Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2025 | Número: 282
Período: 07 a 13/11/2025 | Elaboração: Stella dos Santos
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2025 | Número: 282
Período: 07 a 13/11/2025 | Elaboração: Stella dos Santos
Entre as árvores e caminhos da ESALQ, o Café com Prosa é um ponto de parada conhecido por quem vive o dia a dia no campus. É ali que as pausas entre as aulas ganham sabor de conversa e descontração, onde colegas se encontram para um café rápido ou um papo demorado. Com seu ambiente acolhedor e atmosfera tranquila, o espaço se tornou parte da rotina e da memória de muitos, um lugar simples que reúne o que há de melhor na vida universitária: boas companhias e um momento para respirar.
O registro fotográfico desta edição do Dicas & Notícias é de Marcio Eiiti Kaneko.
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
A Brill | Wageningen Academic é uma editora internacional especializada em Ciências da Vida, com publicações reconhecidas nas áreas de alimentos, agricultura, meio ambiente e saúde. Fundada em 2002, no centro de um importante polo de pesquisa em alimentos e agricultura, passou a integrar o grupo Brill em 2022, ampliando o alcance global de seu conteúdo científico.
Com foco em temas como estudos animais e veterinários, agronegócio e estudos rurais, a Brill | Wageningen Academic oferece livros e periódicos que refletem os avanços e desafios contemporâneos da pesquisa científica. Suas obras reúnem contribuições de especialistas de diversas partes do mundo, promovendo o intercâmbio de conhecimento e o desenvolvimento de soluções inovadoras para questões globais.
A plataforma destaca-se pela qualidade editorial e pela ampla variedade de títulos disponíveis, permitindo que pesquisadores, docentes e estudantes encontrem informações atualizadas e confiáveis. Assim, a Brill | Wageningen Academic consolida-se como uma fonte essencial de referência para quem busca aprofundar o estudo e a prática nas áreas das Ciências da Vida.
Conhecimento científico que conecta pesquisa, inovação e sustentabilidade nas Ciências da Vida.
Thais Cristiane Campos de Moraes é Chefe Técnica do Atendimento e Orientação ao Usuário na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Este livro apresenta uma visão abrangente sobre a cannabis, abordando sua relação milenar com a humanidade e a complexidade que envolve sua classificação, usos e potencialidades. Ao reunir conhecimentos botânicos, genéticos e agronômicos, a obra percorre o caminho da planta desde suas origens misteriosas na Ásia Central até os estudos atuais que destacam seu papel na restauração ambiental. A cannabis é apresentada como uma espécie de notável versatilidade, capaz de recuperar solos degradados, absorver metais pesados, reduzir a erosão e contribuir para a biodiversidade.
Em uma linguagem clara e informativa, o livro amplia o olhar sobre a planta ao tratar de seus aspectos históricos, ambientais e sociais. As reflexões sobre sua regulamentação no Brasil, ainda envolta em estigmas, apontam para a necessidade de um debate racional e fundamentado. A obra convida o leitor a conhecer a cannabis em sua totalidade, reconhecendo nela não apenas um símbolo de controvérsia, mas uma aliada promissora para práticas sustentáveis e o equilíbrio ecológico.
A cannabis se revela como um organismo de múltiplas possibilidades, unindo tradição, ciência e sustentabilidade.
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad é Chefe Técnica do Processo Formação e Manutenção do Acervo, da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Esta cartilha oferece uma visão clara e acessível sobre o uso de pesticidas na agricultura, destacando sua importância para a sanidade das lavouras e a manutenção da produtividade. Mais do que apresentar conceitos técnicos, o material busca despertar a compreensão sobre os impactos do uso de pesticidas na saúde humana, no meio ambiente e na conformidade com as normas legais.
Ao longo das páginas, o leitor encontrará explicações sobre o comportamento dos pesticidas no ambiente, os resíduos que podem permanecer nos alimentos, os limites permitidos pela legislação e os métodos utilizados para sua detecção. Com uma linguagem simples e objetiva, a cartilha propõe o fortalecimento de práticas agrícolas mais seguras e conscientes, contribuindo para a confiança na origem e na qualidade dos alimentos que chegam à mesa.
Informação e consciência são pilares para uma produção agrícola segura e sustentável.
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad é Chefe Técnica do Processo Formação e Manutenção do Acervo, da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
A International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA) tem destacado, no contexto da COP-30, o papel essencial das bibliotecas como agentes de transformação social e ambiental. Com foco nos eixos “Cultura, Adaptação e Integridade da Informação”, a federação reforça a importância dessas instituições na promoção da educação climática, na disseminação de conteúdos confiáveis e na preservação de dados fundamentais para o enfrentamento das mudanças climáticas. As bibliotecas, reconhecidas como espaços de acesso democrático ao conhecimento, assumem um papel estratégico ao ampliar o acesso à informação científica, apoiar políticas públicas baseadas em evidências e contribuir para a formação de cidadãos críticos e engajados com a sustentabilidade.
No Brasil, a Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP (ABCD/USP) ecoa essa mobilização internacional ao divulgar as diretrizes da IFLA e enfatizar a relevância do engajamento da área bibliotecária nas discussões da COP-30. Essa atuação reforça o compromisso das bibliotecas com a difusão do conhecimento, a preservação do patrimônio cultural e ambiental e a promoção de uma sociedade mais informada e resiliente diante dos desafios climáticos globais.
Acesse www.abcd.usp.br e conheça os produtos e serviços oferecidos pela Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Elisabeth Adriana Dudziak é Chefe Divisão de Gestão de Desenvolvimento, Inovação e Coleções Digitais da Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Biblioteca Central: segunda a sexta-feira, das 7h45 às 22h;
Biblioteca Setorial do LES: segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.
Aproveite a facilidade do aplicativo Bibliotecas USP e mantenha em dia o prazo do seu empréstimo.
A Casa do Produtor Rural, projeto de extensão universitária da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq) da USP em Piracicaba, foi homenageada com a Moção de Aplausos 180/2025 da Câmara Municipal de Piracicaba em reconhecimento aos seus 20 anos de dedicação e serviços prestados ao setor agrícola. A homenagem foi concedida durante a 57ª Reunião Ordinária de 2025, em cerimônia realizada no início de outubro.
A honraria, proposta pelo vereador Laércio Trevisan Jr., ressaltou a contribuição significativa do projeto para a área da agronomia e o impacto positivo de suas iniciativas. Durante seu discurso, o vereador destacou o trabalho da Casa do Produtor Rural na integração entre conhecimento acadêmico e prática no campo, essencial para o desenvolvimento da agricultura local.
No meio do Atlântico, as ilhas oceânicas de São Pedro e São Paulo, Ascensão e Santa Helena passam quase despercebidas no mapa. Com um olhar atento, pesquisadores identificaram que, apesar de isoladas por até 1.300 quilômetros de mar aberto, elas compartilham origens evolutivas. Pela primeira vez nesta escala, especialistas reuniram dados genéticos, biológicos e geográficos para reconstituir a história natural dos peixes do Atlântico tropical.
As comunidades recifais que lá habitam formam um grupo coeso: 46 espécies são endêmicas dos três locais – não existem em nenhum outro lugar do planeta. O estudo mostra ainda que as populações das ilhas têm maior afinidade com as do Atlântico Ocidental e se assemelham às naturais da costa do Brasil e do Caribe.
Em uma das regiões mais biodiversas, e desafiadoras, do planeta, a Natura e a Siemens estão testando um novo modelo de inovação: o encontro entre tecnologia de ponta e saberes tradicionais da floresta. O projeto “Moiru”, lançado oficialmente em novembro, propõe digitalizar processos produtivos em comunidades amazônicas, levando automação, simulação e inteligência de dados para agroindústrias que até então operavam de forma majoritariamente analógica.
O nome, que em tupi significa “ajuda mútua”, traduz o espírito da iniciativa. A Natura, com mais de 25 anos de atuação na Amazônia, aporta o conhecimento científico sobre a sociobiodiversidade e suas relações com as comunidades locais. Já a Siemens, dentro de sua plataforma Tech4Amazonia, traz as ferramentas da Indústria 4.0 — da automação à criação de gêmeos digitais — para otimizar e tornar mais sustentável a cadeia de produção de óleos essenciais.
Especialista da Universidade de São Paulo defende o acesso aberto a publicações científicas, com foco especial na realidade dos pesquisadores em países em desenvolvimento. A professora Alicia Kowaltowski, do Departamento de Bioquímica da USP, pesquisadora e especialista em metabolismo energético, membro da Academia Brasileira de Ciências, participou recentemente do evento da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, a Unesco, que também tratou desse mesmo tema.
“A Assembleia Geral da Unesco tem várias missões e uma das mais importantes é preservar patrimônios humanitários, e eu acredito que não exista um patrimônio mais importante do que o nosso conhecimento científico”, comenta ela.
Roxo, vermelho, laranja, preto e até azul. Pode até parecer que são as cores do arco-íris, mas é o milho crioulo. Domesticado pela humanidade há milhares de anos, é possível encontrar múltiplas variedades de milho, com tamanhos, cores e formatos diferentes. As variedades preservadas pela agricultura familiar, não alteradas pela indústria e cultivadas de forma orgânica, são chamadas de “milho crioulo”.
As espécies crioulas possuem variações nutricionais, o que resulta também em variações no sabor. As diferentes espécies se adaptam melhor aos diferentes modos de preparo. Fubás, canjicas, pamonhas e curaus feitos a partir dessas variações possuem sabores e consistências diferentes dos do milho transgênico amplamente utilizado pela indústria.