Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2022 | Número: 129
Período: 19 a 25/08/2022 | Elaboração: Silvio Bacheta
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2022 | Número: 129
Período: 19 a 25/08/2022 | Elaboração: Silvio Bacheta
O "Banco com Luiz de Queiroz" é uma escultura de 150 quilos, em exposição permanente, assentada nos jardins do entorno do Prédio Central da Esalq desde 03 de junho de 2019.
O clique desta semana é de Breno Santa Rosa, aluno de Engenharia Agronômica da USP/Esalq.
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do campus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br
O Observatório da Agropecuária Brasileira é uma inovadora solução tecnológica que sistematiza, integra e disponibiliza um gigantesco conjunto de dados e informações da agricultura e pecuária do País - e também mundiais -, provendo subsídios aos processos de tomada de decisão e de formulação de políticas públicas, ao tempo em que revela este virtuoso setor e oportuniza o equacionamento de seus principais desafios.
A plataforma tem a missão de transformar dados em informações assertivas e oferecer uma grande capacidade de integração e análise dessas informações numéricas, gráficas, cartográficas e geoespaciais das diversas cadeias produtivas do agronegócio.
O Portal da Escrita Científica tem por objetivo auxiliar na formação de pesquisadores e cientistas dispostos a fazer ciência de alto nível e no estado-da-arte.
Esta plataforma apresenta uma série de materiais de apoio incluindo minicursos, ferramentas de escrita, video-aulas e palestras, além de sugestões de livros e apostilas que abordam todo o processo científico, desde projetos de pesquisa e metodologia, até a escrita científica e editoração de artigos de alto impacto.
O ISSN (International Standard Serial Number), sigla em inglês para Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas, é o código aceito internacionalmente para individualizar o título de uma publicação seriada. Esse número, embora não obrigatório, torna-se único e exclusivo do título da publicação ao qual foi atribuído.
Por ser um código único, o ISSN identifica o título de uma publicação seriada (em geral um periódico ou evento) durante todo o seu ciclo de existência (fase de lançamento, circulação e encerramento da publicação), seja qual for o idioma ou suporte utilizado (impresso, online, CD-ROM e demais mídias). O ISSN é composto por oito dígitos distribuídos em dois grupos de quatro dígitos cada, ligados por hífen e precedido sempre por um espaço e a sigla ISSN. Exemplo: ISSN 1018-4783. A partir do momento em que o ISSN foi atribuído para uma publicação seriada, ele deve aparecer em cada exemplar.
Na Universidade de São Paulo, apenas o Departamento Técnico do SIBiUSP pode atribuir ISSN às publicações seriadas editadas por Unidades, Institutos, Departamentos, Centros e Museus da USP.
As bibliotecárias referêncistas auxiliam alunos e professores na resolução de questões associadas ao desenvolvimento acadêmico, por meio de conteúdos bibliográficos.
O legado de mais de 70 anos de Walter Radamés Accorsi nas áreas de Botânica e Fitoterapia, com destaque para informações de plantas pesquisadas e indicadas por ele até então não publicadas, pode ser conferido no livro “Plantas Medicinais – Guia Ilustrado em Homenagem ao professor Walter Accorsi”. De autoria de Lindolpho Capellari Júnior, docente no Departamento de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), e da farmacêutica Walterly Moretti Accorsi (in memoriam), a obra foi editada com o apoio da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq).
Resultado de um trabalho extenso, de cerca de dez anos, o guia apresenta descrições botânicas e farmacológicas, ricamente ilustradas, de 60 espécies vegetais, incluindo as favoritas de Walter Accorsi, como pau-d’arco, espinheira-santa, ginkgo e guaçatonga, entre outras. A obra contempla, ainda, conceitos técnicos e a biografia do professor, falecido em 2006, aos 93 anos.
Grande parte do conteúdo do livro foi levantado por Capellari em parceria com a filha de Accorsi, Walterly, que faleceu há pouco mais de dois anos. “Viajamos juntos pelo Brasil, fotografando plantas em cultivo ou selvagens, do Cerrado e da Mata Atlântica, e percorremos diversos países da Europa, Ásia, África e do continente americano para conseguir fotos de espécies inexistentes por aqui”, conta Capellari, dando como exemplo a viagem à Tunísia, único país onde, segundo registros bibliográficos, a alcachofra selvagem é encontrada.
Em um post 1 de novembro de 2021 no The Scholarly Kitchen , Roger Schonfeld sugeriu que o modelo atual de comunicação científica acadêmica pode ser inadequado para melhorar e sustentar a confiança do público e a confiança na ciência à medida que avança em direção a uma maior abertura e transparência. A crescente politização da ciência, 2-4juntamente com os desafios relacionados na gestão eficaz da comunicação pública da ciência, intensifica a necessidade de construir e sustentar a confiança no processo científico. Depois de delinear as prioridades propostas para a comunidade de comunicação acadêmica contribuir para a construção de confiança na ciência, Schonfeld finalmente aponta para a necessidade de maior coordenação e colaboração entre as partes interessadas no sistema de conhecimento global – editores, pesquisadores seniores, formuladores de políticas, instituições, financiadores, e bibliotecas—para sustentar um ambiente de informação confiável.
A coordenação e colaboração em nível de sistema é um tema convergente em todo o movimento de reforma da ciência aberta. 5–7 A recente adoção 8 da Recomendação de Ciência Aberta 9 da UNESCO por todos os 193 estados membros oferece um novo sinal de intencionalidade e uma estrutura normativa para a coordenação do sistema global. A pandemia do COVID-19 estimulou a coordenação e a implementação de iniciativas abertas entre várias partes interessadas em todo o sistema de comunicação acadêmica que se alinharam para impedir uma crise global. Especificamente, a declaração emitida em janeiro de 2020 pelo Wellcome Trust sobre “ Compartilhamento de dados de pesquisa e descobertas relevantes para o novo surto de coronavírus (COVID-19) ” 10 foi assinado por 160 organizações em todo o mundo, incluindo financiadores de pesquisa, editores, provedores de infraestrutura e instituições de pesquisa. Em abril de 2020, um grupo de editores e organizações relacionadas lançou a COVID-19 Rapid Review Initiative 11 para maximizar a eficiência e a velocidade da revisão por pares da pesquisa COVID-19.
A Reitoria divulgou no dia 23 de agosto, um comunicado à comunidade universitária sobre a não obrigatoriedade do uso de máscara nos ambientes fechados da Universidade.
De acordo com o texto, a exigência do uso de máscara fica restrita apenas ao transporte coletivo e aos serviços de saúde dos campi.
Uma parceria pioneira de inovação entre a USP e a Suzano SA, maior produtora mundial de celulose de fibra curta, foi estabelecida para estimular atitude empreendedora em alunos e trazer para a sala de aula problemas reais, para serem trabalhados e abordados com o uso de métodos ágeis e resolvidos com a mentoria de profissionais experientes do mercado.
De um lado, a Suzano que busca identificar talentos, engajar e capacitar futuros profissionais dentro do contexto dos problemas que uma grande empresa possui, e do outro lado, a USP, Universidade pública e com DNA de inovação e que ao se aproximar da iniciativa privada, permite a seus alunos, experiências concretas com desafios que o mercado enfrenta.
A disciplina, Recursos Florestais em Propriedades Agrícolas, oferecida para alunos do 3º ao 5º ano do curso de Engenharia Agronômica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) foi o espaço para esta experimentação.
A Casa do Estudante Universitário (CEU), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), completará no próximo mês de setembro, seus 60 anos de existência. Para exaltar data simbólica, uma extensa programação foi definida pela comissão de aniversário da CEU, entre elas, o lançamento de um livro de autoria de ex-morador daquela casa.
Contos, Recontos e Vivências é o nome da obra que foi pré-lançada na Associação dos Ex-alunos da Esalq (Adealq) no último dia 19 de agosto. O autor, Ivan Chaves de Sousa, elaborou entrevistas realizadas com mais de 150 ex-moradores e agora demonstra, numa linguagem fluente e agradável, casos e acontecimentos para relatar a história desses 60 anos. A edição tornou-se possível diante do patrocínio de empresas de também ex-residentes da Casa.
Mas, o mais importante dessa iniciativa reside no fato de que os livros vendidos terão a verba destinada a um programa de bolsas de manutenção a alunos mais carentes e que têm a CEU como possibilidade de moradia para efetivar seus estudos. Na verdade, desde o princípio, o autor da obra deixou claro que abriria mão dos Direitos Autorais e que os cederia para uso da Casa.
Com 50 anos de mercado no segmento de distribuição de materiais elétricos, a Nortel anuncia durante a Feira Internacional da Irrigação Brasil (FIIB), realizada entre os dias 16 e 18 de agosto, em Campinas (SP), uma solução de suplementação luminosa para agricultura extensiva. Considerando todas as etapas de desenvolvimento, incluindo testes, estruturação da área de negócios e implementação do primeiro estoque, estima-se que o projeto deva movimentar investimentos em torno de R$ 10 milhões.
O projeto foi desenvolvido em parceria com a Signify (Philips), Esalq/USP e Agropecuária Jacarezinho para garantir a confiabilidade e perfomance dos equipamentos utilizados, obter evidências científicas que chancelam a solução e validar os resultados da aplicação com o próprio produtor rural. A entrada da marca no universo do agro faz parte dos objetivos do Grupo Sonepar, líder global na distribuição de materiais elétricos, que faturou 26,4 bilhões de euros em 2021.
O pré-lançamento da solução de suplementação por luz marca a entrada da Nortel no agronegócio, um mercado em expansão que até 2030 deverá representar mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Foram dois anos de desenvolvimento da tecnologia de suplementação luminosa nos cultivos de milho e soja – as duas maiores culturas extensivas no Brasil – e, em ambos os casos, os resultados apurados ficaram entre 25% a 35% de ganho de produção.
Pesquisadores da USP desenvolveram uma metodologia para calcular o potencial produtivo dos solos agrícolas no Brasil. Com base nos dados sobre características do solo em 70 mil amostras coletadas em todo o País, o método é capaz de apontar, por exemplo, quais municípios são mais promissores na produção de cana-de-açúcar e soja. As duas culturas foram analisadas na pesquisa por terem muita importância econômica, mas o método pode ser aplicado a outros cultivos. O trabalho foi realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba.
“O solo possui uma capacidade inerente para atender às demandas das culturas em termos de disponibilidade de nutrientes e água, influenciando no processo fotossintético da planta e na fabricação de biomassa”, relata o engenheiro agrônomo Lucas Tadeu Greschuk, que realizou o estudo. “Portanto, o potencial produtivo do solo, um indicador conhecido pela sigla SoilPP, se refere a sua capacidade de produzir biomassa em resposta à avaliação de seus atributos químicos, físicos e biológicos.”
O pesquisador desenvolveu uma estratégia para estudar os solos agrícolas brasileiros em detalhes. “Informações sobre propriedades da terra, em até 1 metro de profundidade, e técnicas de estatística multivariada foram utilizadas para construir um sistema de pontuação que variou de 0 a 100, com os valores mais altos representando alto potencial dos solos para a produção de biomassa”, explica Greschuk. “O SoilPP foi validado com informações de campo.”
Existem bactérias capazes de ajudar as plantas a crescer de diferentes formas – seja fixando nitrogênio e outros nutrientes na região da raiz ou produzindo compostos que atuam como hormônios ou que protegem os vegetais contra patógenos e outros fatores de estresse. E há certos nanomateriais que potencializam o efeito benéfico desses microrganismos.
A associação entre bactérias promotoras de crescimento vegetal (PGPB, na sigla em inglês) e esses nanomateriais dá origem aos chamados nanobiofertilizantes – que têm sido apontados como alternativa para reduzir a degradação ambiental causada pelo uso de fertilizantes químicos e agrotóxicos em larga escala na agricultura.
Estão abertas até 10 de setembro as inscrições para a nova edição do Prêmio FCW de Fotografia, concedido pela Fundação Conrado Wessel. Podem participar fotógrafos de todo o Brasil com ensaios fotográficos sobre o tema “Clima, Meio Ambiente e Biodiversidade”.
Os prêmios são de R$ 60 mil para o primeiro lugar, R$ 25 mil para o segundo e R$ 15 mil para o terceiro. Os ensaios devem ser compostos por dez fotografias de acordo com o tema geral, de conteúdo etnográfico, paisagístico, ecológico e socioambiental desenvolvido em território brasileiro.
O portfólio encaminhado digitalmente para avaliação deverá conter fotografias de um mesmo trabalho (não serão aceitas fotografias avulsas e sem conexão). O ensaio fotográfico deve ter sua produção realizada a partir de 1º de janeiro de 2020.
Com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores por empresas sediadas no Estado de São Paulo, a FAPESP lançou – em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – a 10ª chamada de propostas do Programa PIPE/PAPPE Subvenção – Fase 3.
A parceria busca desenvolver áreas consideradas estratégicas nas políticas públicas federais e estimular a ampliação e o adensamento das atividades de pesquisa para inovação no universo empresarial paulista.
O edital oferece recursos para apoiar atividades de pesquisa a empresas que já tenham conduzido estudos que resultaram em novas tecnologias, processos ou produtos inovadores no âmbito de projetos financiados pelo PIPE Fase 1, Fase 2 ou em projetos equivalentes conduzidos com recursos próprios ou de outras fontes.
Por mais de 50 anos, a Emerald tem sido uma editora independente, formada por um grupo de acadêmicos de administração da Universidade de Bradford, Reino Unido, e posteriormente administrada como uma empresa familiar, liderada pelo falecido Dr. Keith Howard OBE. Editora de periódicos acadêmicos, livros e estudos de caso nas ciências sociais, a Emerald recentemente se diversificou em aprendizado corporativo por meio de um conjunto de aquisições que agora formam a Emerald Works.
A aquisição sinaliza um marco importante na história do Grupo; um que permite a continuidade, bem como a mudança, e a oportunidade de acelerar o crescimento, particularmente em resposta ao cenário de pesquisa aberta em evolução.
Está bem estabelecido que os administradores e tomadores de decisão usam o prestígio da revista e os fatores de impacto como um atalho para avaliar a pesquisa dos candidatos a empregos, do pessoal acadêmico atual e até mesmo para recrutar proativamente acadêmicos que pontuam bem nessas métricas.
Esta é uma tradução livre do artigo publicado na Science Editor intitulado How Journals and Publishers Can Help to Reform Research Assessment
Não é incomum encontrar palavras nas políticas de avaliação de universidades que fazem referência ou mencionam explicitamente o Fator de Impacto da Revista (em inglê Journal Impact Factor – JIF). Por exemplo, um estudo recente descobriu que o JIF ou outros termos intimamente relacionados, incluindo “jornal de alto impacto” e “impacto do jornal”, foram mencionados em 23% dos documentos de revisão, promoção e estabilidade em uma amostra representativa de instituições acadêmicas em todo os Estados Unidos e Canadá.
Esse valor aumentou para 40% entre as universidades de pesquisa intensiva. No entanto, tal abordagem para avaliação de pesquisa fornece uma visão limitada das realizações de qualquer pessoa. Muitos grupos também argumentaram que o foco em marcas de periódicos intensifica a competição entre pesquisadores e periódicos de maneiras que distorcem o comportamento e prejudicam um empreendimento acadêmico saudável e produtivo.
A formação on-line e gratuita Diversidades e Inclusão Social em Direitos Humanos é uma iniciativa inédita, coordenada por sete unidades da USP. O curso possui cinco eixos temáticos e já dispõe de 85 vídeos no Youtube, acessíveis a qualquer interessado. Resultado do projeto Inclusão Social e Diversidade: Direitos Humanos e Relações de Gênero, Raça e Orientação Sexual como Fundamentos da Igualdade, a formação visa a proporcionar espaços de aprendizado e debates sobre processos de inclusão e diversidade.
Criado em 2021, o projeto foi um dos selecionados pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP, no edital Inclusão Social e Diversidade na USP e em Municípios de seus Campi. O edital da PRCEU selecionou projetos relacionados à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, que propõe 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS). A formação em Direitos Humanos contempla sete deles.
O projeto aposta na educação para fazer frente ao alarmante crescimento do preconceito a grupos em posições minoritárias. A variedade de temas é estratégica: a ideia é alcançar uma maior diversidade de grupos afligidos pela discriminação e pelo conservadorismo contemporâneo.