Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2024 | Número: 225
Período: 02 a 08/08/2024 | Elaboração: Silvio Bacheta
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2024 | Número: 225
Período: 02 a 08/08/2024 | Elaboração: Silvio Bacheta
O ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus) é uma árvore nativa do Brasil, conhecida por suas flores roxas e vistosas, que florescem entre os meses de julho e setembro. Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) da USP, o ipê-roxo é uma das espécies arbóreas presentes no campus, contribuindo para a beleza paisagística e a biodiversidade do local.
A fotografia edição 225 do Dicas & Notícias é de José Antonio Alves, funcionário da Guarda Universitária da PUSP-LQ, que registrou a exuberância desta árvore que fica na saída principal do campus.
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
A Minha Biblioteca é uma plataforma digital de livros para alunos de todas as gerações. Por meio dela, é possível ter acesso a diversos títulos técnicos e acadêmicos, além de ferramentas exclusivas que facilitam os estudos. Sem contar que a ferramenta faz total diferença para alunos de EAD, o que resulta na diminuição da evasão nessa modalidade de ensino.
A Minha Biblioteca reúne um acervo completo de livros digitais – são milhares de títulos técnicos, acadêmicos e científicos, divididos em 7 catálogos: Medicina, Saúde, Exatas, Jurídica, Sociais Aplicadas, Pedagógica e Artes & Letras. Ao todo, são 12 das principais editoras de livros acadêmicos do Brasil e 15 selos editoriais.
Tudo isso, em uma plataforma prática, intuitiva e com diversas ferramentas inclusas, que pode ser acessada em qualquer dispositivo conectado à internet. Conheça o tutorial!
Não se engane, a Inteligência Artificial (IA) substituirá algumas tarefas e trabalhos realizados por trabalhadores de bibliotecas. Isso não deve causar pânico; em vez disso, deve ser comemorado.
A IA pode liberar trabalhadores de bibliotecas para fazer um trabalho mais importante e significativo. As bibliotecas não devem usar a IA apenas porque está na moda ou porque outros lugares o fazem. Em vez disso, elas devem considerar suas situações únicas, como níveis de habilidade, equipe, financiamento e missão.
Esta é uma tradução livre da matéria publicada na Newsletter do IFLA Academic and Research Libraries Section Blog [1] por Corey Halaychik, chefe de gerenciamento de conteúdo nas bibliotecas da Universidade do Texas em Austin e fundador do The Library Collective (https://www.thelibrarycollective.org/), uma organização independente sem fins lucrativos dedicada à educação e inovação para uma melhor biblioteconomia.
Embora a IA possa ser usada em muitas partes de uma biblioteca, as bibliotecas devem ter cuidado para não deixar que ela tenha um impacto negativo em seus serviços públicos. As interações humanas tornam as bibliotecas especiais para os usuários e são importantes para construir conexões.
As bibliotecas devem, portanto, evitar usar Inteligência Artificial onde um “toque humano” é necessário ou parece melhor. Usar IA para dar suporte a equipes como serviços técnicos, que geralmente não interagem com o público, pode ser uma ideia melhor. Dessa forma, a IA não reduzirá a interação humana com os usuários e pode ajudar essas equipes a trabalhar de forma mais eficiente. Isso permite que as bibliotecas invistam em pessoas onde mais importa e permitam que a IA cuide de trabalhos de rotina.
A temática plantas de cobertura está ganhando crescente atenção, tanto no meio acadêmico quanto no campo. Vistas como uma oportunidade de oferecer diversos serviços ecossistêmicos, como estruturação do solo e proteção da superfície do solo, impactam diretamente na economia do produtor ao reduzir a perda de produtividade dos cultivos, explica Felipe Berto, pesquisador da Fundação MT, no prefácio da nova edição revisada e ampliada do Guia Prático de Plantas de Cobertura: Espécies, manejo e impacto na saúde do solo. A obra está disponível para download gratuito no Portal de Livros Abertos da USP neste link.
O livro contém informações detalhadas sobre 63 espécies (12 a mais que a edição anterior, dentre as quais oito misturas de espécies) cultivadas em várias regiões do Brasil, além de incluir capítulos que abordam os aspectos práticos dos benefícios e os desafios na adoção das plantas de cobertura, bem como aspectos de manejo e como posicionar e escolher plantas de cobertura para composição de mixes. “É uma obra técnico-científica que contribui para a desafiadora missão de tornar a nossa agropecuária ainda mais sustentável”, define o professor Carlos Eduardo P. Cerri, do Departamento de Ciência do Solo da Esalq e coordenador do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCarbon) da USP, na apresentação do livro.
Desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Manejo e Saúde do Solo (Soil Health & Management Research Group – SOHMA) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, com organização do professor Maurício Roberto Cherubin, este guia é indispensável para produtores, técnicos, pesquisadores e estudantes que desejam explorar os benefícios das plantas de cobertura na melhoria da saúde do solo, na diversificação de cultivos e na promoção de uma agricultura brasileira mais sustentável. Também é uma importante ferramenta para tomada de decisões seguras sobre a utilização de diferentes plantas de cobertura.
"A seleção assertiva de plantas de cobertura é imprescindível para auxiliar na melhoria contínua dos sistemas de produção agropecuários, tornando-os ainda mais rentáveis, resilientes e sustentáveis, sobretudo no que se refere às adaptações e mitigações da agricultura e pecuária frente às mudanças climáticas globais”
Professor Carlos Eduardo P. Cerri, do Departamento de Ciência do Solo.
A ora-pro-nóbis ou azedinha, como também é conhecida, ressurgiu do conhecimento popular para protagonizar o meio acadêmico em razão das suas qualidades nutricionais e terapêuticas. A nova cartilha da Série Produtor Rural, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba, esclarece os efeitos que a ora-pro-nóbis pode causar na sua ingestão como alimento e como planta medicinal. A publicação Plantas Medicinais: Ora-Pro-Nóbis está disponível gratuitamente para download no site da Divisão de Biblioteca da Esalq e no Portal de Livros Abertos da USP, sendo que a partir desta edição passará a ser publicada somente on-line.
Essa planta pode ser utilizadas em culinária, onde são consideradas PANC (plantas alimentícias não convencionais), como uma fonte rica de proteínas, essencial para crianças, idosos e pessoas com dietas vegetarianas ou veganas. Já em relação às suas propriedades terapêuticas, a ora-pro-nóbis é perfeita para quem valoriza remédios naturais. E ainda pode ser utilizada em decoração, já que é uma planta ornamental que forma cercas vivas com flores exuberantes que atraem abelhas, além de produzirem frutos amarelo alaranjados deliciosos.
Seu vigor e resistência a pragas tornam a ora-pro-nóbis ideal para o cultivo em qualquer solo, apresentando uma alternativa alimentar acessível para populações de baixa renda e um reforço financeiro para o pequeno produtor rural. Além disso, a ora-pro-nóbis é um destaque na culinária tradicional de Minas Gerais, e está ganhando espaço em novas receitas e merendas escolares, como apontam os autores Vinicius Nicoletti, bacharel em Ciências Biológicas, e Lindolpho Capellari Júnior, docente do Departamento de Ciências Biológicas.
“Em uma época na qual o ser humano está muito mais preocupado com sua saúde e sua qualidade de vida, a ora-pro-nobis ressurge do saber popular e tem comprovado, cientificamente, suas qualidades nutricionais e terapêuticas.”
Lindolpho Capellari Júnior, docente do Departamento de Ciências Biológicas.
A obra “Inseticidas Botânicos no Brasil: Aplicações, Potencialidades e Perspectivas”, da Editora Fealq, foi a vencedora na categoria Ciências Agrárias e Ciências Ambientais da primeira edição do Prêmio Jabuti Acadêmico. O anúncio foi feito durante cerimônia realizada no último dia 6 de agosto, em São Paulo. A premiação, promovida pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), reconhece obras de excelência nas áreas científicas, técnicas e profissionais.
Principal premiação de obras literárias do Brasil, o Prêmio Jabuti já tem mais de 60 anos e foi repaginado em diversos momentos para acompanhar as mudanças no meio literário. Fruto dessas mudanças foi criado neste ano o Prêmio Jabuti Acadêmico, que teve grande aceitação em sua primeira edição, com quase duas mil obras em 29 categorias.
Escrita por Edson Luiz Lopes Baldin (in memoriam), José Djair Vendramim e Leandro do Prado Ribeiro, o livro “Inseticidas Botânicos no Brasil: Aplicações, Potencialidades e Perspectivas” aborda de forma multidisciplinar todos os aspectos inerentes à pesquisa, experimentação e emprego prático dos inseticidas botânicos em programas de manejo de pragas, servindo como base para o ensino, experimentação e difusão desse campo da Ciência no Brasil.
Um dos autores da obra, o Professor Titular Sênior do Departamento de Entomologia e Acarologia da Esalq/USP, José Djair Vendramim, destaca a importância do prêmio para o reconhecimento e valorização da produção intelectual no país e do papel transformador da pesquisa e da educação para a sociedade. “Para nós, autores, este prêmio tem uma enorme importância, já que representa o reconhecimento pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) do nosso esforço para disponibilizar uma obra que busca oferecer uma técnica de controle de pragas mais sustentável. Então, significa muito para nós que, em nome de toda a sociedade brasileira, aqui muito bem representada pela CBL, haja reconhecimento de que o desenvolvimento de novas abordagens e a prospecção de novos compostos inseticidas vegetais, sem a maioria das restrições dos produtos sintéticos, são uma eminente necessidade para o efetivo controle de pragas. Acrescente-se a isso o fato do prêmio ter sido auferido a uma obra técnico-científica num ambiente em que normalmente permeiam livros com um viés mais filosófico”, pontua Vendramim.
“Para nós, autores, este prêmio tem uma enorme importância, já que representa o reconhecimento pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) do nosso esforço para disponibilizar uma obra que busca oferecer uma técnica de controle de pragas mais sustentável”
José Djair Vendramim, Professor Titular Sênior do Departamento de Entomologia e Acarologia.
Luís Reynaldo Ferracciú Alleoni, docente do Departamento de Ciência do Solo, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), presidiu, a nível nacional, o júri acadêmico na área de Ciências Agrárias e Ambientais do Prêmio Jabuti Acadêmico.
O prêmio foi instituído nesta categoria neste ano de 2024, numa iniciativa da Câmara Brasileira do Livro (CBL) com o suporte da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC).
O objetivo da honraria é reconhecer e destacar a importância das produções acadêmicas, científicas e profissionais que contribuem para o avanço do conhecimento no Brasil. Dessa forma, as obras foram avaliadas com base em critérios rigorosos de relevância, inovação e potencial de impacto.
Neste espaço, os moradores de Piracicaba poderão entregar seus aparelhos eletrônicos e pilhas usadas sem sair do carro, facilitando o processo de descarte e promovendo a reciclagem dos materiais. A iniciativa visa proporcionar benefícios sociais e ambientais ao garantir o correto encaminhamento dos resíduos para a reciclagem. A ação, que conta com a parceria do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) e da Green Eletron, principal gestora brasileira de logística reversa de eletroeletrônicos e pilhas, ocorrerá também no dia seguinte, 17 de agosto, em outros pontos da cidade (ver abaixo).
A população poderá realizar o descarte de computadores, impressoras, telefones, geladeiras, TVs, carregadores e pilhas gastas. Vale ressaltar que, membros da comunidade USP, poderão descartar somente itens e objetos particulares e não aqueles gerados no campus e que possuem registro de patrimônio da Universidade de São Paulo.
A campanha faz parte das comemorações do Dia Nacional do Campo Limpo (DNCL), celebrado todo 18 de agosto. O tema deste ano, "Comemorando juntos as conquistas de todos", visa reconhecer os resultados do Sistema Campo Limpo, um programa dedicado à logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas.
Qual a quantidade de terras que o mundo precisa para suprir toda a sua necessidade de aumento na produção pecuária, de alimentos e de biocombustíveis, de forma sustentável? “A gente fez essa conta”, disse o engenheiro Nelson Ferreira, sócio da McKinsey & Company, líder global da McKinsey Agribusiness Service Line. A consultoria deve apresentar ainda neste mês de agosto um estudo exclusivo sobre o setor, como faz a cada dois anos, no Brasil em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Em 2022, o tema do estudo foi “A mente do agricultor brasileiro”.
A pesquisa 2024, feita em nove países com 4.500 produtores rurais e 1,5 milhão de dados coletados, deve mostrar uma análise de três cenários, um deles justamente sobre o uso da terra. “A necessidade de terras será da ordem de 70 a 80 milhões de hectares até a década até 2030, e em um cenário mais extremo pode chegar a 100 milhões de hectares”, afirmou Ferreira. “A diferença entre esses números é dada muito em função de quantos eventos extremos climáticos teremos até o final da década. Infelizmente isso tem se intensificado, como vivenciamos no Rio Grande do Sul esse ano, e infelizmente teremos outros no mundo até 2030.
O Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica da USP (Siicusp) é um evento realizado anualmente que tem como objetivo divulgar os resultados dos projetos de pesquisas científicas e tecnológicas realizadas por estudantes de graduação da USP ou de outras instituições de ensino nacionais ou estrangeiras, e alunos de ensino médio cadastrados no Programa de Pré-Iniciação Científica e de Pré-Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da USP. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 13 de setembro através do site do evento. Confira o edital neste link.
Durante a 32ª edição do Siicusp, os participantes têm a oportunidade de mostrar suas pesquisas em mesas-redondas, apresentações orais e pôsteres; trocar experiências com outros pesquisadores da área; além de ter um primeiro contato com a divulgação científica. Além da divulgação dos trabalhos, o simpósio também quer contribuir para o desenvolvimento dos alunos em relação às competências necessárias à pesquisa acadêmica, com a interação entre pesquisadores de todos os níveis e áreas, estimulando a colaboração e a pesquisa multidisciplinar na Universidade.
O evento é promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI), sob a responsabilidade do professor Paulo Alberto Nussenzveig, e será realizado em duas fases: a primeira ocorrerá entre os dias 16 de setembro e 22 de novembro, de forma remota ou presencial, em que cada unidade, ou grupo de unidades, organiza seu próprio evento, com trabalhos de sua área específica; e a etapa internacional, que ocorrerá entre março e abril de 2025, de forma presencial, em que os estudantes selecionados têm a oportunidade de apresentar seus trabalhos novamente.
O estágio é uma etapa essencial na formação profissional de um estudante, pois é durante esse período que ele aplica na prática toda a teoria aprendida na faculdade. Esse primeiro contato com a área de trabalho ocorre sob a supervisão de um profissional da área, proporcionando ao estagiário uma experiência profissional inicial enquanto a empresa se beneficia de sua força de trabalho. A Lei 11.788 de 2008, conhecida como Lei do Estágio, assegura os direitos dos estagiários, mas está em constante revisão. Atualmente, dois projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional propõem novas mudanças.
Os Projetos de Lei n° 1.843, de 2022 e n° 595, de 2023 têm como objetivo, respectivamente, aumentar o tempo limite de contratos de estágio, que atualmente é de 2 anos, e garantir a remuneração para estágios obrigatórios. Além disso, os projetos se atentam para outros pontos que atualmente faltam na Lei do Estágio em vigor, como a falta de estabilidade em casos de gravidez, e para a cota estabelecida em 10% das vagas de estágio destinadas a pessoas com deficiência, mas não propõem efetivamente alterações nesses pontos.
Segundo levantamento realizado pela Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), com dados Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), 70% dos estagiários têm uma renda familiar de até dois salários mínimos, e destaca o impacto que a bolsa-auxílio tem nas famílias desses estagiários. Além disso, a pesquisa aponta que 69% dos estagiários contribuem na renda familiar e 11% são responsáveis pelo sustento da família. Outro fato que chama atenção é a falta de oportunidades de estágio, uma vez que em um universo de 8 milhões de estudantes universitários, existem apenas 450 mil estagiários ativos no País, e a média de vagas de estágio está em apenas 70 mil.