Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2026 | Número: 325
Período: 09/10 a 15/10/2026 | Elaboração: Alice Rossi Dótoli
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2026 | Número: 325
Período: 09/10 a 15/10/2026 | Elaboração: Alice Rossi Dótoli
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
Há algo curioso nessa proporção: tanto espaço para o céu, tanta extensão de verde e, ainda assim, o olhar encontra a construção. Como se, em meio a tudo o que cresce e se transforma, algumas coisas continuassem a nos chamar de volta.
O campus também pode ser lido assim, pela distância entre o que vemos de perto e o que permanece no horizonte. A grama cresce sem testemunhar os anos, as árvores acumulam estações em seus galhos e as paredes conservam marcas de outras épocas. Cada elemento atravessa o tempo à sua maneira. Juntos, formam uma paisagem em que a história não está apenas no passado do edifício, mas na vida que continua acontecendo ao seu redor.
O registro fotográfico desta edição do Dicas & Notícias é de Miguel Ah Kin Pereira Guiginski, estudante de Engenharia Florestal na ESALQ/USP.
De 19 de outubro a 6 de novembro de 2026, as Bibliotecas da ESALQ promovem uma campanha solidária que permite aos usuários inscritos trocar a suspensão por atraso na devolução de materiais por uma doação de leite. Para participar, basta doar 2 litros de leite integral por material em atraso, tanto para evitar a aplicação da suspensão quanto para desbloquear uma suspensão já existente. A iniciativa contempla a Biblioteca “Dina Bueno Moretti” (Central) e a Biblioteca “Prof. Érico da Rocha Nobre” (LES).
As doações serão destinadas ao projeto solidário “Exército de Formiguinhas e Pastoral Social”, que apoia famílias e comunidades em situação de vulnerabilidade em Piracicaba. A participação é voluntária, e os usuários que preferirem poderão optar pela aplicação da suspensão padrão. Participe dessa iniciativa e contribua para transformar sua pendência em um gesto de solidariedade!
Pequenos gestos de solidariedade transformam vidas!
Ronaldo Caprecci é integrante da equipe de Gestão de Serviços Integrados ao Usuário na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Muito antes de chegarem às nossas mesas, as hortaliças percorreram caminhos marcados por encontros entre culturas, conhecimentos e práticas agrícolas. O livro História das hortaliças no Brasil: do descobrimento aos tempos atuais, de Paulo César Tavares, convida o leitor a conhecer essa trajetória, explorando as origens e as transformações do cultivo de hortaliças no país ao longo dos séculos.
Mais do que apresentar a história desses alimentos, a obra permite compreender como a horticultura se relaciona com a formação da sociedade brasileira, os hábitos alimentares e o desenvolvimento da agricultura. Uma leitura que aproxima passado e presente e revela como plantas tão presentes no cotidiano carregam histórias de adaptação, conhecimento e diversidade.
Conhecer a história do que cultivamos é também compreender parte da nossa própria história.
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad é bibliotecária integrante da equipe de Gestão da Informação e do Acervo na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
O que acontece quando escrever deixa de ser criar algo inteiramente novo e passa a ser reorganizar aquilo que já existe? Em O trabalho das coisas, Julio Groppa Aquino, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, apresenta 12 exercícios de escrita que exploram a remontagem de fragmentos de textos literários. A obra propõe um olhar diferente sobre a criação, investigando os limites entre autoria, apropriação e transformação da palavra escrita.
Ao longo do livro, a escrita é apresentada como um processo contínuo de recomposição, no qual palavras e textos se encontram, se deslocam e adquirem novas possibilidades de significado. Uma leitura instigante para quem se interessa por literatura, linguagem e experimentação, e deseja refletir sobre como os sentidos podem surgir não apenas da criação, mas também dos encontros entre aquilo que já foi escrito.
Escrever, em suma, como um gesto de segunda mão sobre coisas igualmente de segunda mão, indefinidamente.
Marcia Regina Migliorato Saad é responsável pela Gestão de Serviços Integrados ao Usuário na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
A fim de ampliar as iniciativas voltadas ao fortalecimento do acesso à informação científica e especializada para a comunidade universitária, a Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais ABCD, em parceria com a EBSCO, disponibiliza uma série de trials para a comunidade da USP.
O acesso às Coleções do IEEE está disponível até 27/10/2026.
Acesse www.abcd.usp.br e conheça os produtos e serviços oferecidos pela Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Elisabeth Adriana Dudziak é responsável pela Gestão da Informação e do Acervo na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Biblioteca "Dina Bueno Moretti" (Central): segunda a sexta-feira, das 7h45 às 21h45;
Biblioteca Setorial do LES: segunda a sexta-feira, das 8h15 às 21h45.
Aproveite a facilidade do aplicativo Bibliotecas USP e mantenha em dia o prazo do seu empréstimo.
A escolha de 100 nomes dá espaço para olhar além das posições de maior visibilidade, incluindo produtoras rurais, pesquisadoras, executivas, mpreendedoras e lideranças institucionais. Desde a primeira edição, a proposta foi identificar mulheres com responsabilidade sobre negócios, recursos,, pessoas e decisões, mas também aquelas cuja atuação modifica práticas produtivas, desenvolve tecnologias e mobiliza diferentes setores da economia rural nem sempre sob holofotes.
Entre elas estão Thais Maria Ferreira de Souza Vieira e Lilian Amorim.
Thais Maria Ferreira de Souza, engenheira agrônoma formada pela própria Esalq, doutora em Tecnologia de Alimentos pela Unicamp e ex-pesquisadora da Embrapa, Thais assumiu a direção de uma escola com cerca de 3 mil estudantes e servidores, 12 departamentos e 140 laboratórios, distribuídos em 3,8 mil hectares, quase metade da área de toda a USP.
Lilian Amorim, também engenheira agrônoma formada pela USP, é mestre pela Universidade Paris XI e doutora em Fitopatologia. Coordenou por dez anos a área de Ciências Agrárias da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e, atualmente, dirige o Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA-Citros), iniciativa da Fapesp, da Esalq e do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). Sob sua liderança, estão 75 pesquisadores de 19 instituições, com investimentos de R$ 200 milhões previstos para cinco anos.
O evento é uma parceria entre o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), o Instituto de Geociências (IGc), o Instituto de Biociências (IB) e o Parque de Ciência e Tecnologia (Parque Cientec) da USP, com coordenação do professor Marco Aurélio de Menezes Franco. O objetivo é promover a educação científica e a sensibilização ambiental por meio de um circuito interativo. O público-alvo são estudantes, famílias e interessados em ciência. Haverá interpretação de Libras no horário de 15h.
Os visitantes vão percorrer sete estações: Espaço Meteorológico – Monitorando o Clima; Desmatamento e Mudanças Climáticas; Abelhas e Clima – Uma Relação em Risco; Como as Rochas Registram as Variações do Clima da Terra?; Planetas em Transformação – Astrobiologia e o Futuro do Clima; Formação de Planetas e a Habitabilidade da Terra; e Sessão de Planetário. Além disso, há duas atividades opcionais: Como está minha pegada de carbono?, onde os visitantes poderão contabilizar as próprias emissões de carbono e seu impacto no clima do planeta; e Observação solar — já que as atividades acontecerão durante o dia, os visitantes poderão observar o Sol.
Uma vacina brasileira contra a malária vivax, tipo mais comum da doença no país e que não tem imunizante disponível no mundo, recebeu aval para ser testada em humanos. Chamada Vivaxin, a formulação entra agora em estudos clínicos de fase 1, que vão avaliar a segurança, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular a produção de anticorpos, ou seja, a resposta imunológica.
O protocolo prevê a participação de 48 voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 59 anos, sem infecção prévia por malária. A seleção começa em novembro. Serão avaliados grupos que receberão a vacina e placebo (formulação sem o princípio ativo), em um esquema de três aplicações, com intervalo de 28 dias entre elas. Os voluntários serão acompanhados durante um ano.
A manipulação de alimentos voltada a alunos com restrições exige um protocolo minucioso para impedir a contaminação cruzada, desafio diário enfrentado pelas equipes escolares. Ana Paula pontua no prefácio da obra que o material foi estruturado para ser uma ferramenta acessível a quem está diretamente no preparo das refeições. “Este e-book nasce da necessidade de apoiar, de forma clara e fundamentada, os profissionais que atuam diretamente na alimentação escolar. Mais do que um conjunto de orientações técnicas, ele representa um instrumento de valorização do trabalho de cozinheiras e nutricionistas”, afirma ela, que também é diretora do Serviço de Nutrição do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP).
Para além dos aspectos operacionais e das exigências normativas que regulam os refeitórios, as autoras sustentam que o ato de comer na escola carrega uma forte dimensão pedagógica e emocional. A professora Ana Paula lembra que o cuidado alimentar reflete diretamente na permanência e no bem-estar do aluno no ambiente educacional. “Garantir uma alimentação segura não é apenas uma exigência legal, é um ato de cuidado que transforma vidas e convida toda a comunidade escolar a refletir sobre seu papel nesse processo integrado”, ressalta.
A sensação de segurança e os índices de criminalidade na cidade de São Paulo apresentam um panorama complexo da cidade. Enquanto estatísticas oficiais apontam reduções históricas em determinados crimes violentos, outras atitudes criminosas e violações de direitos registraram avanços significativos na última década. Entre 2014 e 2025, o número de furtos — caracterizados pela subtração de bens sem o uso de violência ou ameaça direta — saltou de 190.717 para 250.168 ocorrências na capital paulista. Em contrapartida, os roubos, que envolvem grave ameaça ou violência contra a vítima, registraram uma queda no mesmo período, recuando de 160.210 para 98.358 registros.
No trânsito, os homicídios culposos, os quais não há a intenção de matar, subiram de 538 para 624 casos.
“Hoje, já atingimos um conhecimento tão grande que a ciência passou a se voltar para um outro lado dos fenômenos: quais são os bois que se desviam? Por que eles não seguem a manada?”
A analogia feita pelo professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP explica o ponto de partida de uma pesquisa internacional liderada por ele e publicada em artigo na importante revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. No trabalho, o grupo coordenado por Ortiz descreveu uma nova descoberta que desafia os conhecimentos já consolidados na área da astrofísica.
Um enigma de longa data sobre a saúde das populações ribeirinhas da Amazônia acaba de ganhar uma explicação científica. Apesar de apresentarem níveis de mercúrio no sangue até 12 vezes superiores aos limites de segurança da Organização Mundial da Saúde (OMS), os efeitos tóxicos do metal nessas comunidades são consideravelmente menores do que o esperado. A chave para a resiliência parece estar nos altos índices de selênio presentes no organismo desses indivíduos.
Um novo estudo revelou que o selênio – ingerido em grande quantidade na região, especialmente por meio da castanha-do-pará – interfere diretamente na forma como o corpo humano processa o contaminante. O nutriente atua reduzindo a transferência de uma das formas mais tóxicas do mercúrio para o plasma sanguíneo e, simultaneamente, aumenta a capacidade do organismo de eliminá-lo por meio da urina.
A Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP realiza, no dia 23 de outubro, mais uma edição da série Diálogos entre o Direito USP Ribeirão Preto e a Comissão Especial do Clima e da Biodiversidade da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial no Anfiteatro da FDRP e transmissão pelo canal da unidade no YouTube. Não é necessário fazer inscrição prévia.
Coordenada pelo professor Raul Miguel de Oliveira Consoletti, da FDRP, a iniciativa promove discussões sobre questões jurídicas e ambientais contemporâneas. O docente atua no Programa de Pós-Graduação em Direito da unidade e desenvolve pesquisas nas áreas de Direito Administrativo, Ambiental, Urbanístico e Municipal.
Pesquisadores do Hospital de Amor identificaram biomarcadores capazes de prever, antes mesmo da primeira dose, se a imunoterapia vai funcionar em pacientes com melanoma avançado. Publicado na revista Clinical and Translational Oncology, o estudo elenca um conjunto de sinais de inflamação no organismo capaz de antecipar a resposta ao tratamento e que pode ser detectado por meio de uma amostra de sangue. O achado deve contribuir para tratamentos mais direcionados, personalizados e eficientes para um tipo de câncer extremamente agressivo.
Embora represente menos de 4% dos tumores malignos de pele, o melanoma é o mais letal deles devido à alta capacidade de provocar metástase (espalhar-se para outros órgãos). Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar 9.360 novos casos da doença por ano no triênio 2026-2028, e dados do Ministério da Saúde apontam cerca de 2 mil mortes anuais no país em decorrência do tumor. Quando o diagnóstico ocorre no início, a chance de sobrevida em cinco anos supera 90%, mas cai para 35% nos casos metastáticos, de acordo com o National Cancer Institute (NCI), dos Estados Unidos.
A USP conta com 284 pesquisadores na 9ª edição da base internacional Updated science-wide author databases of standardized citation indicators, elaborada anualmente pelo pesquisador John P. A. Ioannidis, da Universidade Stanford. Publicada no dia 7 de outubro, a nova versão avalia o impacto científico a partir das citações recebidas ao longo de 2025. A Universidade permanece à frente das instituições brasileiras incluídas no levantamento, concentrando 18,8% dos cientistas do País na lista de impacto anual. No conjunto, o Brasil soma 1.510 perfis nessa relação, ante 1.461 na edição anterior, um crescimento de cerca de 3,4%.
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aparece com 105 pesquisadores, seguida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), com 87. Juntas, as três universidades estaduais paulistas reúnem 476 nomes, o que representa 31,5% do total nacional. Na sequência vêm a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 64 nomes, enquanto a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) têm 63 cada. Já a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) contam com 35 pesquisadores cada.
Foram analisados 349 documentos constitucionais de 84 países, incluindo constituições históricas, textos atualmente em vigor e alterações introduzidas por emendas. A amostra cobre cerca de 42% dos países dotados de constituições nacionais e foi construída buscando preservar a diversidade regional.
“É uma história de como os direitos sociais e econômicos entraram nas constituições nacionais. Estamos falando de educação, saúde, habitação, trabalho, mas também de direitos que surgiram posteriormente, como os relacionados ao meio ambiente”, diz Costa. O banco de dados acompanha a trajetória do constitucionalismo moderno até 2022.
Há 26 anos, pesquisadores da USP descobriram que a melatonina pode influenciar o desenvolvimento e a sincronização do parasita da malária humana com o hospedeiro em culturas de células. Recentemente, o mesmo grupo, junto com cientistas da Université Paris Cité, na França, identificou por qual receptor o Plasmodium falciparum – causador da forma mais grave da doença – detecta esse hormônio: o MT-PfSR1. Os resultados abrem caminhos para o desenvolvimento de novos medicamentos contra a malária.
“Atualmente, o grande desafio para combater a malária é justamente o surgimento de parasitas resistentes aos antimaláricos disponíveis”, afirma Bárbara Dias, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), ambas da USP, e autora da pesquisa.
Promovida pelo projeto de extensão ODS 3 e Práticas Integrativas e Complementares em Saúde: Espaços de Saúde Sustentável no Campus USP de Ribeirão Preto, a oficina apresentará a origem, os princípios e os benefícios da musicoterapia. A programação combina conteúdos teóricos com experiências práticas, utilizando instrumentos e exercícios musicais para estimular a expressividade, a percepção de si, a regulação emocional, a memória e a concentração.
Podem participar pessoas interessadas em conhecer a musicoterapia e explorar o autoconhecimento, além de profissionais e estudantes das áreas de educação e saúde. A oficina também integra as ações do projeto para ampliar o conhecimento sobre as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS).