Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2026 | Número: 287
Período: 02 a 08/01/2026 | Elaboração: Stella dos Santos
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2026 | Número: 287
Período: 02 a 08/01/2026 | Elaboração: Stella dos Santos
Ao abrir a primeira edição do Dicas & Notícias em 2026 com esta fotografia, o contraste se torna intencional: o passado recente, registrado em 2019 em frente ao prédio de Graduação, dialoga com o presente que se constrói agora. Aquilo que foi captado por um celular retorna como símbolo de continuidade, memória e esperança, revelando que o tempo não apaga os significados, apenas os transforma. Assim como as flores que caem para dar lugar a novos brotos, este novo ano se apresenta como terreno fértil para ideias, projetos e descobertas, reafirmando o aprendizado como um processo vivo, em constante renovação.
O registro fotográfico desta edição do Dicas & Notícias é de Adriano Godinho, funcionário da ESALQ /USP.
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
A Biblioteca “Dina Bueno Moretti” da ESALQ oferece mais facilidade aos usuários com a disponibilização da caixa de devolução de livros, uma solução prática pensada para tornar o processo de devolução mais simples, rápido e acessível. Com esse recurso, os usuários podem devolver seus materiais de forma segura e conveniente, mesmo fora do atendimento do balcão.
Os livros depositados na caixa são recolhidos diariamente e processados no sistema da biblioteca no horário das 8h às 21h30, garantindo a atualização correta dos registros. As devoluções em atraso continuam sendo contabilizadas conforme o regulamento vigente e o comprovante de devolução enviado automaticamente por e-mail ao usuário, mantendo a transparência e tranquilidade ao processo.
Após a devolução, os exemplares passam por análise do estado de conservação, assegurando o bom uso do acervo e reforçando a responsabilidade compartilhada entre instituição e usuários. A iniciativa reforça o compromisso da biblioteca em oferecer serviços cada vez mais eficientes, promovendo comodidade, organização e uma experiência mais fluida para toda a comunidade acadêmica.
Uma iniciativa que aproxima a comunidade acadêmica do conhecimento com mais praticidade.
Thais Cristiane Campos de Moraes é Chefe Técnica do Atendimento e Orientação ao Usuário na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
A narrativa acompanha Maya e seus amigos na metrópole de Vila Verde, um cenário marcado pelo excesso de concreto e pelo distanciamento da natureza. Guiados pelo Professor Carlos Cerri, o grupo descobre que os caminhos para a sustentabilidade vão além da tecnologia e passam, sobretudo, pela valorização do solo e dos processos naturais que sustentam a vida. Ao longo da história, a força da nova geração se une ao conhecimento da terra para revelar que a saúde do ambiente urbano depende de relações mais conscientes e respeitosas com a natureza. Mais do que uma aventura, o livro propõe uma reflexão sensível sobre pertencimento, responsabilidade coletiva e esperança na transformação das cidades.
O cuidado com a terra é o ponto de partida para um futuro urbano mais equilibrado, vivo e sustentável.
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad é Chefe Técnica do Processo Formação e Manutenção do Acervo, da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
As três publicações constituem um conjunto articulado de reflexões sobre o desempenho das universidades de interesse público e os limites dos rankings privados que as classificam. Produzidas por especialistas vinculados às mais relevantes instituições de ensino superior do país, as obras examinam a associação entre governança universitária e o uso da ciência da informação no desenvolvimento de instrumentos de monitoramento, análise e difusão da performance institucional. Ao longo das edições, aprofunda-se o debate sobre a necessidade de uma política pública estruturada, capaz de acompanhar adequadamente as métricas de desempenho em contextos regionais e globais, tendo como referência marcos contemporâneos de avaliação. As publicações convergem ao propor um modelo que supera a centralidade exclusiva de publicações e citações, incorporando de forma integrada o ensino, a pesquisa, a extensão, a cultura e, sobretudo, os impactos benéficos gerados à sociedade. Juntas, as três edições delineiam uma perspectiva multidimensional e transformadora de avaliação, alinhada às mudanças globais e ao papel estratégico da universidade pública no desenvolvimento social.
A compreensão das métricas de desempenho é essencial para fortalecer a governança universitária e ampliar os impactos positivos da universidade pública na sociedade.
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad é Chefe Técnica do Processo Formação e Manutenção do Acervo, da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Esta publicação reúne os resultados dos concursos de poesia e fotografia promovidos pela Comissão de Cultura e Extensão Universitária da ESALQ, com o propósito de incentivar a criatividade e a livre expressão artística entre estudantes, funcionários e a comunidade em geral. Por meio de versos e imagens, os participantes compartilharam suas percepções do mundo, suas emoções e suas reflexões mais íntimas, dando forma a narrativas sensíveis e plurais. As obras apresentadas refletem a diversidade de olhares e o talento dos autores, revelando a riqueza e a profundidade das experiências humanas. Mais do que um registro artístico, o livro se constitui como um espaço de encontro, diálogo e valorização da arte como expressão coletiva.
A expressão artística é uma ponte que conecta vivências, sentimentos e reflexões, revelando a diversidade das experiências humana.
Ligiana Clemente do Carmo Damiano é bibliotecária referencista da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Este manual propõe uma abordagem acessível e educativa para o monitoramento da saúde ambiental de riachos, utilizando invertebrados aquáticos como indicadores biológicos. Voltado a alunos, professores, produtores rurais e demais interessados, o conteúdo estimula a descoberta da diversidade de vida presente em riachos localizados em propriedades, cidades ou ambientes escolares. Ao incentivar o acompanhamento contínuo desses ambientes, a obra reforça a importância do cuidado coletivo com os recursos hídricos. Integrante da Série Produtor Rural, editada desde 1997 pela Divisão de Biblioteca da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, o manual cumpre o papel de difundir informações práticas e temas diversificados, contribuindo de forma efetiva para a Extensão Rural e para a conscientização ambiental.
Conhecer a vida nos riachos é um passo essencial para a conservação das águas e dos ecossistemas associados.
Eliana Maria Garcia é Chefe do Processo Informação Científica na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
A UNESCO vem destacando o modelo de Diamond Open Access como uma estratégia central para fortalecer a ciência aberta e ampliar o acesso equitativo ao conhecimento científico em todo o mundo. Diferente de outros modelos de publicação acadêmica, o Acesso Aberto Diamante elimina tanto as taxas cobradas dos leitores quanto os custos de publicação para os autores, garantindo que os resultados de pesquisa sejam disponibilizados gratuitamente e sem barreiras financeiras.
Baseado na gestão comunitária e no compromisso com a integridade científica, o Diamond Open Access valoriza a diversidade de idiomas, a inclusão de diferentes contextos regionais e a bibliodiversidade. Essa abordagem amplia a participação de pesquisadores de países e instituições com menos recursos e contribui para reduzir desigualdades históricas no sistema global de comunicação científica.
Ao promover esse modelo, a UNESCO reforça os princípios da Recomendação sobre Ciência Aberta, defendendo o conhecimento científico como um bem público global. A iniciativa busca fortalecer ecossistemas de publicação mais justos, colaborativos e sustentáveis, estimulando a cooperação internacional e o compartilhamento livre do saber em benefício da sociedade.
Acesse www.abcd.usp.br e conheça os produtos e serviços oferecidos pela Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Elisabeth Adriana Dudziak é Chefe Divisão de Gestão de Desenvolvimento, Inovação e Coleções Digitais da Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
De 15 de dezembro de 2025 a 20 de fevereiro de 2026, o horário de atendimento na Divisão de Biblioteca da Esalq/USP será:
Biblioteca "Dina Bueno Moretti": segunda a sexta-feira, das 7h45 às 18h;
Biblioteca Setorial do LES: segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Aproveite a facilidade do aplicativo Bibliotecas USP e mantenha em dia o prazo do seu empréstimo.
O solo como base para soluções de muitos problemas ambientais é o tema central do novo livro juvenil "Os Guardiões de Vila Verde". A obra foi lançada no início de dezembro, em comemoração ao Dia Mundial do Solo, pela Editora Fealq, em parceria com o Educarbon, projeto ligado ao Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON) da USP, voltado à educação ambiental e à divulgação científica sobre o solo, a agricultura sustentável e as mudanças climáticas. A obra está disponível para download gratuito neste link.
A obra fala de uma jovem em busca de soluções para as graves enchentes que ocorrem com cada vez mais frequência em sua cidade, atingindo e prejudicando inúmeras famílias, numa história que propõe uma reconexão entre o ser humano e a natureza. Uma relação que se tornou distante principalmente a partir do desenvolvimento de tecnologias digitais e virtuais, as quais passaram a ocupar todo o tempo e atenção das pessoas, especialmente das novas gerações.
A alimentação deixou de ser um tema periférico da saúde para ocupar o centro do debate científico sobre longevidade, cognição e funcionamento metabólico. Em 2025, pesquisas robustas mostraram que escolhas alimentares cotidianas atuam diretamente em mecanismos profundos do organismo, influenciando o envelhecimento celular, a integridade do sistema nervoso, a inflamação crônica e até a expectativa de vida. Comer passou a ser entendido não apenas como ingestão de nutrientes, mas como um fator biológico capaz de ativar ou silenciar processos determinantes para a saúde ao longo do tempo.
Ao longo do ano, estudos publicados em revistas científicas de referência reforçaram uma mudança de paradigma: alimentos específicos demonstraram impacto mensurável sobre o risco cardiovascular, a microbiota intestinal, a memória, o estresse oxidativo e a capacidade do corpo de lidar com contaminantes ambientais. A ciência deixou claro que o que se consome diariamente não apenas sustenta o corpo, mas interfere ativamente na forma como ele envelhece, adoece ou se protege.
A agropecuária brasileira, em que pese o fato de ter sido fornecido em bases científicas e sustentáveis, vive um momento decisivo. A conjuntura política, econômica, geopolítica e ambiental desafia o setor a se reinventar. Alguns exemplos são a crescente intensificação dos eventos climáticos extremos, a maior pressão pelo aumento de produtividade e a necessidade de aliar a sustentabilidade ambiental com a socioeconômica. Ponto chave nessa discussão é o olhar que pretende se dar à pequena e média agricultura brasileira, incluindo a agricultura familiar, uma vez que elas ficam “de lado” nos mais diversos fóruns.
Não apenas a necessidade de gerar emprego e renda, melhorar as condições de vida, mas também de manter a segurança alimentar e nutricional do país, exige ações imediatas para aumentar a resiliência e a sustentabilidade dos sistemas de produção. Visando o atingimento de tais conquistas, a Embrapa se dispersou como um de seus desafios de inovação a intensificação ou proposição de sistemas integrados de produção não convencionais.
O cientista do sistema terrestre Johan Rockström, um sueco de 59 anos, diretor do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático, na Alemanha, coordenou os estudos que levaram à criação do conceito de limites planetários. A expressão designa nove sistemas biofísicos e processos fundamentais para a Terra continuar habitável.
Em setembro de 2025, Rockström e seus colaboradores lançaram a segunda edição de um relatório anual que faz um check-up da “saúde” do planeta. A partir de uma série de parâmetros, cada um dos nove limites recebe um diagnóstico de sua situação – se está na zona de segurança, de risco ou de alto risco.
Plantações de soja, agrotóxicos e grilagem de terras na Amazônia brasileira: esse é o cenário. Em meio ao vasto território, existe um mito de a região florestal estar vazia, apesar de os povos tradicionais tentarem manter suas formas de vida. Por 18 meses de estudo etnográfico, Fabio Zuker, pesquisador da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP investigou a expulsão por sufocamento no Baixo Tapajós devido ao uso de glifosato em plantações de soja de terras griladas. Os casos ilustram dificuldades respiratórias, alimentares e econômicas como formas de expulsar indígenas, quilombolas e ribeirinhos de suas terras.
O artigo intitulado Expulsion by suffocation: Soybean plantations, toxicity, and land grabbing in the Brazilian Amazon foi publicado na revista Environment and Planning E: Nature and Space.