Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2025 | Número: 297
Período: 20 a 26/03/2026| Elaboração: Stella dos Santos
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2025 | Número: 297
Período: 20 a 26/03/2026| Elaboração: Stella dos Santos
Projetado em 1945 pela Divisão de Engenharia Rural da Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio do Estado de São Paulo, o Pavilhão de Engenharia é um dos edifícios monumentais da paisagem do campus “Luiz de Queiroz”. Com cerca de 6.945,95 m² distribuídos em três pavimentos organizados em torno de pátios internos, o prédio abriga atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Na imagem, o edifício se destaca na paisagem noturna do campus, refletido no espelho d’água à sua frente. A iluminação suave e o reflexo na superfície da água criam um cenário de contemplação que evidencia a harmonia entre arquitetura, natureza e história presentes na ESALQ/USP.
O registro fotográfico desta edição do Dicas & Notícias é de Muriel Witor da Silva Araujo, graduando em Engenharia Agronômica na ESALQ/USP.
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
A Inteligência Artificial já faz parte do ecossistema da pesquisa científica. Mas existe um problema: muita gente está usando IA de forma superficial e isso compromete a qualidade do trabalho.
A Biblioteca da ESALQ/USP reuniu um conjunto de ferramentas que podem acelerar a pesquisa, desde que usadas com critério.
Onde a IA ajuda:
Encontrar artigos relevantes com mais rapidez
Resumir conteúdos complexos
Mapear conexões entre estudos
Extrair evidências
Onde mora o risco:
Resumos podem ser imprecisos
Referências nem sempre são confiáveis
Uso excessivo pode enfraquecer a análise crítica
Use com estratégia! IA não substitui leitura nem pensamento científico. O ganho real vem de usar essas ferramentas como apoio, não como atalho.
Quer saber mais? Acesse o conteúdo completo, conheça as ferramentas e use a IA a favor da sua pesquisa. A Biblioteca está aqui para te mostrar como fazer isso do jeito certo.
IA na pesquisa científica: você está usando a seu favor ou contra você?
Thais Cristiane Campos de Moraes é Chefe Técnica do Atendimento e Orientação ao Usuário na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
A publicação apresenta uma visão abrangente das tecnologias aplicadas à panificação, explorando desde a seleção de matérias-primas até o controle de qualidade do produto final. Com linguagem didática e base científica sólida, o conteúdo conecta ingredientes, processos e análises, oferecendo suporte para a compreensão dos fatores que influenciam o desempenho e a excelência dos produtos. Ao abordar diferentes categorias como pães, massas, biscoitos e produtos extrusados, o livro amplia o entendimento sobre os desafios e soluções no processamento de alimentos.
Alinhada às tendências de inovação, a obra incorpora temas como ingredientes alternativos, clean label e desenvolvimento de novos produtos, sem perder o foco na padronização e eficiência industrial. Ao integrar fundamentos teóricos com aplicações práticas, incluindo ferramentas como a Metodologia de Superfície de Resposta, o material se destaca como um recurso estratégico para tomada de decisão. Mais do que um guia técnico, é um instrumento que aproxima teoria e prática, contribuindo para a formação e atuação de profissionais e pesquisadores na área de alimentos.
A integração entre conhecimento técnico e aplicação prática é essencial para alcançar qualidade e consistência na panificação.
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad é Chefe Técnica do Processo Formação e Manutenção do Acervo, da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Este informativo técnico apresenta estratégias fundamentais para a agricultura sustentável, com foco na integração de práticas que preservam os recursos naturais e aumentam a produtividade.
Os textos destacam o uso de plantas de cobertura, como as braquiárias, para melhorar a estrutura do solo e favorecer o plantio direto em diversas culturas. Além disso, a obra explora o controle biológico de pragas através do fungo Beauveria bassiana, oferecendo uma alternativa eficiente e ecológica aos defensivos químicos tradicionais.
Os autores também analisam o impacto dos fenômenos El Niño e La Niña no campo, sugerindo métodos para mitigar perdas climáticas. Por fim, ressalta-se a importância da matéria orgânica e do carbono para a saúde e fertilidade dos solos tropicais.
Onde a inteligência do manejo encontra o futuro da agricultura sustentável.
Eliana Maria Garcia é Chefe do Processo Informação Científica na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Ao longo de décadas, diversos eventos e cursos registrados em vídeos foram promovidos pelas equipes das Bibliotecas da USP sobre muitos assuntos relevantes relacionados à Ciência da Informação e às Bibliotecas Universitárias, bem como suas relações com temas importantes para as próprias bibliotecas, as universidades, a ciência, o acesso aberto, ciência aberta, organização da informação, publicações científicas e acadêmicas, preservação, impacto e métricas científicas, dentre outros.
Acesse www.abcd.usp.br e conheça os produtos e serviços oferecidos pela Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Elisabeth Adriana Dudziak é Chefe Divisão de Gestão de Desenvolvimento, Inovação e Coleções Digitais da Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
No período de 30 de março a 2 de abril de 2026, o horário de atendimento da Divisão de Biblioteca será:
Biblioteca Central: 7h45 às 18h;
Biblioteca LES: 8h às 12h e das 13h às 18h.
Ressalta-se que não haverá expediente no dia 03 de abril de 2026.
Aproveite a facilidade do aplicativo Bibliotecas USP e mantenha em dia o prazo do seu empréstimo.
Em relação às diretrizes de integridade na pesquisa, o texto traz abordagem específica sobre o uso de inteligência artificial gerativa (IAG), cujo uso não é proibido, mas é preciso que seja declarado, qualquer que seja o tipo de IAG e a fase do desenvolvimento da pesquisa, especificando a ferramenta utilizada e a finalidade. Também é vedada a submissão de conteúdo gerado por IAG como se fosse de autoria humana, sendo os/as autores/as integralmente responsáveis pelo conteúdo final, inclusive por eventuais plágios ou imprecisões geradas pela ferramenta utilizada. O uso da inteligência artificial na elaboração de pareceres científicos não é recomendado pela política publicada.
O texto traz uma preocupação em relação ao padrão ético de tratamento de produtos de pesquisa, com orientações como creditar de forma adequada todas as fontes que fundamentam o trabalho desenvolvido, de modo a assegurar veracidade à autoria e créditos científicos, bem como fidelidade ao significado das ideias ou fatos apresentados, ao resumir texto de terceiros, com a devida citação.
Um estudo da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP traz propostas para estimular a aproximação da população de ambientes cavernícolas. O projeto avaliou o potencial do auxílio dos cidadãos no monitoramento e desenvolveu um protocolo para a aplicação da prática em cavernas. Se implementados, os resultados podem tornar a ciência cidadã – parte do processo científico feita por não cientistas – mais presente nesses locais.
Através da pesquisa, descrita em artigo na revista Ambiente & Sociedade, foram identificadas 17 boas práticas, 20 desafios e 13 indicadores de monitoramento participativo para o uso público desses ambientes, o que permitiu mapear as lacunas e pode ajudar a traçar novos caminhos para a ciência cidadã no Brasil. A ideia é estabelecer a prática como uma base para a obtenção de dados seguros, que auxiliem a conservação e a gestão ambiental.
Neste episódio do programa Ambiente é o Meio, o professor Italo Delalibera Júnior, docente do Departamento de Entomologia e Acarologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, compartilhou uma análise sobre crescimento do uso de bioinsumos e como são melhores para o meio ambiente.
Segundo o professor Delalibera, o Brasil é o líder mundial no uso de bioinsumos, especialmente em campo aberto e grandes culturas como soja, milho e algodão, algo incomum em outros países onde o uso se concentra em cultivos protegidos ou de alto valor agregado. Mais da metade dos produtores brasileiros utilizam insumos biológicos, uma quantidade significativamente maior do que nos Estados Unidos e na Europa.
Após um ano marcado por atividades educativas e de extensão voltadas à temática da criosfera, o Centro de Referência em Ensino de Ciências da Natureza (CRECIN), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), inicia o ano de 2026 com uma nova etapa de ações que reforçam o compromisso com a formação científica e a conscientização sobre as mudanças climáticas.
O movimento ganha ainda mais relevância no cenário internacional, pois nos dias 18 e 19 deste mês, a UNESCO e instituições parceiras realizam um evento global que marca o lançamento da Década de Ação para as Ciências da Criosfera, com foco na urgência da preservação dos recursos naturais e na busca por soluções frente aos impactos das ações humanas, especialmente o derretimento das massas de gelo do planeta.
As iniciativas são voltadas à formação de alunos, professores e da comunidade em geral, destacando o papel de cada cidadão na preservação ambiental. As atividades utilizam materiais expositivos, jogos didáticos, dinâmicas e experimentos, combinando elementos lúdicos com conteúdos científicos. A abordagem é baseada em metodologias ativas de ensino e no modelo STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), favorecendo a compreensão e a fixação do conhecimento.
De acordo com a professora Rosebelly Nunes Marques, do departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq e coordenadora do CRECIN, o trabalho desenvolvido ao longo do último ano contribuiu para ampliar o entendimento sobre a temática. “Quando começamos a abordar a criosfera, era comum haver dúvidas sobre a relação entre gelo, neve e o cotidiano da população. Hoje, após diversas ações e com o reconhecimento do público, seguimos enfrentando desafios, mas com a convicção de que é possível discutir o tema e compreender nosso papel frente às mudanças climáticas, inclusive no contexto brasileiro”, afirma.