Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2025 | Número: 281
Período: 31/10 a 06/11/2025 | Elaboração: Stella dos Santos
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2025 | Número: 281
Período: 31/10 a 06/11/2025 | Elaboração: Stella dos Santos
A tarde se acomoda devagar entre as árvores, deixando que a luz se espalhe em tons quentes sobre o campo aberto. O prédio ao fundo surge como um guardião antigo, observando tudo em silêncio, como quem já viu muitas estações passarem. As folhas no chão contam sobre o tempo que muda, sobre ciclos que se repetem. E ali, quase discreto, um gato observa o mesmo cenário, atento, tranquilo, pertencente. Há uma paz que não precisa ser dita, um diálogo silencioso entre a natureza, a arquitetura e a vida que acontece sem pressa. É um momento em que tudo simplesmente existe e isso basta.
O registro fotográfico desta edição do Dicas & Notícias é de José Benedito Vizioli Libório, funcionário da ESALQ/USP.
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
A Universidade de São Paulo lançou uma nova versão da plataforma Alumni USP, iniciativa que busca fortalecer o vínculo entre a instituição e seus ex-alunos, promovendo redes de relacionamento, apoio profissional e a integração contínua com a comunidade acadêmica. A atualização amplia a capacidade de conexão entre egressos e oferece novos recursos para estimular a troca de experiências, oportunidades e colaboração.
A plataforma reúne ex-alunos de todas as unidades da USP, permitindo que os cadastrados criem perfis, encontrem colegas, participem de eventos e acessem conteúdos exclusivos. Entre as novidades, destaca-se a possibilidade de mapear trajetórias profissionais e acadêmicas, facilitando a construção de redes de contato que podem contribuir para o desenvolvimento de carreiras, projetos e iniciativas coletivas.
O novo ambiente digital também reforça o compromisso da universidade com a valorização de sua história e de seus integrantes, reconhecendo o papel essencial de seus ex-alunos na construção da imagem e da relevância da USP na sociedade. Ao incentivar o diálogo e a cooperação entre diferentes gerações, a plataforma estimula a circulação de conhecimento e a continuidade dos laços estabelecidos durante o período universitário.
Com a modernização da Alumni USP, a universidade consolida um espaço dinâmico de interação e pertencimento, que celebra as trajetórias individuais ao mesmo tempo em que fortalece a memória institucional. A iniciativa reafirma o compromisso da USP com a educação pública, a formação cidadã e a colaboração constante entre aqueles que fazem e fizeram parte de sua história.
Conexões acadêmicas que acompanham você.
Thais Cristiane Campos de Moraes é Chefe Técnica do Atendimento e Orientação ao Usuário na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
O JSTOR é uma biblioteca digital que reúne periódicos acadêmicos, livros eletrônicos e coleções de fontes primárias de diversas áreas do conhecimento. A plataforma oferece acesso a materiais de alta qualidade produzidos por instituições de pesquisa e editoras reconhecidas internacionalmente. Voltada à comunidade acadêmica, é um recurso essencial para estudantes, docentes e pesquisadores que buscam aprofundar estudos, construir embasamento teórico e apoiar atividades de ensino e investigação científica.
Por meio do JSTOR, é possível realizar buscas por temas, autores, periódicos ou palavras-chave, facilitando a localização de conteúdos relevantes de forma rápida e organizada. A interface intuitiva permite consultar obras completas, salvar leituras, criar listas de referências e acessar conteúdos de qualquer dispositivo, tornando o processo de pesquisa mais eficiente e integrado ao dia a dia acadêmico.
Com um acervo que abrange diferentes campos do conhecimento, a biblioteca digital se consolida como uma ferramenta confiável e abrangente para quem busca fontes qualificadas e atualizadas. Sua proposta é oferecer um ambiente de estudo estável e acessível, favorecendo a construção de análises consistentes, o aprofundamento teórico e o desenvolvimento contínuo da produção acadêmica.
Fontes confiáveis para aprofundar ideias, ampliar perspectivas e construir novos conhecimentos.
Thais Cristiane Campos de Moraes é Chefe Técnica do Atendimento e Orientação ao Usuário na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Esta obra oferece uma análise profunda e envolvente sobre a história e a natureza humana por trás da moeda. A partir das primeiras formas de pagamento até as inovações digitais contemporâneas, o leitor é conduzido a compreender como certos comportamentos e necessidades ligadas ao comércio permanecem constantes, independentemente do meio utilizado. Por meio de paralelos entre moedas antigas, moedas sem face e tecnologias financeiras modernas, o autor apresenta uma investigação que combina contexto histórico, reflexão econômica e insights sobre a evolução social. Mais do que um estudo sobre finanças, o livro é uma viagem que conecta passado e futuro, revelando como o dinheiro molda e espelha as interações humanas.
Compreender a evolução do dinheiro é entender a relação permanente da humanidade com valor, troca e confiança.
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad é Chefe Técnica do Processo Formação e Manutenção do Acervo, da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Este livro convida o leitor a explorar o universo profundo e ainda pouco compreendido das árvores, revelando sua engenhosidade, resiliência e papel essencial na vida do planeta. Com linguagem envolvente e fundamentada, o renomado botânico Francis Hallé apresenta descobertas fascinantes sobre a arquitetura vegetal, os processos que sustentam o crescimento e a longevidade das espécies, e as surpreendentes estratégias pelas quais elas habitam e transformam o mundo ao seu redor.
Mais do que uma obra científica, trata-se de um chamado a uma revolução intelectual na forma como percebemos a flora. Ao reconhecer a autonomia, a complexidade e a grandeza desses seres, somos conduzidos a refletir sobre nossa relação com o ambiente e a urgência de preservar o que sustenta a vida. É um convite para admirar, aprender e respeitar as árvores, guardiãs silenciosas do tempo e da terra.
Compreender as árvores é abrir espaço para uma nova forma de perceber a natureza e a nós mesmos.
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad é Chefe Técnica do Processo Formação e Manutenção do Acervo, da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
A Universidade de São Paulo, por meio da ABCD, apresenta a nova experiência da plataforma ScienceDirect, agora equipada com ferramentas avançadas de busca, acesso integrado a ebooks e periódicos atualizados e recomendações personalizadas de conteúdo. Essas melhorias permitem que estudantes e pesquisadores encontrem informações relevantes com mais rapidez e explorem conteúdos de forma mais intuitiva e direcionada.
A atualização reforça o compromisso com a democratização do conhecimento científico, alinhando-se às propostas da Semana Internacional do Acesso Aberto 2025 e destacando a importância de disponibilizar recursos acadêmicos de qualidade para toda a comunidade de pesquisa.
Acesse www.abcd.usp.br e conheça os produtos e serviços oferecidos pela Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Elisabeth Adriana Dudziak é Chefe Divisão de Gestão de Desenvolvimento, Inovação e Coleções Digitais da Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Biblioteca Central: segunda a sexta-feira, das 7h45 às 22h;
Biblioteca Setorial do LES: segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.
Aproveite a facilidade do aplicativo Bibliotecas USP e mantenha em dia o prazo do seu empréstimo.
A USP é a instituição pública com maior quantidade de cursos avaliados como excelentes, segundo o Guia da Faculdade do Estadão. Na edição de 2025, dos 143 cursos de graduação avaliados da USP, 123 alcançaram nota máxima de cinco estrelas e 20 foram classificados com quatro estrelas.
A Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) ocupa a segunda posição entre as melhores universidades públicas do Brasil, com 67 cursos de graduação avaliados como excelentes, seguida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 53 cursos. Juntas, as três instituições paulistas são responsáveis por um em cada quatro cursos cinco estrelas em todo o País.
A Nestlé acaba de dar um novo passo em sua estratégia de sustentabilidade na produção de leite ao firmar uma parceria com o Banco do Brasil. O acordo prevê, inicialmente, R$ 100 milhões em crédito rural para financiar projetos de agricultura regenerativa em fazendas participantes do Nature por NINHO, maior programa de sustentabilidade da cadeia do leite no país.
“A parceria rompe uma das principais barreiras para a transição em escala: o acesso ao financiamento com taxas competitivas”, afirma Bárbara Sollero, head de agricultura regenerativa da Nestlé.
O Nature por NINHO, que evoluiu com o tempo, inclusive no nome, atua como um modelo de produção que combina eficiência produtiva, bem-estar animal e redução de emissões. Hoje, cerca de mil produtores fazem parte do programa nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. A iniciativa receberá R$ 150 milhões em investimentos até 2027.
Relatório elaborado pela agência de comunicação Bori, com a base de dados Overton, plataforma internacional dedicada a mapear a interface entre ciência e políticas públicas, aponta que 22 pesquisadores da USP estão entre os cientistas brasileiros que mais influenciam decisões. Entre os mais influentes estão Pedro Brancalion, Carlos Eduardo Pelegrino Cerri e Ricardo Ribeiro Rodrigues, docentes da ESALQ.
Segundo o relatório, que listou, ao todo, 107 pesquisadores, os professores têm, pelo menos, 150 citações em documentos estratégicos, relatórios técnicos e pareceres usados por governos, organismos internacionais e organizações da sociedade civil publicados desde 2019 até a data de extração das informações (julho de 2025).
Todas as noites, as saúvas, ou formigas cortadeiras, saem à procura de folhas. Não as comem – levam direto para o formigueiro, onde cultivam um fungo. Esse sim é o banquete.
O sistema é resultado de milhões de anos de cooperação entre espécies, calibrado pela evolução para o sistema de dia-e-noite de 24 horas que vive a Terra. Esses ciclos diários de atividades sincronizadas são vistos em diferentes níveis. Cada formiga desempenha a sua função: enquanto algumas buscam folhas, outras limpam a colônia, cuidam das mais novas ou se reproduzem.
Pesquisadores do Instituto de Biociências (IB) da USP demonstraram que perturbações nesses sistemas organizados pelo tempo geram efeitos comparáveis ao jet lag – a dessincronização que humanos sentem ao mudar de fuso horário. Resultados obtidos sugerem que a desordem temporal impõe um custo energético à colônia: os insetos se alimentam mais e coletam menos folhas.
Graduada em Química pela Universidade Mackenzie e com mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), Cecília Nunez é pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e professora dos programas de pós-graduação em Botânica do Inpa, em Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e do Mestrado em Biotecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Curiosa desde a infância e incentivada pelo pai a compreender o funcionamento das coisas, ela construiu uma carreira marcada pela interdisciplinaridade e pela busca por soluções biotecnológicas a partir da flora amazônica. Nesta entrevista, Cecília, que participou este ano pela quarta vez como avaliadora da CAPES dos programas de pós-graduação, fala da sua trajetória acadêmica, das suas linhas de pesquisa com plantas amazônicas, da importância de atrair pesquisadores para o Brasil, de valorizar mais a pesquisa feita no país e de fazer a ciência crescer em todas as regiões.
Do alto de uma torre de 40 metros em uma reserva nas proximidades de Manaus (AM), o biólogo Dalton Amorim se assombra. “O que vemos aqui é de tal beleza e complexidade que explode o coração. Temos 360 graus, até o limite do horizonte, de floresta primária pura, com todos esses tons de verde-limão, verde-acinzentado, verde-alaranjado, verde-amarronzado, verde-escuro… Cada copa tem um formato diferente. É uma riqueza brutal e linda, até difícil de explicar para quem não pode vir aqui.”
Essa está longe de ser sua primeira incursão na Floresta Amazônica ou subida na torre da Reserva ZF-2, do Inpa, mas desta vez o professor da USP partiu de Ribeirão Preto (SP) com o objetivo de encerrar a primeira etapa de um trabalho sobre a biodiversidade de insetos da Amazônia, acompanhado pelo Jornal da USP. O entomólogo (estudioso de insetos) tem várias décadas de experiência no laboratório e em campo, mas nunca deixa de se surpreender com o que encontra. Nem poderia. O que os cientistas já conhecem da fauna amazônica, especialmente dos insetos, são algumas gotas d’água num oceano de espécies, habitando cada canto da floresta e cada altura – daí a importância da torre e outras técnicas inovadoras de coleta.