Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2025 | Número: 278
Período: 10 a 16/10/2025 | Elaboração: Stella dos Santos
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2025 | Número: 278
Período: 10 a 16/10/2025 | Elaboração: Stella dos Santos
As árvores se enchem de cor, o vento traz novos aromas e o campus ganha aquele ar de recomeço que só essa estação tem. Entre o busto histórico e o prédio central, a paisagem revela a harmonia entre tradição, ciência e natureza, mostrando que aqui o conhecimento também floresce com a vida.
O registro fotográfico desta edição do Dicas & Notícias é de José Benedito Vizioli Libório, funcionário da ESALQ/USP.
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
O Scopus é uma base de dados multidisciplinar da Elsevier que reúne resumos, citações e indicadores de impacto de publicações científicas de todo o mundo. Voltada a estudantes, docentes e pesquisadores, a plataforma oferece acesso a conteúdos de alta qualidade, abrangendo áreas como Ciências Agrárias, Biológicas, Exatas, Humanas e Sociais Aplicadas. Por meio de uma interface intuitiva e recursos avançados de busca, o Scopus facilita a descoberta de referências relevantes e atualizadas para atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Além da ampla cobertura de periódicos e conferências, o Scopus disponibiliza ferramentas que permitem acompanhar o desempenho de publicações, autores e instituições, oferecendo uma visão aprofundada sobre tendências de pesquisa e colaborações científicas. Esses recursos contribuem para o desenvolvimento de estudos mais consistentes e embasam a tomada de decisões acadêmicas e institucionais.
Integrado ao acervo de bases de dados assinadas pela USP, o Scopus está disponível para toda a comunidade da ESALQ. O acesso pode ser realizado pelo portal de bases de dados da Biblioteca, garantindo que estudantes, professores e pesquisadores explorem todo o potencial dessa ferramenta essencial para a construção e disseminação do conhecimento científico.
Conhecimento científico e referências de impacto ao seu alcance!
Thais Cristiane Campos de Moraes é Chefe Técnica do Atendimento e Orientação ao Usuário na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Esta publicação oferece uma análise abrangente sobre o capim-pé-de-galinha (Eleusine indica (L.) Gaertn.), espécie que hoje representa um dos maiores desafios para a produção agrícola no Brasil e no mundo. Reunindo informações atualizadas sobre biologia, ecologia, resistência a herbicidas e práticas de manejo, o livro busca apoiar produtores, técnicos e pesquisadores na adoção de estratégias eficazes de controle. Com uma abordagem clara e fundamentada em evidências científicas, a obra destaca a importância do manejo integrado e da difusão de conhecimento qualificado para mitigar os impactos dessa planta daninha e promover sistemas produtivos mais sustentáveis.
Conhecimento e manejo integrado como caminhos para superar a resistência e preservar a produtividade.
Thais Cristiane Campos de Moraes é Chefe Técnica do Atendimento e Orientação ao Usuário na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
A segunda edição do Glossário Visual de Conservação: Um Guia de Danos Comuns em Livros e Obras em Papel revisita e aprimora o trabalho de pesquisa de Camila Zanon Paglione, desenvolvido no Laboratório de Conservação e Restauro da BBM. Reunindo de forma clara e ilustrada os principais tipos de deterioração que afetam livros e documentos, a obra se torna um recurso indispensável para o manejo e a preservação de acervos em bibliotecas e centros de informação. Com definições revisadas e imagens mais precisas, o glossário reforça o compromisso das instituições com a conservação preventiva e o acesso sustentável ao conhecimento.
Conhecimento técnico a serviço da preservação do patrimônio documental.
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad é Chefe Técnica do Processo Formação e Manutenção do Acervo, da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
A Semana Internacional do Acesso Aberto 2025 é uma iniciativa global dedicada à promoção da ciência aberta e ao uso livre do conhecimento científico. Com o tema “Quem possui nosso conhecimento?”, o evento convida pesquisadores, instituições e a sociedade a refletirem sobre a propriedade e o controle das produções acadêmicas em um cenário de rápidas transformações tecnológicas. A proposta reforça o papel das universidades e comunidades científicas na construção de um ecossistema de pesquisa mais transparente e acessível.
Durante a semana, são promovidas ações, debates e campanhas que incentivam modelos sustentáveis de publicação, como o Acesso Aberto Diamante e o Subscribe to Open (S2O), voltados à difusão gratuita e colaborativa do conhecimento. O movimento também estimula discussões sobre práticas editoriais mais éticas e inclusivas, reduzindo a dependência de grandes editoras e promovendo formas comunitárias de avaliação científica.
A programação e os materiais da Semana do Acesso Aberto estão disponíveis no site da Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP (ABCD/USP), com acesso livre a todos os interessados e atividades que podem ser adaptadas e desenvolvidas por instituições e comunidades locais ao longo de todo o ano.
Acesse www.abcd.usp.br e conheça os produtos e serviços oferecidos pela Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Elisabeth Adriana Dudziak é Chefe Divisão de Gestão de Desenvolvimento, Inovação e Coleções Digitais da Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Biblioteca Central: segunda a sexta-feira, das 7h45 às 22h;
Biblioteca Setorial do LES: segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.
Aproveite a facilidade do aplicativo Bibliotecas USP e mantenha em dia o prazo do seu empréstimo.
A consolidação da inteligência artificial (IA) generativa, com ferramentas como ChatGPT, Gemini, Claude, DeepSeek e afins, está transformando significativamente a produção de conhecimento acadêmico. Ferramentas que auxiliam na redação, análise de dados e geração de ideias se tornaram onipresentes, prometendo aumentar a eficiência e democratizar o acesso à produção científica. No entanto, essa revolução tecnológica impõe um dilema ético central aos pesquisadores, colocando-os diante da escolha entre seguir a recomendação consensual de declarar o uso de IA e arriscar sua credibilidade, ou omiti-lo e comprometer a integridade científica. Este paradoxo, no qual a transparência colide com custos sociais, revela tensões entre ética, percepção e inovação na academia.
Internacionalmente, temos praticamente um consenso da necessidade de transparência. Entidades, como o Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas (International Committee of Medical Journal. Editors, ICMJE) e o Comitê de Ética em Publicação (Committee on Publication Ethics, COPE), e editoras, a exemplo de Cambridge, Elsevier, Oxford, Taylor & Francis, exigem que autores declarem explicitamente o emprego de IAs generativas. Sampaio, Sabbatini, Limongi (2024, p. 20) nas Diretrizes para uso ético e responsável da Inteligência Artificial Generativa1 recomendam que a declaração seja feita ao final do trabalho, no formato “Declaração de IA e tecnologias assistidas por IA no processo de escrita”.
A Nestlé participará ativamente da COP30, que será realizada entre 10 e 21 de novembro em Belém (PA), com uma agenda voltada à transição para sistemas alimentares regenerativos e à sustentabilidade nas cadeias produtivas. A companhia estará representada nas principais áreas da conferência, como a Blue Zone, a Green Zone e a Agri Zone, além de integrar a programação paralela da C.A.S.E, coalizão formada por grandes empresas nacionais, como Bradesco, Itaúsa, Itaú, Natura e Vale.
Com presença global em mais de 180 países e metas de alcançar emissões líquidas zero até 2050, a Nestlé quer se posicionar na COP30 como parte de um compromisso essencial com a segurança alimentar e a resiliência dos sistemas produtivos.
Aeronaves não tripuladas de múltiplos usos, os drones vêm sendo empregados em missões de monitoramento, detecção e combate a incêndios em vários países. Modelos em sua maioria importados são usados por órgãos de defesa civil de estados e municípios brasileiros. Os resultados obtidos em campo têm motivado o desenvolvimento de inovações e versões nacionais desses equipamentos. Na Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos, está em curso o projeto de um drone que usa sensores e sistemas de inteligência artificial (IA) para medir a concentração de gases de efeito estufa (GEE) a fim de monitorar condições ambientais de áreas de matas e florestas e identificar focos de incêndio. As empresas paulistas Xmobots, também de São Carlos, e Indústria de Aeronaves Remotamente Pilotadas (UAVI), de São José dos Campos, interior paulista, colocaram drones anti-incêndio no mercado.
“Nosso aparelho foi pensado para ser um complemento a outras ferramentas, como satélites, torres de observação e aviões, usadas para monitorar florestas e grandes áreas rurais”, declara o engenheiro mecânico e coordenador do projeto Glauco Caurin, do Departamento de Engenharia Aeronáutica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. Os drones, argumenta o pesquisador, têm características que tornam mais eficiente o monitoramento ambiental. Enquanto satélites captam imagens do terreno apenas uma ou duas vezes ao dia, o drone tem sua trajetória e frequência de voo definidas pelo usuário, conforme a prioridade de cada cenário de risco.
Um sistema robótico autônomo, que opera à noite, batizado de LumiBot, é capaz de gerar dados que permitem a construção de modelos para fazer o diagnóstico precoce de nematoides em plantas de algodão e soja antes mesmo do aparecimento dos sintomas.
O robô foi apresentado no Simpósio Nacional de Instrumentação Agropecuária (Siagro), que começou na terça-feira (14) e termina nesta quinta-feira (16), no Laboratório de Referência Nacional em Agricultura de Precisão (Lanapre), localizado no Campo Experimental em Automação Agropecuária, da Embrapa Instrumentação, em São Carlos (SP).
Desenvolvido em parceria com a Cooperativa Mista de Desenvolvimento do Agronegócio (Comdeagro), de Mato Grosso, o LumiBot emite luz ultravioleta-visível sobre as plantas e analisa a fluorescência capturada nas imagens das folhas, com câmeras científicas.