Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2024 | Número: 224
Período: 26/07 a 01/08/2024 | Elaboração: Silvio Bacheta
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2024 | Número: 224
Período: 26/07 a 01/08/2024 | Elaboração: Silvio Bacheta
A fotografia edição 224 do Dicas & Notícias foi enviada por Carmen M. S. F. Pilotto, funcionária do Escritório de Relações Institucionais Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
Em virtude da troca do piso no Módulo I, informamos que, a partir de 05 de agosto de 2024, o acesso à Biblioteca Central da ESALQ será pela Alameda do Jacarandá Mimoso (fundos da biblioteca).
Apesar dos contratempos gerados pela reforma, estamos trabalhando para causar o menor transtorno possível, sem a necessidade de interdições dos acervos e tampouco a suspensão dos serviços oferecidos.
Agradecemos a compreensão de todos e solicitamos que por segurança não circulem pelo canteiro de obras e que respeitem os avisos do local.
A Divisão de Biblioteca vem sempre ampliando seu espectro de serviços, procurando definir suas estratégias sempre com base nas demandas da Universidade.
Assim sendo, desde de 2018, por meio de um projeto interno, desenvolveu uma metodologia para migrar os dados da produção científica de docentes e pesquisadores da Esalq para a ferramenta de análise bibliométrica Scival.
A opção pela ferramenta Scival, com dados oriundos da Base de Dados Scopus, ambas da Elsevier se deveu ao fato da maior abrangência dentre todas as ofertas do mercado e sua ampla utilização pelos rankings internacionais.
Nosso trabalho consiste em uniformizar os perfis dos autores, corrigindo entrada de nomes de autores e eliminando perfis “órfãos”, que é resultado de entradas diferentes de uma mesma pessoa, gerada pelo próprio sistema.
Este trabalho é revisado sistematicamente a cada 6 meses, visando a consistências das informações.
A ferramenta Scival permite a criação de diferentes grupos para avaliação, tais como: programas de pós-graduação, áreas de pesquisa, departamentos e por todo o conjunto da Esalq.
O formato de apresentação do relatório permite diferentes análises de desempenho, entre elas; citações, citações ponderadas por área, trabalhos publicados em fontes mais citadas (“Top Percentil”), tópicos de proeminência, internacionalização, cooperação acadêmica e com o setor privado, benchmarking, etc.
O conjunto de informações, geradas pelo uso desta ferramenta permite ao gestor da unidade e das comissões, segurança na análise do desempenho para a tomada de decisões e a DIBD, como executora deste serviço se empenha na consistência das informações coletadas.
Em tempos onde a saúde e a qualidade de vida são prioridades, a ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) ressurgiu do conhecimento popular para protagonizar o meio acadêmico em razão das suas incríveis qualidades nutricionais e terapêuticas. Este super alimento, que é uma fonte rica de proteínas, essencial para crianças, idosos e pessoas com dietas vegetarianas ou veganas, foi tema da edição 83 da Série Produtor Rural escrita por Vinicius Nicoletti, bacharel em Ciências Biológicas, e Lindolpho Capellari Júnior, docente do Departamento de Ciências Biológicas da Esalq.
Sua robustez e resistência a pragas a torna ideal para o cultivo em qualquer solo, oferecendo uma alternativa alimentar valiosa para populações de baixos recursos e uma oportunidade de renda para o pequeno produtor rural. Além disso, a ora-pro-nóbis é um destaque na culinária tradicional de Minas Gerais e está ganhando espaço em novas receitas e merendas escolares.
Com suas propriedades terapêuticas, a ora-pro-nóbis é perfeita para quem valoriza remédios naturais. E não para por aí: também é uma planta ornamental espetacular, formando cercas vivas com flores exuberantes que atraem abelhas, além de frutos amarelo-alaranjados deliciosos.
A publicação está disponível gratuitamente para download no site da Divisão de Biblioteca da Esalq e pelo Portal de Livros Abertos da USP.
Texto: Silvio Bacheta
Quem somos? A Série Produtor Rural é uma publicação seriada produzida desde 1997 pela Divisão de Biblioteca da ESALQ para atender as demandas por conteúdos na área agrícola com linguagem simples e clara, destinada especialmente ao pequeno produtor rural e/ou agricultor familiar, tendo em vista o item 2 dos 17 objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU: "Fome Zero e Agricultura Sustentável". A coleção completa, além de estar disponível para venda, pode ser encontrada no acervo da biblioteca e até mesmo download.
Quem pode publicar: pesquisadores e docentes da ESALQ e CENA; alunos cujos textos serão revisados por orientadores ou quem o Presidente da Comissão de Cultura e Extensão designar; demais pesquisadores, porém, com a chancela da Comissão de Cultura e Extensão que avaliará os textos.
Requisitos para publicar: uso de linguagem simples, acessível e didática; complementação com recursos de ilustração que facilitem a compreensão do texto.
Com o propósito de se tornar um manual de referência para profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação, o livro “Manual de Acarologia: Acarologia Básica e Ácaros de Plantas Cultivadas no Brasil” escrito pelos professores do Departamento de Entomologia e Acarologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Gilberto José de Moraes, Raphael de Campos Castilho e Carlos Holger Wenzel Flechtmann, apresenta informações básicas sobre a morfologia, biologia e ecologia dos ácaros.
A obra traz informações atualizadas sobre o reconhecimento, expectativa de danos e medidas de controle dos ácaros de importância agrícola presentes no país, inclusive novas espécies encontradas, destacando-se o ácaro de erinose da lichia e o ácaro vermelho das palmeiras. Traz ainda atualizações das chaves para a identificação dos gêneros de ácaros que ocorrem no Brasil, com as devidas complementações.
Texto: divulgação
Pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro publicaram na Scientia Agricola, periódico científico da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), uma avaliação do valor nutricional da casca da cana-de-açúcar na alimentação de ruminantes
Os autores afirmam que vários estudos sobre a cinética de digestão das fibras da cana-de-açúcar foram publicados, mas nenhum avaliou a influência da casca da cana-de-açúcar na digestão da cana-de-açúcar fresca por ruminantes.
Assim, este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos dos componentes da cana-de-açúcar (casca e medula) na composição química, digestibilidade in vitro, energia metabolizável e qualidade da cana-de-açúcar. Segundo os pesquisadores, o delineamento experimental utilizado foi blocos casualizados em esquema de parcelas subdivididas com cinco genótipos de cana-de-açúcar [parcela] (RB068027, RB058046, RB987917, RB867515 e RB855536) e três componentes da cana-de-açúcar [subparcela] (casca, medula e cana inteira), e cada tratamento foi composto por quatro repetições.
Os resultados mostram que a casca apresentou maiores frações fibrosas, compreendendo 87,33% da fração indigestível da fibra em detergente neutro (FDN). A casca da cana apresentou ~71,20% a mais lignina que o tecido medular. A digestibilidade in vitro da FDN da casca foi 18,38% menor que a da cana inteira. Além disso, o genótipo RB068027 apresentou a menor qualidade da cana-de-açúcar. Apesar do maior teor de FDNpd na casca, seu elevado teor de lignina influencia na qualidade das frações fibrosas finais da cana-de-açúcar, impactando negativamente no valor nutricional. Os genótipos não diferem nutricionalmente, mas RB855536 apresenta maior rendimento de biomassa e energia.
A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba promove, no dia 4 de agosto, das 14h às 18h, o Domingo com Ciência e Tecnologia no Museu e Centro de Educação e Artes Luiz de Queiroz e Clube de Ciências Luiz de Queiroz. O evento integra a agenda de projetos da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e inclui jogos gigantes, como xadrez e tangram, observação com telescópio, circo, entre outras atividades. A programação é gratuita e aberta ao público.
O projeto Domingo com Ciência e Tecnologia foi idealizado em 2023, pelo Instituto Pecege – Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas, em parceria com o grupo de pesquisa e extensão do Centro de Referência em Ensino de Ciências da Natureza (Crecin) e do Museu Luiz de Queiroz.
A programação conta com a Praça da Ciência, em que serão oferecidos jogos gigantes como xadrez, tangram, cai-não-cai, entre outros, além de experimentos temáticos, falando de forma prática sobre matemática e física. Em parceria com o Instituto Federal de São Paulo (campus de Piracicaba), serão oferecidas Práticas sobre o Sol, com a utilização de telescópios para observação do Sol, e palestras sobre o relógio solar, astronomia e as mudanças das estações e duração do dia e da noite.
A Art Cirque Produções, escola de circo de Araraquara, promove práticas circenses, mostrando que física e circo estão lado a lado. Conceitos como equilíbrio, movimento e força fazem parte de uma vivência para que o público teste na prática os conceitos da física. E o público ainda poderá conhecer a nova exposição do Museu Luiz de Queiroz, Desvendando a Matemática, que contará com monitores, além de poderem visitar outras salas com peças do seu acervo.
A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), premiará docente da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), durante o 23ª Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), a ser realizado no dia 5 de agosto, em formato híbrido. Essa premiação é conferida aos indicados devido a contribuição oferecida ao desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro.
Escolhido por unanimidade pelo Conselho Diretor da associação, a legítima distinção será entregue ao Professor Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, docente do Departamento de Ciência do Solo. Cerri será contemplado com o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade 2024.
Realizado anualmente desde 2002, o CBA faz parte da agenda dos principais formadores de opinião e dos executivos que atuam no agronegócio brasileiro. Nesta edição, o tema central será Biocometitividade e contará os painéis ‘Geopolítica e Sustentabilidade e Clube Fragmentado: o Brasil será associado?; com a mesa redonda ‘Competitividade e Oportunidades’; e a palestra inaugural sobre ‘Biocompetitividade'.
O professor Sênior do Departamento de Fitopatologia e Nematologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), José Otávio Machado Menten, foi agraciado com o Prêmio Paulista de Fitopatologia, uma distinção concedida a indivíduos que tenham feito contribuições substanciais para o progresso da Fitopatologia.
A premiação foi entregue durante o Congresso Paulista de Fitopatologia, que ocorreu entre os dias 22 e 24 de julho de 2024 na Fazenda Experimental Lageado, localizada na sede da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no campus de Botucatu.
O congresso, que acontece a cada dois anos, é um importante ponto de encontro para pesquisadores, professores e estudantes de diversas universidades paulistas e de outros estados brasileiros. Além dos acadêmicos, o evento também atrai profissionais e produtores de diversos segmentos das cadeias produtivas, como soja, cana-de-açúcar, citros, milho, florestas plantadas, frutas, hortaliças e plantas ornamentais. O objetivo do congresso é promover discussões aprofundadas sobre os avanços na diagnose e no manejo das doenças que afetam tanto as plantas agrícolas quanto as florestais, contribuindo para o aprimoramento das práticas e soluções na área da Fitopatologia.
Foi lançado na manhã da última sexta-feira, 26 de julho de 2024, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), o edifício que abrigará a sede do SPARCBIO. (São Paulo Advanced Research Center for Biological Control). A iniciativa é uma parceria entre a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), a Koppert Biological Systems, a Esalq e a Jacto.
Em um modelo que reúne universidade, empresas e agência de fomento, o SPARCBIO atua na descoberta de novos agentes biológicos de controle de pragas agrícolas; desenvolvimento de novas tecnologias e geração de conhecimento em manejo integrado de pragas e doenças na agricultura.
Segundo o professor José Roberto Postali Parra, sênior do departamento de Entomologia e Acarologia da Esalq e coordenador do novo centro instalado na Esalq, a pandemia atrapalhou os planos iniciais, uma vez que a iniciativa foi lançada em fevereiro de 2020, mas não impediu que a equipe continuasse a trabalhar para a instalação e inauguração de um espaço moderno dentro do campus da USP em Piracicaba.
“Como todos sabem, o Brasil é o líder em Agricultura Tropical, com uma tecnologia desenvolvida no país nos últimos 50 anos. Entretanto, para utilizar controle biológico é necessário desenvolver nossa própria tecnologia, pois não é possível copiar de outros países. Assim, nosso desafio tem sido desenvolver um modelo de agricultura para regiões tropicais em direção a uma agricultura sustentável. Este é o primeiro objetivo do SPARCBIO no país, fortalecer o controle biológico com ciência de alto nível, adaptada as nossas peculiaridades”.
Especialistas do projeto “Corredor Caipira: Conectando Paisagens e Pessoas”, que é patrocinado pela Petrobras, analisam a morte de toneladas de peixes no Rio Piracicaba e seus afluentes nos últimos dias. De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a mortandade foi causada por poluentes agroindustriais lançados irregularmente em um ribeirão afluente do Rio Piracicaba.
O “Corredor Caipira” é realizado pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e pelo Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão Universitária em Educação e Conservação Ambiental (Nace-Pteca) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo (Esalq/USP). O patrocínio é da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
No dia 7 de julho de 2024, foram encontrados milhares de peixes mortos em um trecho urbano do importante manancial. Dias depois, em 15 de julho, a situação chegou ao bairro do Tanquã, considerado um minipantanal paulista.
O professor Flávio Gandara, da Esalq/USP, e membro do “Corredor Caipira”, destaca o fato de a situação ter ocorrido durante um longo período sem chuvas intensas, com baixa vazão do Rio Piracicaba.
Segundo um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 74% dos brasileiros se dizem “consumidores ambientalmente conscientes”. Metade dos consumidores verifica se o produto foi produzido de forma ambientalmente sustentável, sendo 24% sempre e 26% na maioria das vezes. A agenda do consumo sustentável tem crescido no Brasil e já começa a afetar o modo de produção de diversas empresas. A prática envolve a escolha de produtos que utilizam menos recursos naturais em sua produção, que garantem o emprego digno aos funcionários, e que serão facilmente reaproveitados ou reciclados. Além disso, alimentos com menos químicos e menos sofrimento animal, entre outros critérios. Todos esses fatores, como mostra a pesquisa, têm se tornado pontos decisivos para o consumidor na hora de escolher o que levar da prateleira do mercado.
Com essa tendência influenciando os padrões de consumo, empresas que já adotam os moldes sustentáveis de produção entram na corrida para conferir mais credibilidade ao seu produto, buscando formas de garantir que o consumidor identifique rapidamente as qualidades da mercadoria. Uma das formas que estão sendo estudadas e testadas, é a aplicação da tecnologia blockchain no monitoramento das atividades das indústrias.
A Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI) da USP lançou o Programa de Incentivo à Demanda por Auxílios (Pida), uma iniciativa destinada a incrementar a obtenção de recursos de apoio à pesquisa para os projetos da Universidade.
O Pida foi criado com o objetivo de estimular a busca por auxílios financeiros da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que é a principal fonte de apoio à pesquisa no Estado de São Paulo, e também de oferecer suporte complementar para projetos financiados por agências internacionais. O programa prevê a distribuição de R$ 3 milhões até o final de 2024 e pretende, dessa forma, dinamizar o cenário de pesquisa na USP e fortalecer a inserção da Universidade na comunidade científica global.
Os participantes contam com quatro diferentes possibilidades de inscrição no programa, sendo três delas destinadas a projetos que solicitarem apoio à Fapesp e uma quarta ao incentivo para projetos internacionais.
Para os auxílios solicitados à Fapesp, os candidatos já recebem, ao submeter a proposta, um valor de R$ 5 mil do Pida. Em caso de aprovação, será disponibilizado um recurso complementar de R$ 10 mil ou 15 mil, dependendo da categoria. Ou seja, o ato de solicitar o auxílio para a agência já garante um recurso do Pida, independentemente de aprovação. Já para os que solicitarem financiamento às agências internacionais, os valores fornecidos serão de R$ 30 mil, direcionados a docentes que tenham sido contemplados como pesquisador responsável ou pesquisador principal com, no mínimo, US$ 100 mil. Esta medida visa complementar despesas que muitas vezes não são cobertas por financiadores externos.