Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2026 | Número: 328
Período: 30/10 a 05/11/2026 | Elaboração: Alice Rossi Dótoli
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2026 | Número: 328
Período: 30/10 a 05/11/2026 | Elaboração: Alice Rossi Dótoli
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
O dia começa na Esalq com uma bela paisagem no campus. Sob a luz dos primeiros raios de sol, o céu ganha diferentes tonalidades e ilumina os jardins, as árvores e as construções da Escola.
Em destaque, o busto aparece compondo a cena com o edifício histórico ao fundo.
O registro fotográfico desta edição do Dicas & Notícias é de Tânia R. Baroni Ferreira, doutoranda em Ciência, Tecnologia e Engenharia de Alimentos na Universidade de São Paulo - ESALQ/USP.
Está com material atrasado ou bloqueado para fazer empréstimo? Temos uma boa notícia! O prazo da campanha Quinzena do Perdão foi prorrogado até o dia 20 de novembro de 2026.
De 19 de outubro a 20 de novembro, as Bibliotecas da Esalq promovem uma campanha solidária que permite aos usuários inscritos trocar a suspensão por atraso na devolução de materiais por uma doação de leite. Para participar, basta doar 2 litros de leite integral por material em atraso, tanto para evitar a aplicação da suspensão quanto para desbloquear uma suspensão já existente.
A iniciativa contempla a Biblioteca “Dina Bueno Moretti” (Central) e a Biblioteca “Prof. Érico da Rocha Nobre” (LES).
As doações serão destinadas ao projeto solidário “Exército de Formiguinhas e Pastoral Social”, que apoia famílias e comunidades em situação de vulnerabilidade em Piracicaba.
A participação é voluntária, e os usuários que preferirem poderão optar pela aplicação da suspensão padrão.
Aproveite o prazo prorrogado, participe e transforme sua pendência em um gesto de solidariedade!
Uma doação pode transformar uma pendência em um gesto de solidariedade. Participe e faça a diferença!
Thais Cristiane Campos de Moraes é Chefe Técnica da Divisão de Biblioteca da ESALQ/USP.
A História Moderna vai muito além das narrativas tradicionais centradas na Europa. Em A Época Moderna em Perspectiva, Camila Corrêa e Silva de Freitas convida os leitores a explorar novas interpretações sobre os processos históricos que marcaram os séculos XV a XVIII, revelando diferentes experiências, contextos e conexões ao redor do mundo. A obra reúne reflexões que desafiam visões eurocentradas e ampliam as possibilidades de compreender esse período tão importante da história.
Resultado da renovação dos estudos históricos no Brasil, o livro apresenta uma diversidade de temas e abordagens que enriquecem o conhecimento sobre a Época Moderna. Com perspectivas contemporâneas e questionamentos instigantes, a publicação é um convite para repensar o passado, descobrir novas narrativas e compreender a história a partir de diferentes olhares. Uma leitura inspiradora para estudantes, pesquisadores e todos aqueles que desejam aprofundar seus conhecimentos históricos.
Repensar o passado é ampliar os olhares sobre o presente.
Isabel Cristina Moraes Barros é bibliotecária integrante da equipe de Gestão da Informação e do Acervo na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Em Agrotóxicos e colonialismo químico, Larissa Mies Bombardi convida os leitores a refletir sobre as relações entre o uso de agrotóxicos, os interesses econômicos e as desigualdades históricas que marcam a produção agrícola. A obra lança um olhar crítico sobre a distribuição dos riscos e impactos dessas substâncias, evidenciando como determinadas populações e territórios são mais vulneráveis à exposição química. Ao relacionar a questão dos agrotóxicos às estruturas de poder e às heranças coloniais, a autora amplia o debate sobre os desafios socioambientais contemporâneos.
Com uma abordagem que articula ciência, política e sociedade, o livro estimula o questionamento dos modelos de produção e consumo que sustentam a agricultura global. A leitura é um convite para compreender como as escolhas relacionadas ao uso de agrotóxicos ultrapassam os limites do campo e afetam a saúde, o meio ambiente e a justiça social. Uma obra essencial para quem deseja aprofundar o conhecimento sobre os impactos da agricultura química e refletir sobre caminhos mais sustentáveis e justos.
A química no campo também revela relações de poder.
Lúcio Symphrônio é integrante da equipe de Gestão de Serviços Integrados ao Usuário na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
O II Encontro de Repositórios Paulistas, que conta com a participação da ABCD em sua organização, será realizado nos dias 25 e 26 de novembro de 2026, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP.
O encontro reunirá profissionais e representantes de diferentes instituições paulistas para discutir temas como gestão e curadoria de dados de pesquisa, preservação digital, ciência aberta, identificadores persistentes, métricas científicas e os desafios dos repositórios institucionais.
Acesse www.abcd.usp.br e conheça os produtos e serviços oferecidos pela Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Elisabeth Adriana Dudziak é responsável pela Gestão da Informação e do Acervo na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Biblioteca "Dina Bueno Moretti" (Central): segunda a sexta-feira, das 7h45 às 21h45;
Biblioteca "Prof. Erico da Rocha Nobre" (LES): segunda a sexta-feira, das 8h15 às 21h45.
Aproveite a facilidade do aplicativo Bibliotecas USP e mantenha em dia o prazo do seu empréstimo.
No início desta década, os Países Baixos viram na importação de hidrogênio “verde” de países como o Brasil uma das principais vias para descarbonizar sua indústria siderúrgica. A estratégia levou à formalização de um acordo, em 2023, para a criação de um corredor comercial entre o Ceará e a Europa, via Porto de Pecém e Porto de Roterdã. O acordo previa duas opções de cooperação: a exportação de hidrogênio bruto para abastecer a siderurgia europeia ou a fabricação e o envio do aço "verde", produzido com hidrogênio mais sustentável, diretamente do Brasil.
Um estudo conduzido por Clara Rabelo Caiafa Pereira, pós-doutoranda no Grupo de Pesquisa em Inovação e Sociedade Tecnológica da Universidade de Tecnologia de Eindhoven (TU Eindhoven), aponta que a segunda opção é ambiental e socioeconomicamente muito mais eficiente. Os resultados foram apresentados durante palestra ministrada na semana passada na FAPESP Week Países Baixos, em Leiden.
Animais ectotérmicos, como anfíbios e répteis, dependem de fontes externas de calor para regular a temperatura corporal. Quando enfrentam uma infecção, podem procurar ambientes mais quentes para elevar o calor do corpo e favorecer a resposta imunológica. Esse comportamento é conhecido como febre comportamental.
Um estudo conduzido por pesquisadores da USP e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e publicado em importante revista científica investigou como a variação térmica do ambiente influencia essa estratégia de defesa. Os resultados apontaram que ambientes com maior variação de temperatura ao longo do dia estão associados a respostas de febre comportamental mais intensas. A análise também identificou diferenças entre anfíbios e répteis, e mostrou que a reação varia conforme o tipo de agente infeccioso.
Variar as plantações e manter o solo sempre coberto por vegetação ajuda a proteger as lavouras contra secas e enchentes, além de aumentar a produtividade. Essa técnica foi testada no Rio Grande do Sul por pesquisadores do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON) da Universidade de São Paulo (USP).
O estudo comparou plantações tradicionais com áreas que usaram “plantas de cobertura” – vegetais cultivados não para a venda, mas para proteger e nutrir a terra entre uma safra e outra. Enquanto o modelo tradicional sofreu com grandes quedas na colheita devido aos extremos climáticos, os agricultores que adotaram a diversificação de culturas e o uso das plantas de cobertura conseguiram colher acima da média do estado (chegando a 76% acima), com muito mais estabilidade de ano para ano.
Movimentos, sons e luzes de uma máquina de pinball podem revelar mais do que a pontuação de uma partida. Por trás do percurso da bolinha pelo tabuleiro estão conceitos de física, eletricidade e programação que o projeto Pinball4Science, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, pretende aproximar dos estudantes da educação básica. A previsão é receber cerca de 25 escolas públicas de Ribeirão Preto e região até julho de 2027.
A proposta vai além de jogar: os estudantes poderão conhecer os componentes dos equipamentos, investigar seu funcionamento e participar de atividades práticas. O próprio fliperama servirá de ponto de partida para explicar como fenômenos e sistemas estudados em sala de aula se traduzem em movimentos e comandos.
No campus da Universidade de Wageningen, nos Países Baixos, uma variedade de plantas como alface, batata e tomate é cultivada em uma grande estufa com salas envidraçadas. O espaço, contudo, se assemelha mais a uma linha de produção industrial, na qual vasos são movidos por esteiras automatizadas até balanças de alta precisão. Nelas, robôs calculam quanta água o vegetal transpirou e injetam por gotejamento a quantidade exata de líquido ou nutrientes necessários para seu crescimento.
A esteira também direciona os vasos até uma câmara fechada repleta de sensores que geram modelos em 3D da planta, e depois até pórticos de monitoramento, onde robôs suspensos escaneiam o crescimento milímetro por milímetro, de cima para baixo, sem necessidade de intervenção humana.
As carnes e ovos adquiridos com recursos federais no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) entre 2013 e 2022 estão associados à emissão de 58,1 milhões de toneladas de CO₂ equivalente – valor comparável às emissões de toda a Hungria no ano de 2025. Substituir 20% da carne bovina adquirida por outros alimentos fontes de proteína animal, como aves, suínos, peixes e ovos, reduziria 16% das emissões; ao substituir metade, seriam 41% dos gases reduzidos. Em outro cenário, eliminar a aquisição da parcela de carnes cuja produção está associada ao desmatamento reduziria cerca de 31% das emissões. Já a combinação das duas estratégias poderia diminuir as emissões em aproximadamente 56%.
As conclusões são de pesquisadores da USP, Universidade Federal do ABC (UFABC) e parceiros publicadas na revista Public Health Nutrition. O estudo consistiu na análise de quase 10,5 milhões de notas fiscais de compras públicas realizadas pelo governo federal entre 2013 e 2022 para o Programa Nacional de Alimentação Escolar, obtidos pelo Sistema de Gestão de Prestação de Contas. As emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) foram estimadas e convertidas na quantidade equivalente de dióxido de carbono (CO₂e) que causaria o mesmo efeito, possibilitando a comparação.
Norte do País enfrenta semanas difíceis, com nuvens de fumaça que encobrem a região. Uma série de queimadas nos Estados do Amazonas e do Pará lança na atmosfera partículas finas de poluição, comprometendo a qualidade do ar. Em outubro, 36 dos 62 municípios amazonenses estavam em estado de alerta, e a capital, Manaus, chegou a suspender as aulas para crianças.
O contato com a poluição pode desencadear uma reação inflamatória sistêmica. Quando atinge os pulmões, essa reação pode acentuar a coagulação sanguínea e comprometer os mecanismos de defesa do órgão. Além disso, a fumaça inalada pode transportar microrganismos presentes no solo, “levando para dentro do nosso pulmão coisas que podem causar infecções”, explica Paulo Saldiva, professor titular de Patologia da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e especialista nos efeitos da poluição atmosférica sobre a saúde. Entre os mais vulneráveis estão as crianças, cujo sistema de defesa ainda não está plenamente desenvolvido, e os idosos, que apresentam mecanismos inflamatórios mais frágeis em razão do envelhecimento.
A USP é a 22ª universidade que mais produz pesquisa no mundo, segundo ranking elaborado pelo Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia (CWTS, na sigla em inglês) da Universidade de Leiden, na Holanda. A classificação foi divulgada hoje, dia 4 de novembro. A USP caiu cinco posições em relação ao ano passado.
A classificação avalia a pesquisa acadêmica produzida pelas instituições e leva em consideração a produção científica publicada na base de dados multidisciplinar Web of Science, editada pela empresa Clarivate Analytics. Nesta edição, que avaliou a produção científica no período de 2021 a 2024, foram ranqueadas 1.618 universidades do mundo todo.
Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) investigam a interação entre os microrganismos do intestino (microbiota) e a genética do gado Nelore, raça de corte mais criada no Brasil. O objetivo é criar estratégias para reduzir a emissão de metano, importante gás de efeito estufa, e melhorar o aproveitamento da ração pelos animais.
Alguns dos principais resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram apresentados pela pesquisadora Luciana Regitano, da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). A palestra ocorreu na quarta-feira (28/10), durante a FAPESP Week Países Baixos.
Um estudo internacional publicado na Nature com participação de pesquisadoras da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) identificou o papel de uma proteína que atua como um “freio” da produção de hemoglobina fetal, uma forma de hemoglobina que predomina durante a gestação. Ao reduzir a ação desse freio em células cultivadas no laboratório, os cientistas conseguiram aumentar a produção de hemoglobina fetal. Esse aumento pode ajudar a amenizar os efeitos de doenças hereditárias do sangue, como a anemia falciforme e a beta-talassemia.
A hemoglobina é a proteína responsável por transportar oxigênio pelo sangue. Durante a gestação, o organismo produz principalmente a hemoglobina fetal. Após o nascimento, essa produção diminui e dá lugar à hemoglobina adulta. Na doença falciforme e na beta-talassemia, alterações genéticas afetam a estrutura ou a produção da hemoglobina adulta. Nesses casos, aumentar a quantidade de hemoglobina fetal pode ajudar a compensar essas alterações e, assim, amenizar as manifestações das doenças.