a infusão da casca é utilizada como um chá saboroso com funções estimulante do sistema nervoso, digestiva, antidiarreico, antiespasmódica, para o artritismo, catarro crônico, sífilis e fungicida para candidíase.
As sementes raladas são usadas contra disenteria.
O uso principal da "preciosa" é a extração do óleo a partir da madeira, galhos e folhas.
O óleo tem cor castanho-amarelado, forte aroma de canela, patchouli, cravo, rosa e tomilho. O componente principal, 1-nitro-2-feniletano, presente em cerca de 90% do total do óleo é o responsável pelo odor de canela presente na A. canelilla.
Uma análise do composto majoritário foi realizada com objetivo de verificar sua aplicação médica como vasodilatador e vasoconstritor sobre o endotélio, camada interna de revestimento dos vasos sanguineos.
O rendimento de óleo essencial encontrado para a planta cultivada foi de 0,43% nos galhos; 0,28% no lenho; 0,52% nas folhas e 0,80% na casca e para a planta nativa os resultados foram de 0,85% na casca; 0,83% nos galhos; 0,50% nas folhas e 0,75% nos frutos. Outros componentes encontrados em menores porcentagens são metileugenol, safrol e eugenol.
Outro estudo aponta que o 1-nitro-2-feniletano tem atividade antinociceptiva (redução na capacidade de perceber a dor) e anti-inflamatória provavelmente de origem periférica. Os resultados sugerem que os receptores opióides estão envolvidos no efeito antinociceptivo deste componente.