Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2025 | Número: 283
Período: 21 a 27/11/2025 | Elaboração: Stella dos Santos
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2025 | Número: 283
Período: 21 a 27/11/2025 | Elaboração: Stella dos Santos
A Sibipiruna que sombreia o Laboratório de Melhoramento de Hortaliças carrega um daqueles detalhes que tornam a ESALQ especial: ela floresce de forma tão intensa que, por alguns dias, o chão parece pintado à mão. Suas flores amarelas caem em silêncio, criando um tapete que muda completamente a paisagem e transforma a passagem mais comum em um pequeno espetáculo. Além da sombra refrescante que acompanha quem circula pelo departamento, a árvore também é conhecida por atrair uma grande variedade de pássaros, que encontram ali alimento e abrigo diário. Assim, enquanto o campus segue seu ritmo entre aulas e pesquisas, a Sibipiruna lembra que alguns dos momentos mais marcantes acontecem justamente nos lugares em que a natureza se impõe com delicadeza.
O registro fotográfico desta edição do Dicas & Notícias é de Carlos Roberto Maceodonio, funcionário do Departamento de Genética da Esalq/USP.
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
A EBSCOhost é uma plataforma de pesquisa que permite acessar artigos científicos, livros eletrônicos, periódicos especializados e bases de dados de diversas áreas do conhecimento. Disponível para toda a comunidade da USP, o sistema oferece um espaço moderno e intuitivo que facilita o encontro de informações relevantes para atividades de ensino, pesquisa e extensão. Seu objetivo é tornar a busca por conteúdos acadêmicos mais rápida, segura e organizada, ampliando as possibilidades de descoberta científica.
Ao utilizar a EBSCOhost, estudantes, docentes e pesquisadores encontram ferramentas de busca eficientes, capazes de filtrar resultados por tema, tipo de documento, data e outras características importantes. A plataforma também disponibiliza recursos como acesso ao texto completo, gerenciamento de referências e opções de exportação, garantindo praticidade no desenvolvimento de trabalhos acadêmicos e projetos científicos. Sua interface clara favorece tanto usuários iniciantes quanto aqueles que necessitam de pesquisas mais avançadas.
Como uma das principais soluções de pesquisa acadêmica disponíveis na Biblioteca da ESALQ, a EBSCOhost reúne conteúdo atualizado e reconhecido internacionalmente. A plataforma fortalece o acesso à informação de qualidade, contribui para a formação crítica e apoia a comunidade universitária em suas atividades diárias, tornando o processo de investigação mais eficiente e fundamentado.
Informação qualificada para impulsionar descobertas acadêmicas.
Thais Cristiane Campos de Moraes é Chefe Técnica do Atendimento e Orientação ao Usuário na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Esta obra apresenta uma visão ampla e acessível sobre a saúde do solo em ecossistemas tropicais, destacando sua complexidade, dinamismo e papel fundamental na manutenção da vida. Ao explorar conceitos científicos de forma clara, o livro revela como a preservação do solo vai muito além de sustentação física para as plantas, conectando-se diretamente à mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Com 29 capítulos elaborados por 150 autores de 59 instituições nacionais e internacionais, o conteúdo reúne saberes diversos para discutir desafios, refletir sobre práticas sustentáveis e propor caminhos possíveis. Mais do que um compêndio técnico, é um convite ao entendimento profundo desse ecossistema vital e ao compromisso com sistemas produtivos que promovam resiliência, equilíbrio e sustentabilidade.
Cuidar da saúde do solo é fortalecer as bases para um futuro produtivo, resiliente e ambientalmente responsável.
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad é Chefe Técnica do Processo Formação e Manutenção do Acervo, da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Esta obra apresenta uma visão precisa e acessível sobre a oferta de sementes e mudas no Brasil, destacando sua importância para a restauração ecológica em um contexto de mudanças climáticas. Ao integrar diferentes bases de dados, o livro revela como a distribuição geográfica dos fornecedores influencia a capacidade de ampliar a escala das iniciativas de restauração, especialmente diante de desafios logísticos que afetam custos, mão de obra e adesão de atores locais. A pesquisa identifica e categoriza produtores de acordo com o tipo de insumo ofertado, sua localização, origem das sementes, volume médio de produção, preços e diversidade de espécies disponíveis, permitindo ao leitor compreender a complexidade e o potencial dessa cadeia produtiva. Mais do que um levantamento técnico, este mapeamento oferece um panorama atualizado que apoia o planejamento de políticas públicas e iniciativas privadas, contribuindo para identificar lacunas, fortalecer regiões estratégicas e impulsionar ações voltadas à recuperação de ecossistemas, ao avanço de sistemas agroflorestais e à arborização urbana.
Compreender onde e como esses insumos são produzidos é fundamental para fortalecer estratégias de restauração e promover paisagens mais resilientes.
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad é Chefe Técnica do Processo Formação e Manutenção do Acervo, da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
A Elsevier divulgou o estudo “Pesquisador do Futuro”, que reúne a percepção de milhares de cientistas sobre o cenário atual da pesquisa. O relatório aponta que a inteligência artificial já faz parte do cotidiano acadêmico, embora ainda gere dúvidas sobre governança, transparência e capacitação adequada.
Os entrevistados também destacam desafios como pressões de produtividade, insegurança quanto ao financiamento e desigualdades regionais no acesso a recursos. Ainda assim, cresce o engajamento em colaborações internacionais e interdisciplinares, apontando para uma ciência mais conectada e orientada à inovação.
Ao reunir expectativas, preocupações e tendências, o estudo evidencia a necessidade de fortalecer a confiança na pesquisa e criar ambientes que sustentem o trabalho científico em um mundo em constante transformação.
Acesse www.abcd.usp.br e conheça os produtos e serviços oferecidos pela Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Elisabeth Adriana Dudziak é Chefe Divisão de Gestão de Desenvolvimento, Inovação e Coleções Digitais da Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Biblioteca Central: segunda a sexta-feira, das 7h45 às 22h;
Biblioteca Setorial do LES: segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.
Aproveite a facilidade do aplicativo Bibliotecas USP e mantenha em dia o prazo do seu empréstimo.
Com acervo de 15 mil e-books disponíveis para a comunidade universitária, viabilizados pela Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (ABCD) da USP, a Biblioteca Virtual Pearson anunciou o lançamento de uma nova funcionalidade: os audiolivros. A Pearson, que tem duas décadas no mercado e um acervo pioneiro, oferece uma vasta gama de títulos em português, abrangendo mais de 40 áreas do conhecimento e contando com a colaboração de mais de 35 editoras renomadas. A nova versão beta (de testes) de audiolivros se apresenta como um novo formato de conteúdo, permitindo que os usuários escolham entre ler o e-book ou ouvir o audiolivro. O acesso é via VPN, com cadastro inicial utilizando o e-mail USP e senha do usuário.
O novo player de áudio oferece uma reprodução fluida e responsiva, proporcionando maior flexibilidade na forma como os usuários interagem com o material. Nesta fase inicial, será priorizada a estabilidade e usabilidade, e ao longo dos próximos ciclos, estão previstas novas funcionalidades e aprimoramentos a serem incorporados. Além disso, a inclusão de audiolivros é um passo importante para a acessibilidade, oferecendo métodos alternativos de consumo de conteúdo para pessoas com diferentes necessidades ou preferências de aprendizagem.
Imagine uma fazenda. O que você vê? Se é como a maioria das pessoas que está três ou mais gerações distante da agricultura e pecuária, provavelmente está pensando em um barracão com um velho trator a diesel de dois tempos soltando fumaça preta e, em algum lugar ali perto, um produtor usando jeans, botina e segurando um focado, aquele garfo de pegar capim ou esterco.
Agora, vamos trazer você para o presente, porque isso que acabou de imaginar é uma fazenda do avô do seu avô, ou de algum conhecido lá de antigamente.
Substitua o forcado por um iPad; o velho motor de dois tempos por um trator sem cabine operando sem motorista; e o barracão por uma estação de experimentos de ponta onde trabalham cientistas e engenheiros que inovam no mesmo nível de algumas das mentes mais brilhantes do mundo. É uma cena impressionante.
Há 50 anos, desde que o Programa Nacional do Álcool (Proálcool) foi criado, em 1975, a cana-de-açúcar é o insumo predominante do etanol brasileiro. A novidade é que outras matérias-primas começam a ganhar relevância na geração do biocombustível. Em 2024, o milho respondeu por cerca de um quinto da produção de etanol no país. As primeiras usinas comerciais que utilizam sorgo e trigo devem entrar em operação ainda este ano. O agave, por sua vez, apresenta potencial para se tornar um insumo de etanol nacional. A planta, um gênero de suculentas típicas de regiões semiáridas, é utilizada no México para fazer tequila e, na Bahia, fibra de sisal.
A produção brasileira de etanol em 2024, a maior já registrada, foi de 36,8 bilhões de litros (L), segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). De acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a demanda total do biocombustível deverá crescer para 48,2 bilhões de L ao fim de 10 anos.
A partir do isolamento de um fungo endofítico (microrganismo que vive nos tecidos vegetais), encontrado em uma planta medicinal tropical do gênero Piper, uma equipe formada por cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do United States Department of Agricuture (USDA — Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em português) e da Embrapa Meio Ambiente (SP) identificou substâncias com potencial herbicida e antifúngico. Entre elas, uma inédita na literatura científica — batizada pelos cientistas como composto “2” (5,10-di-hidroxi-1,7-dimetoxi-3-metil-1H-benzo[g]isocromeno-6,9-diona) — que apresentou desempenho comparável ou superior a alguns pesticidas sintéticos já comercializados.
O estudo representa o primeiro registro da atividade biológica dessa substância, ampliando o leque de moléculas naturais que podem ser exploradas para o desenvolvimento de defensivos agrícolas alternativos aos pesticidas sintéticos. “Esses microrganismos endofíticos são um reservatório promissor e ainda pouco explorado de metabólitos bioativos, capazes de gerar soluções inovadoras para a agricultura”, avalia o professor da UFMG Luiz Henrique Rosa.
Os sistemas agroalimentares são redes complexas, que envolvem todas as atividades relacionadas à produção, processamento, distribuição e consumo de alimentos. Segundo Roberta Curan, gerente de inteligência do Instituto Comida do Amanhã: “Nossa forma de produzir, distribuir, consumir e descartar alimentos segue um modelo industrial: monoculturas, produção em larga escala, uso intensivo de agrotóxicos e aumento no consumo de produtos ultraprocessados. Para se ter uma ideia, os sistemas agroalimentares respondem por cerca de um terço das emissões globais de gases de efeito estufa — e, no Brasil, essas emissões chegam a 75%, além de serem grandes consumidores de água”.