Nome científico:
Eclipta prostrata.
Nome popular: Agrião-do-brejo, coacica, coatiá, cravo-bravo, erva-lanceta, lanceta, quebra-pedra, sucurima, surucuína, tangaracá.
Partes usadas: A planta toda.
Princípios Ativos: Flavonoides, isoflavonoides (wedelolactone, demetilwedelolactona), esteroides (sitosterol, estigmasterol), cumarinas, taninos.
Propriedade terapêutica: Tônica, hepatoprotetora, adstringente, emética, depurativa, febrífuga, anti-inflamatória,
Indicação terapêutica: Aumento do fígado e baço, asma, doença respiratória, inflamação dos olhos e articulações, tosse, dor de cabeça, hepatite, doenças da pele, feridas, furúnculo, picadas de cobra etc
Uso popular e medicinal
Promove vitalidade, saúde e circulação, estimula o crescimento do cabelo. Indicada em doenças respiratórias e inflamação dos olhos e em outras partes do corpo.
A planta toda é indicada para asma. O suco é tônico em medicamentos para tosse, dores de cabeça, hepatite e inflamação das articulações. Na forma de cataplasma serve para doenças da pele, feridas e tintura preta de cabelo. Misturado ao mel, o suco é dado às crianças para tosses e resfriados. O pó da folha serve para tratar dores de cabeça, calvície frontal, furúnculos, cistos e doenças venéreas. Fervidos com açúcar mascavo e adicionado à água, são reduzidos a um terço do volume inicial e tomados para regular os períodos menstruais.
Uma mistura de folhas em pó e suco de promove a cicatrização de queimaduras, previne a formação de novas cicatrizes e elimina as antigas. Adicionadas ao leite, são consumidas diariamente para melhorar a visão, firmar dentes moles e dizem "permitir que as pessoas mudas ganhem voz e que os surdos ouçam". Misturadas ao leite materno, são administradas para vermes intestinais, diarreia, varíola, varicela e sarampo. Uma mistura de folhas com sementes de gergelim preto pulverizadas serve como um tônico para proteger contra doenças, promover a longevidade e escurecer os cabelos. As folhas esmagadas juntamente com as de Acalypha indica e Gardenia resinifera são aplicadas na cabeça de crianças para aliviar a congestão.
Utilizada na medicina popular como hepatoprotetora, em picadas de serpentes e externamente em machucados e doenças de pele.
Seu uso na tradicional medicina chinesa abrange efeitos adstringente, emética, depurativa, febrífuga, tônica. O suco da planta juntamente com óleo aromático é usado no tratamento de problemas catarrais e icterícia. Na Índia o suco de suas folhas tem sido usado para tratamento de vitiligo, pé de atleta, micoses e algumas doenças crônicas de pele.
Um estudo demonstrou a atividade anti-inflamatória do extrato bruto hidroalcoolico das partes aéreas da planta através de modelos experimentais in vivo, indicando a presença do isoflavonoide wedelolactone. A autora conclui que o extrato possui compostos capazes de inibir ou inativar toxinas presentes no veneno da Bothrops moojeni (jararaca) reduzindo significativamente o processo inflamatório, podendo servir como tratamento ou coadjuvante nos acidentes ofídicos causados por esta espécie de serpente. Outros constituintes químicos apontados no estudo são demetilwedelolactona (isoflavonoide), sitosterol e estigmasterol (esteroides), cumarinas, flavonoides e taninos.
O chá de toda a planta é adstringente, contra pedra nos rins e vesícula, antiasmático e anti-hemorrágico.
O cataplasma das folhas contusas é cicatrizante e antiofídico.