Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2025 | Número: 260
Período: 09 a 15/05/2025 | Elaboração: Laís Pizzinatto
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2025 | Número: 260
Período: 09 a 15/05/2025 | Elaboração: Laís Pizzinatto
O registro fotográfico da edição 260 do Dicas & Notícias é de Carlos Roberto Macedonio, funcionário do departamento de genética da Esalq/USP.
No silêncio acolhedor do campus Luiz de Queiroz, a natureza se revela em formas suaves e cores vibrantes. A imagem captura o espelho d’água que reflete não apenas árvores centenárias, mas também o espírito de uma universidade que há mais de um século cultiva conhecimento, inovação e sustentabilidade.
Aqui, o tempo desacelera, e cada detalhe do ambiente nos convida à contemplação e ao orgulho de fazer parte de uma das instituições mais respeitadas do país.
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
Com uma trajetória centenária dedicada à preservação da memória acadêmica e ao suporte à pesquisa e ao ensino, a Divisão de Biblioteca da ESALQ/USP reafirma seu papel estratégico na formação universitária e no avanço científico por meio de investimentos significativos em infraestrutura, tecnologia e conservação do acervo.
Graças à aprovação em editais nacionais e programas institucionais — como o da FINEP, o Programa de Preservação e Conservação de Materiais Bibliográficos da ABCD/USP e o edital PRCEU/USP de Preservação e Curadoria de Acervos — a Biblioteca está executando projetos que modernizam sua estrutura e ampliam o acesso ao acervo raro e histórico.
Entre as principais ações estão a instalação de estantes deslizantes e armários técnicos que aumentam a capacidade de armazenamento com segurança; um inédito projeto de iluminação voltado à proteção dos livros; a higienização completa do acervo; a digitalização de 5.000 obras raras; e o restauro criterioso de 150 itens valiosos da coleção. Complementam essas iniciativas a instalação de um novo sistema de alarme contra incêndio em toda a Biblioteca Central e a aquisição de desumidificadores, assegurando as condições ambientais ideais para a conservação dos materiais.
O projeto amplia o alcance da biblioteca para pesquisadores, docentes, alunos e interessados de todo o mundo, com acesso digital e gratuito por meio da plataforma BORE – Biblioteca Digital de Obras Raras, Especiais e Documentação Histórica da USP.
Com essa iniciativa, a biblioteca reforça seu compromisso com a segurança e preservação do patrimônio científico histórico, garantindo a democratização do conhecimento.
"Esses investimentos representam não apenas a valorização do nosso acervo histórico e científico, mas também o reconhecimento do papel fundamental que a biblioteca exerce no apoio ao ensino, à pesquisa e à preservação da memória acadêmica"
Marcia Regina Migliorato Saad é Chefe Técnica da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
A ciência cidadã, ou seja, o engajamento ativo dos cidadãos na produção de conhecimento científico, é uma modalidade de pesquisa que pode ser aplicada em uma ampla variedade de campos científicos e é valiosa para abordar uma ampla gama de prioridades políticas. Impulsionadores tecnológicos e sociais, como a transição digital e a maior conscientização e interesse do público pela ciência, estão sustentando o crescimento da ciência cidadã. Este relatório destina-se principalmente a formuladores de políticas de pesquisa em ministérios e agências de financiamento, para ajudá-los a reconhecer o potencial do uso da ciência cidadã e a planejar, implementar e avaliar políticas eficazes de ciência cidadã. Inclui um conjunto de recomendações gerais, vinculadas a um quadro político e opções políticas, e combinadas com a análise de iniciativas nacionais e internacionais ilustrativas.
O Programa de Apoio às Publicações Científicas Periódicas da Universidade de São Paulo abre inscrições para o Edital 2025 de publicação dos periódicos da USP, em caráter excepcional, uma vez que ainda se encontra em andamento o Edital 2024, a ser finalizado em 20 de julho de 2025.
O propósito deste Edital de 2025 dá continuidade ao alinhamento entre os objetivos estratégicos da Universidade e o atendimento às demandas dos editores de revistas credenciadas no referido Programa.
Período de Submissão de Propostas:
As propostas deverão ser encaminhadas por meio de formulário online que estará disponível aos proponentes a partir das 8h00 do dia 15 de maio de 2025 até às 23h59 do dia 10 de junho de 2025.
"O objetivo é apoiar financeiramente propostas que tenham como meta o aperfeiçoamento editorial e de conteúdo, a visibilidade e o impacto social e científico."
Elisabeth Adriana Dudziak é Chefe Divisão de Gestão de Desenvolvimento, Inovação e Coleções Digitais da Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Biblioteca Central: segunda a sexta-feira, das 7h45 às 22h;
Biblioteca Setorial do LES: segunda a sexta-feira, das 8h às 22h
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As transformações ambientais e socioeconômicas resultantes da história de contato com os não indígenas tiveram um amplo impacto sobre as práticas alimentares e modos de vida do povo Xavante da aldeia Etenhiritipá, Terra Indígena Pimentel Barbosa, no estado do Mato Grosso.
Tradicionalmente um povo caçador-coletor e com mobilidade espacial, os Xavante também possuíam uma pequena produção agrícola, assim como pescavam esporadicamente. É a partir de meados da década de 1940, durante a Marcha para o Oeste, que o contato com os não indígenas aumenta e se torna constante. A agricultura, assim como a pesca, se intensificara por meio dos esforços de persuasão dos agentes indigenistas na época, como modo de conter o grupo dentro de um território mais limitado.
Essas transformações resultaram no desequilíbrio dos padrões de subsistência e dieta do grupo, agravados na década de 1970 pelo chamado Projeto Xavante, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que introduziu o cultivo mecanizado de arroz branco em grande escala nas terras Xavante. O projeto durou menos de uma década, mas suas consequências permanecem até os dias atuais, ao transformar o arroz branco, que tem suas vitaminas e minerais retirados no processo de polimento, em base da dieta alimentar.
A competição internacional oferece a estudantes de países de baixa e média renda um estágio de pesquisa de três meses no Wellcome Trust Sanger Institute, em Cambridge, Reino Unido. A estudante planeja viajar no segundo semestre deste ano.
O processo de seleção do Sanger Prize consiste em duas etapas. Primeiro, os candidatos enviam o currículo, uma carta de interesse e detalhes de contato de árbitros acadêmicos. Em seguida, cada candidato deve escrever um ensaio analisando uma grande iniciativa genômica da última década, avaliando seu impacto e como cumpriu suas promessas.
Beatriz escreveu o trabalho Desvendando os genomas eucarióticos da Terra: por que não sequenciar tudo? que trata do Earth BioGenome Project (EBP), iniciativa que busca sequenciar e catalogar os genomas de todas as espécies eucarióticas atualmente descritas na Terra durante um período de dez anos. “Eu queria focar no sequenciamento, mas não tinha uma iniciativa em mente. Quase como uma brincadeira, perguntei a mim mesma: ‘Por que não sequenciar tudo?’. Essa pergunta me levou ao projeto Darwin Tree of Life, que havíamos discutido em uma reunião de laboratório anterior, e, finalmente, ao EBP”, explicou a graduanda à assessoria de imprensa do Cena.
Entre 13 e 18 de abril de 2025, aconteceu na província de Hainan, China, o Tropical Youth Leadership Camp, evento organizado pela Liga de Universidades Tropicais (League of Tropical Universities – LTU), sob coordenação da Universidade de Hainan, da qual a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) é uma das instituições integrantes.
Na oportunidade, a Esalq foi representada pela presidente da Comissão de Pesquisa e Inovação (CPqI), professora Aline Cesar, do departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos e pelo doutorando Marcelo Chan Fu Wei, do programa de Pós-graduação em Engenharia de Sistemas Agrícolas.
“Representamos a USP e a Esalq na reunião do Conselho Presidencial para a discussão das diretrizes futuras da LTU, incluindo a indicação e eleição da permanência da Hainan University na presidência, inclusão dos novos integrantes e novas parcerias no ensino, pesquisa e inovação”, relata a presidente da CPqI.
A IA generativa (GenAI) não está apenas revolucionando o software, ela está prestes a remodelar o mundo físico de maneiras que podem resolver alguns dos desafios mais urgentes da sociedade.
Um dos mais prementes é a agricultura. À medida que a população global cresce e as condições climáticas se tornam mais instáveis, a capacidade de plantar, cuidar e colher culturas com rapidez e precisão nunca foi tão crítica.
Em regiões que enfrentam escassez de mão de obra e janelas estreitas de plantio, atrasos de apenas alguns dias podem resultar em grandes perdas de produtividade. A GenAI, incorporada em robôs autônomos, oferece uma solução potencial: sistemas capazes de se adaptar a ambientes agrícolas desestruturados e em constante mudança, e de executar tarefas críticas com percepção e flexibilidade em nível humano.
Reconhecido como o “Nobel” da agricultura. O anúncio de sua nomeação ocorreu na noite desta terça-feira (13) na sede da Fundação World Food Prize, nos Estados Unidos, criada pelo Nobel da Paz Norman Borlaug, pai da revolução verde. A solenidade de entrega da homenagem será realizada em 23 de outubro, em Des Moines (EUA).
O prêmio reconhece anualmente as personalidades que contribuem para o aprimoramento da qualidade e da disponibilidade de alimentos no mundo e também é conhecido como o “Nobel” da agricultura e alimentação, uma vez que essa categoria não é contemplada nas categorias oficiais do Nobel.
Para a pesquisadora, por muitos anos, o conceito predominante era o de produzir alimentos para acabar com a fome no mundo, no entanto, seu trabalho sempre esteve pautado na produção de alimentos de forma sustentável. “Hoje, percebo uma crescente demanda global por maior produção e qualidade de alimentos, mas com sustentabilidade — reduzindo a poluição do solo e da água e diminuindo as emissões de gases de efeito estufa”, ressalta. “Minha abordagem busca 'produzir mais com menos' — menos insumos, menos água, menos terra, menos esforço humano e menor impacto ambiental”, sempre rumo a uma agricultura regenerativa, reforça.