Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2025 | Número: 269
Período: 08 a 14/08/2025 | Elaboração: Stella dos Santos
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2025 | Número: 269
Período: 08 a 14/08/2025 | Elaboração: Stella dos Santos
No final de tarde na Gloriosa ESALQ, a luz dourada do sol se espalha pelos gramados e jardins, realçando a beleza histórica do campus. O busto de Luiz de Queiroz se destaca em primeiro plano, enquanto ao fundo o Edifício Central se impõe com elegância. É uma vista que une tradição, natureza e história, tornando cada fim de dia aqui um espetáculo à parte.
O registro fotográfico desta edição do Dicas & Notícias foi feita por uma estudante de Ciências Econômicas.
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
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Marcia Regina Migliorato Saad é Chefe Técnica da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Um estudo recém-publicado na revista científica Phytopathology traz avanços importantes para a compreensão da transmissão de vírus em plantas de interesse agrícola. A pesquisa, que conta com a participação do professor Carlos Holger Wenzel Flechtmann, referência internacional em acarologia e docente sênior da ESALQ/USP, descreve pela primeira vez o ácaro Calacarus corymbosi como vetor do Blueberry Necrotic Ring Blotch Virus (BNRBV), pertencente ao gênero Blunervirus da família Kitaviridae.
O BNRBV foi identificado pela primeira vez em 2006, na Flórida (EUA), causando manchas necróticas anelares nas folhas de mirtilo. Até então, suspeitava-se de uma possível transmissão por ácaros do gênero Brevipalpus, conhecidos vetores de outros kitavírus. No entanto, o estudo demonstrou que, embora eriophídeos e Brevipalpus adquiram o vírus, apenas o novo ácaro descrito — Calacarus corymbosi — foi capaz de transmiti-lo entre plantas.
Além de ampliar o conhecimento sobre a epidemiologia dos blunervírus, este trabalho estabelece um modelo para investigar a transmissão de um grupo de vírus que tem ganhado relevância crescente na agricultura.
Este artigo é indicado para pesquisadores, estudantes e profissionais em fitopatologia e acarologia.
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad é Chefe Técnica do Processo Formação e Manutenção do Acervo, da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Voltadas a produtores, estudantes e interessados no agronegócio, as obras oferecem conteúdos que vão desde o cultivo de plantas medicinais e frutíferas até estratégias para aumentar a produtividade de culturas estratégicas.
Traz dados botânicos, agronômicos e de uso medicinal de espécies conhecidas como camomila no Brasil, alertando para erros de identificação. Destaca ainda seu potencial ornamental, formas de cultivo e pesquisas sobre propriedades terapêuticas.
Resgata a importância histórica do marmelo e orienta sobre manejo, variedades e cuidados fitossanitários. Mostra como ações de resgate vêm incentivando novamente o cultivo dessa fruta no país.
Apresenta técnicas para reduzir perdas na colheita, com orientações sobre regulagem de máquinas, ponto ideal e preservação da qualidade dos grãos.
As publicações estão disponíveis para consulta na Biblioteca da ESALQ e também para acesso online, gratuitamente, no Portal de Livros Abertos da USP.
A publicação possui linguagem clara, conteúdo é ricamente ilustrado e bem referenciado, o que a torna útil tanto para produtores, extensionistas e estudantes .
Silvio Douglas Dias Bacheta é responsável pela divulgação de produtos e serviços da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Biblioteca Central: segunda a sexta-feira, das 7h45 às 22h;
Biblioteca Setorial do LES: segunda a sexta-feira, das 8h às 22h
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Esta edição do boletim Por Dentro da USP encerra a série que apresentou todos os centros de estudos multidisciplinares que promovem pesquisas inovadoras voltadas para os grandes desafios da sociedade em diferentes áreas do conhecimento. Estes centros reúnem docentes, pesquisadores e estudantes de diversas unidades da Universidade em torno de temas estratégicos, incentivando a colaboração científica, a produção de conhecimento interdisciplinar e a articulação com políticas públicas e demandas sociais.
O episódio conta com a entrevista do professor Durval Dourado Neto, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba, que é o coordenador do Centro de Agricultura Tropical Sustentável (STAC, na sigla em inglês para Sustainable Tropical Agriculture Center).
Com o desafio de alinhar a produção agropecuária à agenda climática global, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Embrapa e o Instituto 17, desenvolveram a ABC+Calc, uma ferramenta inovadora voltada ao monitoramento das emissões no manejo de resíduos da produção animal (MRPA). A iniciativa é fruto de uma cooperação no âmbito do Plano ABC+ e da Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC), programa liderado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que visa combater as mudanças climáticas e melhorar a qualidade do ar por meio da redução de poluentes de vida curta, como o metano.
A vida microscópica presente no solo pode ser a chave para o sucesso – ou o fracasso – no controle biológico de doenças em lavouras de trigo. É o que mostra um estudo inédito liderado pela Embrapa Meio Ambiente, que revela como a diversidade microbiana influencia diretamente a eficácia de bactérias benéficas usadas como inoculantes. Em solos com pouca diversidade, a cepa Pseudomonas inefficax CMAA1741 demonstrou ação mais eficiente contra o fungo Bipolaris sorokiniana, causador da mancha marrom e da podridão radicular no trigo.
Para a bolsista da Embrapa Meio Ambiente Caroline Sayuri Nishisaka, o trabalho revela um paradoxo: solos com microbioma mais simples são ao mesmo tempo mais vulneráveis a doenças e mais receptivos a tratamentos biológicos. Em outras palavras, a ausência de diversidade permite que os microrganismos patogênicos se instalem com facilidade, mas também abre espaço para que bactérias benéficas atuem com mais liberdade, sem enfrentar grande competição.
Esse achado pode mudar a forma como o biocontrole é planejado no campo. “A composição microbiana do solo interfere diretamente na capacidade de atuação dos inoculantes”, explica a equipe da Embrapa. “Não basta apenas aplicar uma bactéria eficiente; é preciso conhecer o ambiente onde ela será introduzida.”
Em um evento crucial para a agenda ambiental e agrícola brasileira, os "Diálogos pelo Clima", promovidos pela Embrapa, reuniram no dia 6 de agosto especialistas em Porto Alegre (RS) para discutir o papel da ciência diante dos desafios impostos pelas mudanças do clima nos biomas da região Sul: Pampa e Mata Atlântica. O objetivo central foi contribuir para a construção de uma agricultura cada vez mais forte, inovadora e sustentável, gerando subsídios para a COP30, que será realizada no Brasil.
A programação da tarde, segundo bloco do evento, discutiu e destacou a importância da ciência e da pesquisa agropecuária para enfrentar os desafios das mudanças climáticas no Brasil, especialmente na região Sul. A primeira apresentação técnica sobre o papel da ciência diante dos desafios impostos pelas mudanças do clima nos biomas do Sul do Brasil foi conduzida pelo pesquisador Hamilton Justino Vieira, do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram/Epagri), que falou sobre as Inovações para o desenvolvimento rural sustentável”. De acordo com ele, a pesquisa agropecuária no Sul do Brasil, especialmente em Santa Catarina, tem uma longa história, com estudos climáticos que remontam à criação da Epagri há 50 anos. “Essa trajetória permitiu o desenvolvimento de um dos primeiros zoneamentos agroclimáticos do estado, fundamentado na relação solo-planta-clima”, enfatizou. Esse estudo foi publicado em 1978 e trouxe novas perspectivas para os setores agropecuários de maneira geral e abriu caminho para muitos estudos e avaliações posteriores.