Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2024 | Número: 242
Período: 29/11 a 05/12/2024 | Elaboração: Silvio Bacheta
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2024 | Número: 242
Período: 29/11 a 05/12/2024 | Elaboração: Silvio Bacheta
De 7 a 29 de novembro de 2024, a Divisão de Biblioteca (DIBD) da ESALQ promoveu a "Quinzena do Perdão", uma campanha solidária destinada à recuperação de materiais em atraso.
Durante o período, as pessoas puderam optar por substituir as suspensões de empréstimos pela doação de leite. Vale destacar que a participação foi totalmente voluntária, permitindo ao usuário também seguir com a suspensão padrão do regulamento da Biblioteca.
A ação arrecadou 96 litros de leite, que foram destinados ao projeto social “Exército de Formiguinhas”, projeto solidário que busca ajudar famílias e comunidades carentes em Piracicaba.
O registro fotográfico da edição 242 do Dicas & Notícias é de Ronaldo Caprecci, funcionário da Divisão de Biblioteca da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”.
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
A Divisão de Biblioteca, por meio da ABCD (Agência de Biblioteca e Coleções Digitais da Universidade de São Paulo), disponibiliza um aplicativo que permite aos usuários a localização de uma publicação e a verificação de sua disponibilidade.
O recurso de câmera do dispositivo pode ser utilizado para ler o código de barras de um livro e identificar se existe aquela publicação em alguma biblioteca da USP. Além disso, o aplicativo possibilita sugestões e referências sobre as publicações encontradas, e a exportação das listas por e-mail ou para um DropBox.
Também disponibiliza a localização das bibliotecas da USP em um mapa e os respectivos horários de funcionamento, telefones e e-mails.
"As facilidades da Biblioteca na palma da mão."
Thais Cristiane Campos de Moraes é Chefe Técnica do Atendimento e Orientação ao Usuário na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
O vocabulário agora contém 105 termos que representam a grande variedade de recursos acadêmicos que estão sendo depositados, gerenciados e disponibilizados por meio de repositórios em todo o mundo.
O COAR mantém três vocabulários controlados que foram traduzidos para vários idiomas. Convidamos a comunidade internacional a adotar esses vocabulários em seus repositórios locais:
Os vocabulários estão disponíveis abertamente para uso de todos e pode ser integrado em repositórios (e outras infraestruturas de pesquisa), permitindo que os criadores, por exemplo, escolham seu tipo de recurso em um menu suspenso quando estão depositando no repositório.
Cada conceito é acompanhado por uma definição e está relacionado a outros conceitos no vocabulário, bem como vinculado a conceitos semelhantes em vocabulários de terceiros.
Graças aos esforços dos membros internacionais do COAR, o vocabulário de tipos de recursos agora está disponível em 25 idiomas, oferecendo um valor ainda maior ao ecossistema global de ciência aberta. Esta é uma excelente ilustração do forte compromisso da comunidade COAR com o multilinguismo nas comunicações acadêmicas.
Esse vocabulário aumenta a interoperabilidade em toda a rede de repositórios e em todo o ecossistema acadêmico porque garante que todos estejam “usando a mesma palavra para significar a mesma coisa”.
Contribui para um ambiente FAIR (financiável, acessível, interoperável, reutilizável) trazendo maior coerência para iniciativas como o EOSC e serviços de indexação e descoberta como LA Referencia, OpenAlex e OpenAIRE.
"O uso de vocabulários controlados para metadados bibliográficos “garante que todos estejam usando a mesma palavra para significar a mesma coisa”
Elisabeth Adriana Dudziak é Chefe Divisão de Gestão de Desenvolvimento, Inovação e Coleções Digitais da Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Uma nova publicação apresenta os resultados do estudo sobre a cadeia produtiva do morango no Espírito Santo, destacando o setor como um impulsionador do desenvolvimento econômico local. A pesquisa, parte de uma coletânea sobre fruticultura, envolveu 1.265 produtores de 13 frutas e 64 agroindústrias, incluindo 116 produtores e 18 agroindústrias da cadeia do morango.
A fruticultura, responsável por 11,8% do valor bruto da produção agropecuária em 2020, se mostra essencial para a economia capixaba, gerando renda e emprego ao longo do ano e contribuindo para a permanência de produtores no meio rural.
O estudo diagnosticou desafios e oportunidades para o setor, propondo soluções que aumentem a renda dos produtores e fortaleçam a sustentabilidade das agroindústrias. Com alinhamento às metas do Planejamento Estratégico do Incaper e do Governo do Estado, a pesquisa oferece subsídios para políticas públicas que promovam o crescimento do setor e a expansão da fruticultura no mercado interno e externo.
"Parte de uma coletânea sobre as principais cadeias produtivas da fruticultura no Espírito Santo, o livro traz dados importantes para o planejamento de políticas públicas, além de destacar o potencial econômico e social do setor"
Silvio Douglas Dias Bacheta é Chefe da Seção Apoio Administrativo e responsável pela divulgação de produtos e serviços da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Na tarde do dia 2 de dezembro, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP em Piracicaba, recebeu representantes da USP e da CAAS para um encontro de prospecção de parcerias estratégicas entre as duas instituições. Na ocasião, assinaram uma Carta de Intenções a diretora da Esalq e vice-presidente do Centro USP-China, professora Thais Vieira, e Cao Yongsheng, vice-presidente da instituição chinesa.
“A USP mantém atualmente parceria com 38 instituições chinesas, incluindo a CAAS, uma instituição importantíssima na área de ciências agrárias na China, ligada diretamente ao Ministério da Ciência e Tecnologia Chinês. O objetivo aqui é identificar os temas e interesses em comum, além de explorar caminhos para avançarmos na construção de uma relação de colaboração mais duradoura”, disse durante sua apresentação o professor Ricardo Trindade, presidente do Centro USP-China.
Presente na reunião, o Pró-reitor de Graduação da USP, Aluisio Segurado, reforçou de que maneira o fortalecimento do vínculo com instituições de classe mundial como a CAAS contribuem para a formação dos profissionais na USP. “A USP busca formar cidadãos capacitados para enfrentar os desafios globais, alinhados à Agenda 2030 da ONU. Nesse contexto, a China emerge como um parceiro estratégico devido à sua economia, ciência avançada e desafios comuns, especialmente na agricultura, considerando sua grande população e o papel do Brasil como produtor de alimentos. Parcerias internacionais, como com a China, são essenciais para preparar e capacitar os formandos da USP como agentes transformadores da sociedade”, frisou o pró-reitor.
Após as apresentações iniciais, pesquisadores e gestores presentes no encontro discutiram propostas de colaboração em pesquisa e mobilidade de estudantes de doutorado. Na sequência, professores da Esalq apresentaram inciativas e projetos envolvendo temas como Agricultura e Mudanças Climáticas (Prof. Fabio Marin), Prevenção e controle de doenças de plantas transfronteiriças (Prof. Thais Regina Boufleur), Decisões baseadas em dados na agricultura (Prof. André F. Colaço), Ciência e Tecnologia de Alimentos (Prof. Ana Carolina de Aguiar), Casos de IA na agricultura: visão computacional, previsão de produtividade e compreensão da fome em cidades (Prof. Roberto Fray da Silva). Houve ainda uma apresentação do professor Carlos Eduardo Pellegrino Cerri sobre o Centro de Pesquisa em Carbono na Agricultura Tropical (CCARBON).
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anunciou, em novembro, que a partir de 2025 deixará de utilizar o sistema de classificação de periódicos Qualis para avaliar a produção de estudantes e docentes dos programas de pós-graduação no Brasil. A notícia chega em boa hora, pois o uso de indicadores numéricos, como citações de revistas (fator de impacto), por agências e instituições de pesquisa não apenas é inadequado para avaliar a qualidade individual de artigos, mas também é um dos principais responsáveis pelos danos causados pelas chamadas revistas predatórias.
No ano passado, um site que apresentou uma lista de supostas editoras predatórias gerou diversos comentários nas redes sociais. O site é bastante obscuro ao explicar os critérios utilizados para a classificação. Apesar de contar com uma seção que descreve algumas características atribuídas a essas revistas, percebe-se que, para qualquer critério que não esteja diretamente relacionado à desonestidade — como listar acadêmicos, sem o consentimento deles, como membros de conselhos editoriais —, é possível encontrar revistas “sérias” que compartilhem uma ou mais dessas características. Um exemplo disso é a aceitação de trabalhos medíocres ou falsos.
A definição do que é ou não predatório é algo complexo, mas a tentativa de criar esse tipo de classificação é desnecessária e pouco útil. Considere os três artigos a seguir.
O primeiro estudo explora a ligação entre energia, obesidade e desonestidade, comparando o comportamento de indivíduos obesos e magros. No experimento, os participantes jogaram um jogo em que um dado de três cores (azul, amarelo e vermelho) determinava diferentes pagamentos monetários (0, 3 e 5 euros, respectivamente). Eles lançavam o dado dentro de um copo opaco e relatavam o resultado observado, sabendo que os experimentadores não podiam verificar a veracidade de suas respostas, permitindo a possibilidade de mentir para aumentar os ganhos.
A página que o usuário vê ao acessar o site www.periodicos.capes.gov.br está com interface nova. A atualização vem ao encontro das necessidades dos pesquisadores, que têm, a partir de agora, acesso a novas funcionalidades e nova disposição das informações. Desenvolvido em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), o layout passa a seguir o padrão visual dos sites oficiais do governo federal.
Entre as novidades está a criação de novos módulos específicos na página inicial. Um deles é sobre ‘Acesso aberto’ onde é possível visualizar os contratos vigentes para a publicação de artigos de autores brasileiros, na opção ‘Acordos transformativos’. “A maior facilidade para encontrar essas informações” foi destacada pela coordenadora-geral do Portal de Periódicos e Informação Científica, Andréa Vieira.
Canais para contato e informações ‘Sobre’ o Portal de Periódicos, como missão, parceiros, documentação, contratos e outros também passam a ter, cada um, acesso direto na página inicial.
Outras mudanças implementadas são a melhoria na acessibilidade, o destaque para a caixa de busca e uma nova organização, agora semanal, dos treinamentos realizados pelo Portal.