Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2024 | Número: 226
Período: 09 a 15/08/2024 | Elaboração: Silvio Bacheta
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2024 | Número: 226
Período: 09 a 15/08/2024 | Elaboração: Silvio Bacheta
A fotografia edição 226 do Dicas & Notícias é de Fabiana Oliveira Barbosa, graduanda em Gestão Ambiental da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) da USP.
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
A USP é uma das 150 melhores universidades do mundo, segundo o Academic Ranking of World Universities 2024 (ARWU), divulgado hoje, dia 15 de agosto, pela consultoria chinesa Shanghai Ranking Consultancy. O ranking avaliou mais de 2.500 instituições e classificou as mil melhores.
A Universidade Harvard manteve a liderança do ranking pelo 22º ano consecutivo, seguida pela Universidade Stanford e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). Com exceção das universidades inglesas de Cambridge (4ª posição) e de Oxford (6ª posição), todas as demais instituições que ocupam os dez primeiros lugares são norte-americanas. A USP continua sendo a universidade ibero-americana mais bem colocada.
Ao todo, 18 instituições brasileiras foram classificadas. Além da USP, tiveram destaque na classificação geral a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no grupo entre a 401ª e a 500ª posição.
Publicado desde 2003, o Academic Ranking of World Universities (ARWU) é considerado um dos precursores dos rankings universitários. A classificação utiliza seis indicadores para avaliar as instituições, incluindo o número de ex-alunos e docentes ganhadores de Prêmios Nobel, número dos pesquisadores mais citados, número de artigos publicados nas revistas Nature e Science, número de artigos indexados no Science Citation Index – Expanded e no Social Sciences Citation Index e o desempenho de pesquisa per capita relativamente ao tamanho da instituição.
Professor Carlos Gilberto Carlotti Junior é reitor da Universidade de São Paulo.
Em tempos de desafios climáticos e ambientais crescentes, a fome no mundo se agrava como uma das mais urgentes crises humanitárias. As secas prolongadas e os eventos climáticos extremos estão reduzindo a capacidade de produção agrícola e esgotando a disponibilidade de recursos hídricos, tornando ainda mais difícil para as comunidades rurais manterem suas fontes de subsistência.
Ao encontro desta demanda, e alinhada ao item 2 dos 17 objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU: "Fome Zero e Agricultura Sustentável", Viviane Vieira Machado, Especialista em Fisiologia Vegetal, Nutrição e Desenvolvimento de Plantas; Alasse Oliveira da Silva, Doutorando em Fitotecnia; e Simone da Costa Mello, docente do Departamento de Produção Vegetal, lançam a Série Produtor Rural (SPR) nº 82: Silício como mitigador do déficit hídrico na cultura da Soja.
A publicação explora como o silício, embora não sendo classificado como essencial para as plantas, se mostra altamente benéfico para o crescimento e desenvolvimento das culturas agrícolas, especialmente a soja. Segundo os autores, as pesquisas indicam que o silício desempenha um papel importante nas atividades metabólicas e fisiológicas das plantas, sendo eficaz na atenuação dos efeitos do déficit hídrico, um dos principais fatores de estresse abiótico na agricultura.
Entre os benefícios do silício, observa-se a melhoria na arquitetura das folhas, o que otimiza a incidência solar e reduz a transpiração de água. Além disso, o silício ativa o sistema de defesa antioxidativo das plantas e aumenta a capacidade fotossintética, fatores que contribuem para uma maior resistência e vigor das culturas. No entanto, os autores alertam que a eficiência do uso do silício pode variar significativamente dependendo da espécie cultivada, do momento e da dosagem de aplicação. Os autores apontam para a necessidade de pesquisas mais direcionadas, que considerem as especificidades de cada cultura e sua capacidade de absorção e acúmulo de silício, uma vez que, no caso da sojicultura, os estudos sobre o impacto do silício ainda são escassos e apresentam resultados diversos, o que reforça a importância de investigações mais aprofundadas.
A publicação está disponível para download gratuito no site da Divisão de Biblioteca da Esalq e no Portal de Livros Abertos da USP, permitindo que produtores, pesquisadores e interessados na área possam acessar essa importante fonte de informação.
Texto: Silvio Bacheta
"O silício por ser um redutor de estresses é altamente indicado para aplicações agrícolas, estresses bióticos e abióticos, como temperatura, ataque de fungos, déficit hídrico, podem ter seu efeito mitigado pela aplicação de fontes silicatadas.”
Simone da Costa Mello é docente do Departamento de Produção Vegetal da USP/Esalq.
O documento é fruto de uma parceria entre a Elsevier e a Bori, que periodicamente traz análises de dados inéditas sobre a ciência brasileira divulgados à imprensa via Agência Bori para ampla circulação nacional.
O estudo aqui descrito é feito usando a ferramenta SciVal *, da Elsevier, que permite analisar a produção científica — sua quantidade e várias características, como citações em artigos, citações em patentes, etc — de regiões, países, instituições e indivíduos.
Um estudo recente, conduzido pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), destaca o aumento previsto na demanda global por soja devido ao crescimento populacional mundial. O Brasil, como maior produtor mundial de soja, responde por 40% da produção global. Utilizando o modelo DSSAT-CROPGRO-Soybean, os cientistas brasileiros investigaram o potencial de rendimento da soja e as limitações enfrentadas, como a necessidade de água e nutrientes.
A pesquisa, que abrangeu diversas regiões produtoras de soja no Brasil, revelou que a produtividade potencial média da soja varia entre 3.952 a 6.084 kg por hectare, enquanto o rendimento potencial limitado pela água varia entre 3.133 a 5.186 kg por hectare. Os pesquisadores identificaram que 14% do potencial produtivo é perdido devido ao estresse hídrico, enquanto 42% das perdas são atribuídas a falhas de manejo, como datas de plantio inadequadas e práticas agrícolas ineficientes.
O estudo também apontou que cerca de 26% das áreas cultivadas com soja no Brasil necessitam de irrigação para mitigar os riscos associados à variação sazonal das chuvas. Se todas essas áreas fossem irrigadas, seria necessário um volume médio de 9.598 milhões de metros cúbicos de água para práticas de cultivo convencionais. No entanto, com a adoção de práticas conservacionistas, como o plantio direto combinado com melhorias nas condições de crescimento das raízes, o consumo de água poderia ser reduzido para 7.665 milhões de metros cúbicos, representando uma economia de aproximadamente 20%.
Outro ponto destacado foi a necessidade de uma gestão eficiente de nutrientes para alcançar o rendimento máximo da soja. A demanda média de nitrogênio foi estimada em 356 kg por hectare, enquanto fósforo e potássio foram necessários em 31 kg e 104 kg por hectare, respectivamente. No total, a pesquisa calculou que 31 milhões de toneladas de macronutrientes são essenciais para atingir o rendimento potencial da soja no Brasil.
"Nosso estudo utilizou um protocolo padronizado para experimentos de campo, simulações de modelos de cultivo e extrapolação de resultados para representar toda a região produtora de soja no Brasil”
Evandro Henríque Figueiredo Moura da Silva, Doutor pelo programa de pós-graduação em Engenharia de Sistemas Agrícolas.
A Central de Aulas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/UP) recebe até o próximo mês de setembro a exposição “25 Anos de Campanhas de Recepção aos Calouros”. Iniciativa da Pró-reitoria de Graduação da USP, a mostra traz marcas históricas de um processo que teve origem na gestão do reitor Prof. Jacques Marcovitch com a publicação em 1998 de uma portaria que institucionalizou na USP a recepção aos calouros.
A inauguração da exposição na Esalq foi marcada por uma visita do vice-diretor da unidade, Prof. Marcos Milan, pelo presidente da Comissão de Graduação, Prof. Thiago Romanelli e professores representantes da Comissões Coordenadoras de Cursos de Graduação.
Visitantes da exposição entrarão em contato com os cartazes e mensagens comemorativas das campanhas de recepção, fotos dos eventos relacionados ao tema em cada ano e mensagens reflexivas sobre a importância de promover, com a chegada dos novos alunos da USP, os valores humanistas, a solidariedade e o respeito.
“O trote, por exemplo, hoje é uma situação onde não apenas a sociedade não aceita, mas como tivemos recentemente uma lei promulgada no estado de São Paulo atribuindo toda a responsabilização às unidades de ensino superior que não tomarem as medidas cautelas e precauções, até medidas corretivas em relação a essa prática que é completamente indesejável”
Professor Thiago Romanelli, presidente da Comissão de Graduação.
No próximo dia 26 de agosto, às 14h, acontecerá no Pavilhão de Ciências Humanas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) o lançamento do livro “A Derrota do Laicismo”. Assina a obra Adalmir Leonidio, professor do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da instituição. A entrada é gratuita, não sendo necessária inscrição prévia.
"A Derrota do Laicismo" desafia a visão predominante sobre o positivismo e sua influência na laicização da vida ocidental. Em sua obra, o autor argumenta que, ao contrário do que se supõe, o positivismo não contribuiu para a separação entre religião e Estado, mas se configurou como um obstáculo a esse processo. O livro oferece uma análise aprofundada das obras de Auguste Comte e de outros pensadores que procuraram continuar o seu legado ao redor do mundo.
Adalmir Leonidio é docente do Departamento de Economia, Administração e Sociologia
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou nesta terça-feira (6) o projeto de lei que proíbe trotes violentos em instituições de educação técnica e superior do estado.
De autoria da deputada Thainara Faria (PT), a proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa no início de julho.
O texto veta a realização de atividades de recepção de novos estudantes no início ou ao longo do ano letivo, os chamados "trotes", em instituições de educação técnica e superior, que envolvam coação, agressão, humilhação, discriminação por racismo, capacitismo, misoginia, ou qualquer outra forma de constrangimento que atente contra a integridade física, moral ou psicológica dos alunos.
Os reitores Pasqual Barretti, da Unesp, e Carlos Gilberto Carlotti Junior, da USP, e a pró-reitora de pesquisa da Unicamp, Ana Maria Frattini Fileti, assinaram nesta quarta-feira, 14 de agosto, na Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, na capital paulista, um compromisso de investimento conjunto de R$ 10 milhões para pesquisas científicas voltadas à área de tecnologias assistivas no estado de São Paulo. Participaram da cerimônia de assinatura também o secretário estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, e o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan.
A iniciativa é inédita e um estímulo para os estudos que têm como foco as cerca de 3,3 milhões de pessoas com deficiência que vivem em território paulista. Os recursos sairão dos caixas das três universidades estaduais paulistas na seguinte proporção: 50% (R$ 5 milhões) serão investidos pela USP, 25% (R$ 2,5 milhões) pela Unesp e outros 25% pela Unicamp.
Elaborados de forma conjunta pelas pró-reitorias de pesquisa das universidades estaduais paulistas, os editais destinarão auxílios à pesquisa no valor de até R$ 500 mil a projetos na área das tecnologias assistivas para equipes compostas por no mínimo dois pesquisadores dos quadros permanentes das instituições, que obrigatoriamente trabalharão com ao menos dois docentes de outras instituições de ensino superior de São Paulo.
Os editais construídos conjuntamente por Unesp, USP e Unicamp fazem parte de uma política mais ampla, de apoio à ciência no estado, que busca incentivar pesquisas direcionadas à resolução de questões sociais notórias. Em geral, estes programas são desenvolvidos em parceria com instâncias governamentais.
O veganismo é um estilo de vida em que a pessoa não consome nenhum produto de origem animal, inclusive roupas e produtos de beleza testados em animais, por exemplo. Quando se fala exclusivamente de alimentação, a dieta recebe o nome de vegetarianismo estrito. Nesses casos, existe uma grande preocupação em relação à quantidade de proteína ingerida. A pesquisa conduzida pelo Centro de Medicina do Estilo de Vida da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), coordenada pelo professor Hamilton Roschel, mostrou que a quantidade de proteína consumida por vegetarianos estritos é adequada, mas se apoia no consumo de alimentos ultraprocessados.
Entre os mais de 500 participantes do estudo, a mediana do consumo de proteína foi de 1,12 gramas por quilo de peso corporal, valor que atinge e supera a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 0,8 a 1,0 grama de proteína por quilo de peso corporal. No entanto, para atingir a recomendação de ingestão proteica, os vegetarianos estritos recorrem a alimentos ultraprocessados, em particular, à proteína texturizada de soja – que passa por uma etapa chamada extrusão, por isso é considerada ultraprocessada – e aos suplementos proteicos à base de proteína vegetal.
A pesquisa também analisou se vegetarianos estritos ingerem quantidades adequadas de aminoácidos essenciais – moléculas que formam as proteínas, mas que não são produzidas pelo corpo e têm funções específicas no metabolismo. Assim como no caso das proteínas, a adequação foi superior a 90%.
As dietas dos participantes foram analisadas com base em diários alimentares. Enquanto o recordatório alimentar é preenchido por um nutricionista, como uma entrevista, o diário é preenchido individualmente com relatos das refeições em medidas caseiras, mas também passa pela conferência de um nutricionista. Os participantes tiveram acesso a instruções para registrarem os alimentos de forma padronizada. O trabalho contou com pesquisadores do Grupo de Fisiologia Aplicada e Nutrição, da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, e da FMUSP.