Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2026 | Número: 294
Período: 27/02 a 05/03/2026 | Elaboração: Stella dos Santos
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2026 | Número: 294
Período: 27/02 a 05/03/2026 | Elaboração: Stella dos Santos
Inaugurado em 1916, foi durante décadas o elo entre o centro de Piracicaba e o campus, conduzindo gerações de estudantes até a escola e marcando a rotina acadêmica da cidade. Hoje, preservado no campus, envolto por flores e luz suave, como se a natureza celebrasse sua trajetória: antes símbolo de movimento e chegada, agora é memória viva que floresce como parte da paisagem e da história da instituição.
O registro fotográfico desta edição do Dicas & Notícias é de Luiz Arthur Dias Moraes, aluno graduando em Engenharia Agronômica na ESALQ /USP.
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
A Divisão de Biblioteca da ESALQ tem ampliado seus serviços para oferecer mais praticidade e autonomia à comunidade acadêmica. Entre as facilidades disponíveis na Bibliotece Central, estão o totem de autoatendimento para empréstimos e a caixa de devolução de livros, recursos que tornam o uso da biblioteca mais ágil e conveniente no dia a dia de estudantes, pesquisadores e servidores.
O totem de autoatendimento permite que os próprios usuários realizem o empréstimo de materiais de forma simples e rápida, reduzindo filas e proporcionando maior independência no acesso ao acervo.
Já a caixa de devolução possibilita que os livros sejam entregues com facilidade, mesmo fora do atendimento direto no balcão, garantindo mais flexibilidade para quem utiliza os serviços da biblioteca. Os materiais depositados na caixa são recolhidos diariamente e processados no sistema durante o horário de funcionamento da biblioteca, e o comprovante de devolução é enviado automaticamente por e-mail ao usuário. Após o processamento, os exemplares passam por verificação de conservação pela equipe, assegurando o cuidado contínuo com o acervo e a qualidade dos serviços oferecidos.
Aproveite essas facilidades na sua próxima visita e descubra como pequenos recursos podem tornar a sua experiência na biblioteca ainda mais prática, rápida e eficiente.
Solução inteligente que transforma o atendimento, amplia a autonomia e otimiza o tempo acadêmico .
Marcia Regina Migliorato Saad é Chefe Técnica da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
A obra reúne de forma harmoniosa os conhecimentos científico e popular em um texto objetivo e ricamente ilustrado, aproximando o leitor do universo das plantas medicinais, aromáticas e das Panc. Ao apresentar 36 espécies vegetais sob seus aspectos botânicos, agronômicos e nutricionais, o livro amplia o olhar sobre ingredientes muitas vezes negligenciados pela gastronomia atual, revelando seu potencial para a alimentação cotidiana.
Com 118 receitas exclusivas, a publicação transforma informação em prática ao oferecer preparos simples e acessíveis para o dia a dia. Cada proposta culinária reforça a relevância dessas plantas para a saúde e para a diversidade alimentar, estimulando uma relação mais consciente, criativa e sustentável com aquilo que chega à mesa.
Resgatar o uso dessas espécies é ampliar possibilidades de sabor, saúde e conexão com a natureza.
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad é Chefe Técnica do Processo Formação e Manutenção do Acervo, da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
A Universidade de São Paulo, por meio da Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais ABCD USP, promove em 12 de março o workshop online “Inteligência Artificial e Bibliotecas: Novas formas de fazer acontecer” em homenagem ao Dia do Bibliotecário. O evento, que acontece das 14h00 às 15h30 com transmissão ao vivo pelo canal da ABCD no YouTube, apresenta formas práticas e éticas de aplicar ferramentas de inteligência artificial em atividades como catalogação, desenvolvimento de taxonomias, difusão da informação e mediação com usuários, reunindo profissionais, estudantes e interessados em inovação e gestão da informação.
O encontro contará com a participação de especialistas que conduzirão discussões e exemplos sobre o uso crítico da tecnologia no cotidiano das bibliotecas. Além de valorizar o papel essencial dos bibliotecários na promoção do acesso ao conhecimento e na organização da informação acadêmica, a programação inclui espaço para troca de experiências e esclarecimento de dúvidas, incentivando a reflexão sobre como a inteligência artificial pode transformar práticas profissionais e ampliar a atuação das bibliotecas no cenário educacional e científico.
Acesse www.abcd.usp.br e conheça os produtos e serviços oferecidos pela Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Elisabeth Adriana Dudziak é Chefe Divisão de Gestão de Desenvolvimento, Inovação e Coleções Digitais da Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
O e-book “Educação na América Latina: história, movimentos, resistências e proposições” apresenta reflexões e estudos produzidos por estudantes e professores que participaram das primeiras edições da disciplina e do curso de extensão homônimos, realizados em parceria com o Memorial da América Latina e a Universidade de São Paulo. A publicação resulta de um esforço conjunto da Rede Núcleo de Avaliação Institucional da Faculdade de Educação da USP e reúne análises sobre como políticas neoliberais e legados coloniais aprofundaram as desigualdades educacionais em diversos países da região, além de celebrar a pedagogia crítica e documentar a resistência de movimentos sociais em contextos latino-americanos.
A obra é voltada a docentes, profissionais da educação básica, pesquisadores e leitores interessados em compreender a educação pública como ferramenta de soberania, democracia e transformação social contra a exclusão. Organizada por Sonia Maria Portella Kruppa, Fábio Sampaio Mascarenhas e Marilene Proença Rebello de Souza, a publicação estará disponível no Portal de Livros Abertos da USP e convida à leitura crítica e ao engajamento com as temáticas centrais da educação e dos processos sociopolíticos na América Latina.
Biblioteca Central: segunda a sexta-feira, das 7h45 às 21h45;
Biblioteca Setorial do LES: segunda a sexta-feira, das 8h15 às 21h45.
Aproveite a facilidade do aplicativo Bibliotecas USP e mantenha em dia o prazo do seu empréstimo.
O Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCarbon), sediado no campus da USP em Piracicaba, lançou o podcast CCarbonCast – Ciência, Clima e Carbono. O objetivo é ampliar o alcance das pesquisas desenvolvidas no centro, apresentando conteúdos científicos de forma acessível, atual e conectada aos grandes desafios climáticos e ambientais. Por meio de um bate-papo com pesquisadores e professores, traz uma abordagem que valoriza histórias, trajetórias acadêmicas e o contexto por trás das descobertas científicas. Os episódios abordam temas como clima, solo, carbono, agricultura tropical e sustentabilidade, contribuindo para aproximar a ciência produzida na USP da sociedade.
O CCarbonCast já conta com cinco episódios no ar, incluindo programas com os professores Carlos Eduardo Cerri, Fernando Andreote, Rodrigo Hakamada e Fabio Marin, pesquisadores de destaque em suas áreas de atuação. Novos episódios estão em produção, ampliando ainda mais o diálogo sobre ciência, inovação e sustentabilidade, com a participação de diferentes especialistas e temas estratégicos para o futuro da agricultura e do clima.
A sustentabilidade é frequentemente vista como um desafio liderado por humanos, impulsionado por políticas, inovação e infraestrutura. Fora desse escopo, existem certos sistemas que sustentam o planeta e não foram construídos por pessoas.
Tais sistemas são mantidos por animais e microrganismos que regulam os ecossistemas com um nível de eficiência que nenhum sistema de engenharia consguiu igualar.
Estudo desenvolvido no Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (ICT-Unesp), em São José dos Campos, mostra que a moringa ou acácia-branca (Moringa oleifera) tem potencial para a remoção de microplásticos da água.
O trabalho foi publicado na revista ACS Omega, da Sociedade Americana de Química.
Originária da Índia, a moringa é bastante adaptada a diferentes países tropicais e é usada para diversos fins, como a alimentação, pelo consumo de suas folhas e sementes com valor nutricional. Há alguns anos, as sementes têm sido estudadas por seu potencial no tratamento de água.
Novas formulações de nanopesticidas com ingredientes naturais vêm aparecendo na literatura especializada com apelos que remetem a expressões como “pesticida verde”, “ecológico”, “à base de elementos naturais”, “com nanopartículas naturais”, entre outros. No entanto, como não há consenso sobre o que é verdadeiramente verde, esses termos são utilizados mesmo quando os ingredientes ativos são sintéticos/convencionais e apenas encapsulados em formulações à base de polímeros naturais.
O tema foi tratado em um artigo de revisão publicado na revista Sustainable Materials and Technologies pelo Grupo de Nanotecnologia Ambiental do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (ICT-Unesp), campus Sorocaba. Segundo os autores, essa “guinada verde” tem sido uma tendência internacional nos trabalhos sobre o tema. A busca por uma nanoformulação verde acabou virando um fator de atração em divulgação científica.
Em novembro de 2025, aconteceu a Conferência das Partes no Brasil, a COP30, em Belém, no Pará. O evento marcou um momento histórico para o País e para as discussões a respeito das mudanças climáticas. Os sistemas agroalimentares também apareceram como tema de destaque na conferência.
O encontro foi rodeado por discussões internas e externas a ele, baseadas em negociações, agenda de ação e movimentos sociais. Fabrício Muriana, cofundador e diretor do Instituto Regenera, parceiro da Cátedra Josué de Castro da Faculdade de Saúde Pública da USP, comenta que esses aspectos de dentro e fora da COP se influenciaram. “Na parte de dentro, a campanha do Na Mesa da COP30, liderada pelo Regenera e pelo Comida do Amanhã, usou parte desse repertório de movimento social para que a gente tivesse alimentação de produção agroecológica e acessível, da agricultura familiar, na própria COP, como uma forma de tentar influenciar esse processo.”