Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2024 | Número: 222
Período: 12 a 18/07/2024 | Elaboração: Silvio Bacheta
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2024 | Número: 222
Período: 12 a 18/07/2024 | Elaboração: Silvio Bacheta
As fotografias edição 222 do Dicas & Notícias são de Silvio Douglas Dias Bacheta, funcionário da Divisão de Biblioteca da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. O Parque da ESALQ é considerado hoje a principal área verde da cidade de Piracicaba e região, frequentado diariamente por centenas de pessoas das mais variadas procedências, como moradores da cidade, alunos de escolas de 1º. e 2º. graus da região, além dos alunos e funcionários da própria Universidade e de outras instituições de ensino e pesquisa.
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O que é um alimento? Do que ele é composto?Alimento é qualquer substância consumida pelo ser humano e que além da função de alimentar ou nutrir, possui compostos bioativos capazes de prevenir ou reduzir risco de desenvolver doenças.
As substâncias ingeridas e assimiladas pelas células do organismo fornecem energia para a manutenção da vida e para o crescimento do indivíduo. Todo alimento é composto de vários nutrientes. Essa composição, é o que difere um alimento do outro, fazendo com que alguns alimentos sejam mais importantes e essenciais para a vida do que outros.
Os autores são pesquisadores, docentes e alunos da Esalq e Cena.
A Série Produtor Rural é uma publicação seriada produzida pela Divisão de Biblioteca da ESALQ para atender as demandas por conteúdos na área agrícola com linguagem simples e clara, destinada especialmente ao pequeno produtor rural e/ou agricultor familiar.
A Questão Palestina/Israel é um assunto que recebe muita atenção pública quando há eventos violentos como o ataque do Hamas no 07/10/2023 e o massacre cometido por Israel na Faixa de Gaza a partir de então. Contudo, é um assunto que tem bibliografia escassa em português. Essa contradição permite que poucos possam monopolizar o debate.
O resultado é a construção de uma áurea de complexidade singular que afasta muitas pessoas de esquerda da discussão e da solidariedade pela libertação dos palestinos. E mesmo aqueles que ousam cruzar essa linha são alvejados com críticas infundadas de antissemitismo.
Este livro de autoria de Breno Altman faz uma precisa contribuição para o debate público em um momento oportuno. A discussão desde o 07/10 está permeada por más compreensões reforçadas pela grande mídia. Herdeiro de uma tradição judaica, comunista e antissionista, além de jornalista de grande experiência, Altman explica, em escrita rasante, os fundamentos do sionismo, da Questão Palestina e do Estado de Israel.
Aponta as diferenças entre judaísmo e sionismo; demonstra como o sionismo se transformou em uma ideologia racista, colonial e teocrática; e coloca como o resultado é um regime de apartheid que oprime o povo palestino de diversas formas. A diversidade de temas que Altman levanta demonstra a óbvia complexidade da Questão Palestina/Israel, mas a objetividade com que ele narra e analisa os fatos demonstra que este assunto não deve ser tratado de forma particular por iniciados.
Texto: divulgação
De 03 de julho a 02 de agosto de 2024, o horário de atendimento na Divisão de Biblioteca da Esalq/USP será:
Biblioteca Central: segunda a sexta-feira, das 7h45 às 18h;
Biblioteca Setorial do LES: segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 18h.
Dúvidas? Fale conosco.
A criação de abelhas sem ferrão, também conhecida como meliponicultura, é uma prática cada vez mais comum e pode ser realizada por uma variada parcela da população. Ela aparece como uma alternativa à apicultura, que é a criação das tradicionais abelhas com ferrão. Michael Hrncir, professor do Instituto de Biociências (IB) da USP, explica que existem cerca de 20 mil espécies de abelhas no mundo, das quais a maioria é solitária, ou seja, não formam colônias e, portanto, exigem que as fêmeas formem seus próprios ninhos para o depósito dos ovos.
De acordo com o especialista, as abelhas que se organizam em colônias e possuem divisão de trabalho são classificadas como eussociais, grupo no qual se encaixam as abelhas melíferas, ou seja, produtoras de mel. Ele afirma que a espécie mais conhecida de abelha com ferrão do País é a Apis mellifera, também chamada de abelha europeia ou africanizada. As abelhas sem ferrão, por outro lado, são parte de um grupo chamado Meliponini que conta com aproximadamente 600 espécies no mundo e têm como um dos exemplos no País a Jataí (Tetragonisca angustula), reconhecidas por serem dóceis e de fácil manejo.
De acordo com Michael Hrncir, professor do Instituto de Biociências (IB) da USP, uma das principais diferenças entre as espécies de abelhas com e sem ferrão no País é a origem, pois, enquanto as sem ferrão são nativas do território brasileiro, as Apis mellifera foram introduzidas aqui pelos seres humanos. Por volta do ano de 1840, um padre chamado Antônio Carneiro incentivou a importação de algumas colônias de abelhas oriundas de Portugal e Espanha, as chamadas abelhas europeias, as quais encontraram dificuldades na adaptação ao clima tropical.
O Esalq Sempre, projeto criado com o objetivo de organizar registros históricos da instituição, lança sua 4ª edição. Desta feita, o tema versa sobre o ‘Edifício Central’, apontando peculiaridades desta edificação sólida, tombada como símbolo da história da Agricultura regional e nacional.
Suas primeiras páginas destacam a Concepção, construção e projeto arquitetônico, revelando o Edifício Central como um dos símbolos mais icônicos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). Revela, entre tantas outras características, que sua construção foi iniciada em 1904 e sua inauguração aconteceu em 14 de maio de 1907, junto com o projeto paisagístico do parque, transformando-se no conjunto arquitetônico do Campus USP Luiz de Queiroz.
Mais adiante, o Esalq Sempre retrata a Ampliação e reformas do Edifício Central, lembrando que em 1941, aconteceu o início das obras de ampliação do prédio, com a construção de uma cúpula, sendo concluída em 1945. No segundo andar, atualmente, encontram-se os gabinetes da Diretoria e da Vice-Diretoria. Nos demais andares, setores administrativos foram organizados com a saída dos ambientes acadêmicos que foram sendo incorporados aos departamentos, contando também, no andar térreo, com o Gabinete da Prefeitura do Campus USP Luiz de Queiroz.
A sexta edição da Campanha Contra Febre Maculosa teve início no último fim de semana com ações no Campus Luiz de Queiroz, em Piracicaba, São Paulo, e as atividades continuam até o fim do mês nos dias 13 e 14, 20 e 21, 27 e 28 de julho. A iniciativa teve início em 2016 e já atraiu mais de 10 mil pessoas interessadas em obter informações e orientações sobre a doença. A campanha acontece anualmente nos finais de semana do mês de julho, período de férias escolares, quando o campus recebe mais visitantes, com atividades em todos os finais de semana no horário das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas.
Realizada pela Comissão Técnica Permanente de Prevenção e Controle da Febre Maculosa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), a ação consiste em alertar para os riscos da presença do carrapato-estrela em áreas afastadas e também de grande circulação. A barraca da campanha fica disponível no gramado ao lado esquerdo do Edifício Central. Uma equipe de 15 alunos de graduação e pós-graduação da Esalq, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP), Faculdade de Tecnologia de Piracicaba (Fatep) e Faculdade de Medicina Veterinária de Americana, é especialmente treinada para atender os visitantes.
“A equipe que atende os visitantes está preparada para responder dúvidas sobre a doença e a forma como a administração no Campus Luiz de Queiroz mantém as áreas indicadas para lazer livres de carrapatos. Dessa forma, convidamos a população que venha fazer uma visita e desfrutar de uma das mais belas paisagens de área verde em segurança, um cartão postal da cidade de Piracicaba”, declarou Carlos Alberto Perez, um dos coordenadores da Campanha.
Os sintomas da febre maculosa se manifestam com dores nas articulações, cansaço, febre alta e manchas vermelhas pelo corpo.
O professor Marcos Fava Neves da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) da USP foi premiado durante a Conferência Mundial da Associação Internacional de Gestão de Alimentos e Agronegócios (Ifama sigla em ingkês para International Food and Agribusiness Management Association), no final de junho na Espanha. O prêmio foi pela apresentação do artigo Reimaginando a Agricultura Tropical: o caso da Ourofino Agrociência (Reimagining Tropical Agriculture: the case of Ourofino Agrociência).
A competição entre os casos e artigos contou com a participação de mais de 200 trabalhos e o professor comemora a conquista: “Nos deixa muito felizes que, entre cerca de 50 casos de 40 países, nós tenhamos vencido como o melhor caso da conferência. Estamos agora colocando um foco muito maior na elaboração de casos e creio que teremos ainda muitas boas notícias no futuro.”
O Ifama é uma organização internacional que reúne membros da academia, indústria, governo, ONGs e jovens profissionais de todo o mundo com o objetivo de compartilhar, aprender, explorar e construir sobre as últimas tendências de pesquisa e inovações que estão moldando o setor de agronegócios. Neste ano, o tema do evento foi de Segurança Alimentar por meio da Inovação e Sustentabilidade.
Os desafios associados ao modelo de uso da terra predominante no Brasil, em que prevalece a monocultura em larga escala e as soluções para tornar a agropecuária uma prática mais sustentável e inclusiva, são abordados pelo Sumário para Tomadores de Decisão (STD) do Relatório Temático sobre Agricultura, Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, lançado nesta terça-feira (16) no Rio de Janeiro. Publicado pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES), o documento foi elaborado por 35 pesquisadores, incluindo cientistas da USP, que sintetizaram o conteúdo principal com linguagem simplificada e em formato didático. O relatório compila informações científicas e casos exitosos sobre as interações entre os usos do solo e a biodiversidade no Brasil, sob a ótica do bem-estar humano e levando em conta os saberes tradicionais.
O sumário pode ser lido na íntegra neste link. Além da síntese de conhecimento sobre a temática, o texto traz propostas para um melhor manejo do capital natural no meio rural nacional. O documento visa influenciar gestores e lideranças das esferas pública e privada na tomada de decisões com foco na sustentabilidade e no equilíbrio da tríade agricultura, biodiversidade e serviços ecossistêmicos. Na USP, participaram da elaboração do documento o pesquisador Silvio Crestana, do Instituto de Estudos Avançados (IEA), Raquel Aparecida Moreira, professora da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) em Pirassununga, como coordenadores, e Gabriela Di Giulio, professora da Faculdade de Saúde Pública (FSP), uma das autoras do capítulo sobre “Trajetória histórica e panorama atual das relações entre agricultura, biodiversidade e serviços ecossistêmicos”.
O estudo que originou o relatório mobilizou ao longo de três anos 100 profissionais de inúmeras áreas, pertencentes a mais de 40 instituições distribuídas por todos os biomas do País. Benefícios gerados pela natureza que sustentam a vida no planeta, os serviços ecossistêmicos são essenciais para garantir a capacidade da produção agrícola. Água limpa, regulação do clima, manutenção da fertilidade e da estrutura do solo, polinização de culturas e controle biológico de pragas e doenças são alguns exemplos. Tão conhecidos quanto as denominações ‘potência agrícola’ e ‘País megadiverso’ são os conflitos e as dificuldades de diálogo que tendem a manter apartadas as agendas da conservação ambiental e da produção rural no Brasil.
“O sonho de meu pai era que seu acervo ficasse na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, a FAU, que ele ajudou a fundar com um grupo de professores em 1948. Queria ver seu acervo à disposição de todos os estudantes, pesquisadores, arquitetos”, observou Rosa Artigas. “São 386 projetos, com 11.403 desenhos e 3.491 registros fotográficos, um legado para a construção e humanização das cidades.”
O Instituto Virgínia e Vilanova Artigas, representados pela historiadora Rosa e pelo filho, Marco Artigas, assinaram a doação definitiva do acervo que já estava sob a responsabilidade da Biblioteca da Faculdade de Arquiteura e Urbanismo (FAU) desde o final dos anos 1990. Desde o último dia 19 de junho, a biblioteca tem a responsabilidade de cuidar do legado de um dos mais importantes arquitetos do País. “Seu papel como professor e arquiteto contribuiu para o pensamento crítico sobre as cidades brasileiras”, lembra Rosa. “Para ele, o acesso à cultura, saúde, tecnologia e ao trabalho passava necessariamente pela vida da cidade.”
O neto Marco também é arquiteto. Caminhar pelas rampas do Caramelo é reencontrar Vilanova Artigas de muitas histórias. “Eu tinha só dois anos quando meu avô faleceu. Não convivi com ele. Mas eu o conheço muito através dos seus alunos, profissionais e pessoas que conviveram com ele”, relata. “O Artigas transformou muito a sociedade, a arquitetura, com a participação de toda uma equipe de profissionais. Sou agora o único arquiteto remanescente da família, e Artigas é a minha referência no caminho da arquitetura. Sempre gostei de desenhar, mas o impacto que tive diante da profissão, apesar do legado do meu avô, foi igual ao de todos os jovens estudantes.”
O assoreamento dos corpos d’água é um processo caracterizado, basicamente, pelo acúmulo de sedimentos em seu leito e esse excesso de material dificulta a navegabilidade do rio, o seu aproveitamento e, especialmente, pode ocasionar enchentes urbanas. Apesar de ser um processo natural, a ação humana — como a retirada da cobertura vegetal das margens dos rios — intensifica suas consequências e, até mesmo, sua ocorrência.
Com o objetivo de solucionar esse problema, o professor Demetrio Zachariadis, do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica (Poli) da USP, é um dos inventores de uma tecnologia que apresenta um sistema de desassoreamento com independência energética. “É o depósito de partículas que são carregadas pela água, perdem velocidade, ficam depositadas sobre o fundo desse corpo de água e, com o passar do tempo, a profundidade vai diminuindo. Então, quando aquela quantidade de água passar ou ser armazenada, acaba ocupando uma área maior e situações de chuvas intensas podem provocar alagamentos”, explica.