Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2026 | Número: 312
Período: 03/07 a 16/07/2026 | Elaboração: Alice Rossi Dótoli
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2026 | Número: 312
Período: 03/07 a 16/07/2026 | Elaboração: Alice Rossi Dótoli
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
Em meio à rotina, diferentes momentos também revelam a beleza da paisagem do campus. As delicadas rosas que floresceram nos jardins da ESALQ, destacam a riqueza natural que compõe esse ambiente.
Mais do que um registro da flora do campus, a imagem convida à contemplação e valoriza os detalhes que fazem parte do patrimônio paisagístico da Escola, preservando a memória de um instante especial.
A fotografia desta edição do Dicas & Notícias é de Julia Corrêa Bueno Sampaio, Mestranda no Programa de Engenharia de Sistemas Agrícolas, na ESALQ/USP e registra a harmonia entre o patrimônio da ESALQ e a tranquilidade característica deste período do ano.
O artigo apresentado no 31º Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação (CBBD 2026) relata uma intervenção pedagógica realizada com alunos de Engenharia Agronômica da ESALQ/USP. O estudo analisa como a integração de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) em capacitações de pesquisa científica transforma o comportamento informacional dos estudantes e redefine o papel das bibliotecas universitárias.
A metodologia aplicada foi dividida em dois momentos principais: uma capacitação formativa, com conceitos teórico-práticos sobre IA, e uma aplicação prática orientada através do exercício “Da pergunta à descoberta: IA e pesquisa científica na prática”. Nesse exercício, os alunos percorreram etapas que incluíram desde a definição de perguntas de pesquisa até o uso de ferramentas de IA para a extração de insights e síntese crítica de artigos científicos.
Os resultados demonstraram que a maioria dos estudantes alcançou um alto desempenho nas etapas técnicas e operacionais, como a construção de estratégias de busca sofisticadas com operadores booleanos. No entanto, observou-se que o uso da IA pode induzir a uma superficialidade analítica, revelando limitações no desenvolvimento de competências reflexivas e interpretativas.
A experiência reforçou que a parceria entre a biblioteca e o corpo docente é essencial para uma mediação crítica, transformando o bibliotecário em um educador estratégico que orienta o uso ético e responsável das tecnologias emergentes. Concluiu-se que, embora a IA potencialize a eficiência na recuperação da informação, ela exige uma formação crítica e ética contínua para garantir a integridade científica.
Leia o artigo na integra: link
Atenção alunos e docentes:
Se você tem interesse em aprimorar suas competências no uso ético de Inteligência Artificial para a pesquisa científica e deseja participar de nossas capacitações, procure a Biblioteca da ESALQ para mais informações e suporte especializado!
A Inteligência Artificial amplia as possibilidades da pesquisa científica, mas é o pensamento crítico que transforma informação em conhecimento.
Thais Cristiane Campos de Moraes é Chefe Técnica do Atendimento e Orientação ao Usuário na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Em um cenário em que sustentabilidade, comércio internacional e legislação ambiental caminham cada vez mais juntos, compreender os impactos dessas transformações tornou-se indispensável para o futuro do agronegócio brasileiro. A obra "Restrições Ambientais ao Comércio Internacional e o Direito: O Agronegócio do Brasil está preparado?", de Leonardo Munhoz, apresenta uma análise atual e estratégica sobre como as normas ambientais internacionais influenciam a competitividade, o acesso a mercados e o posicionamento do Brasil no cenário global.
Mais do que identificar desafios, o livro mostra como essas exigências podem se transformar em oportunidades para agregar valor à produção, fortalecer a segurança jurídica e impulsionar a inovação no setor. Uma leitura recomendada para pesquisadores, estudantes, profissionais do direito, gestores e todos os interessados em compreender os caminhos que conectam sustentabilidade, governança e desenvolvimento do agronegócio.
Sustentabilidade e competitividade caminham juntas na construção do futuro do agronegócio brasileiro.
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad é Chefe Técnica do Processo Formação e Manutenção do Acervo, da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
A obra "ELA – Estudos da Linguagem na Amazônia", reúne pesquisas que evidenciam a riqueza linguística, histórica e sociocultural da Amazônia, apresentando diferentes perspectivas sobre os estudos da linguagem. Mais do que uma coletânea acadêmica, o livro celebra a diversidade de vozes, saberes e experiências que contribuem para a compreensão desse território singular e de suas múltiplas formas de expressão.
Publicada em homenagem à professora Dra. Maria Sebastiana da Silva Costa Dias, cuja trajetória marcou profundamente a pesquisa e a formação de novos pesquisadores, a obra preserva seu legado e inspira a continuidade da produção científica na região. Uma leitura enriquecedora para estudantes, pesquisadores e todos os interessados em conhecer e valorizar os estudos da linguagem desenvolvidos na Amazônia.
Biorregulador é um composto orgânico, não nutriente, aplicado na planta, que a baixas concentrações, promove, inibe ou modifica processos morfológicos e fisiológicos do vegetal. Pertencem ao grupo das auxinas, giberelinas, citocininas, retardadores, inibidores e etileno.
Além desses grupos clássicos, têm-se aventado os grupos dos brassinosteroides, jasmonatos, salicilatos e poliaminas, com efeitos similares aos dos biorreguladores. Bioestimulantes são substâncias naturais ou microrganismos que melhoram a eficiência nutricional, as respostas aos estresses abióticos, a produtividade e qualidade dos cultivos, sem levar em conta seu conteúdo de nutrientes; ou produto que contém componentes ativos ou agentes biológicos, que atuam sobre as plantas melhorando seu desempenho, isento de biorreguladores e defensivos agrícolas. Como por exemplo, extratos de algas, ácidos húmicos e fúlvicos e aminoácidos.
Compreender os processos das plantas é o primeiro passo para potencializar seu desenvolvimento.
Eliana Maria Garcia é Chefe do Processo Informação Científica na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
O propósito deste Edital de 2026 dá continuidade ao alinhamento entre os objetivos estratégicos da Universidade e o atendimento às demandas dos editores de revistas credenciadas no Programa de Apoio às Publicações Científicas e Periódicas da USP.
Objetivo do Edital
O objetivo é apoiar financeiramente propostas que tenham como meta o aperfeiçoamento editorial e de conteúdo, a visibilidade e o impacto social e científico, além da profissionalização e internacionalização dos periódicos da USP oficialmente reconhecidos pelas Unidades, Institutos, Centros, Museus e Órgãos Centrais da USP e credenciados no referido Programa.
Período de Submissão de Propostas
As propostas deverão ser encaminhadas por meio de formulário online que estará disponível aos proponentes a partir das 8h00 do dia 16 de julho de 2026 até às 23h59 do dia 03 de agosto de 2026.
Acesse o link para mais informações.
Acesse www.abcd.usp.br e conheça os produtos e serviços oferecidos pela Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
Elisabeth Adriana Dudziak é Chefe Divisão de Gestão de Desenvolvimento, Inovação e Coleções Digitais da Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP.
No período de 06/07/2026 à 31/07/2026, o horário de atendimento na Divisão de Biblioteca da ESALQ/USP será:
Biblioteca "Dina Bueno Moretti" (Central): segunda a sexta-feira, das 7h45 às 18h;
Biblioteca Setorial do LES: segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 18h.
Aproveite a facilidade do aplicativo Bibliotecas USP e mantenha em dia o prazo do seu empréstimo.
O trabalho científico da Cátedra Josué de Castro, da Faculdade de Saúde Pública da USP, destaca a “tríplice monotonia” que marca o sistema agroalimentar atual. Um dos pilares desse diagnóstico é a homogeneização dos sistemas agrícolas, marcada pela forte dependência de insumos químicos sintéticos. Como alternativa a esse modelo, tem crescido o uso de bioinsumos na agricultura.
Frédéric Goulet, pesquisador do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento – Cirad e parceiro da Cátedra, explica no que consiste essa tecnologia. “Os bioinsumos são tecnologias de origem biológica utilizadas na produção agrícola. Eles desempenham três tipos de funções, correspondentes a três subfamílias de tecnologias. Em primeiro lugar, há os biofertilizantes, que desempenham funções de fertilização do solo. Eles enriquecem o solo com nutrientes e podem substituir os fertilizantes químicos.”
Durante as ações de monitoramento e manutenção realizadas em São Pedro (SP), em março deste ano, a equipe técnica do projeto Corredor Caipira: Conectando Paisagens e Pessoas destacou o papel estratégico do feijão-guandu (Cajanus cajan) como adubação verde nos processos de restauração ecológica. A espécie arbustiva tem sido fundamental para acelerar a cobertura do solo e garantir o desenvolvimento saudável das mudas nativas plantadas pela iniciativa, otimizando a recuperação de áreas degradadas no interior do Estado de São Paulo.
Considerado de fácil implantação e manejo, o feijão-guandu destaca-se pela sua alta capacidade de produção de biomassa e rápido crescimento. Ao sombrear o solo de forma eficiente, a planta atua diretamente no controlo de gramíneas invasoras, que costumam competir com as árvores nativas nos estágios iniciais de plantio. Além disso, por ser uma espécie fixadora de nitrogênio, o guandu melhora a fertilidade natural e auxilia na descompactação de solo.
Parelheiros, na zona sul de São Paulo, está localizado a cerca de 50 quilômetros do centro da capital. Em poucos quilômetros, é possível encontrar áreas de preservação ambiental, sítios, grandes redes comerciais, condomínios e ocupações irregulares. À primeira vista, esses contrastes podem parecer resultado da falta de planejamento urbano. Uma pesquisa da USP, no entanto, propõe outra interpretação: essas diferenças fazem parte da forma como a metrópole produz e reproduz suas desigualdades.
Segundo Djalma Luiz Costa, autor da tese A reprodução da metrópole e a produção da periferia: o caso de Parelheiros, a produção do espaço urbano não pode ser compreendida apenas pela dinâmica local. “É justamente a produção do espaço metropolitano, marcada pela valorização imobiliária e financeira das áreas centrais, que induz e condiciona a produção de novos espaços periféricos, como ocorre em Parelheiros”, explica.
-m uma iniciativa estratégica para enfrentar os crescentes desafios das mudanças climáticas e da segurança alimentar global, a USP, por meio da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e do Instituto Nacional de Pesquisa em Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente (INRAe, na sigla em francês) anuncia a criação do Planetary Health International Research Center (Phirc).
O anúncio integra o calendário comemorativo dos 125 anos da Esalq e o novo centro transdisciplinar unirá o ecossistema de excelência científica da USP — com forte protagonismo do campus de Piracicaba — e a expertise da instituição francesa.
A apneia do sono é um distúrbio que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e se caracteriza por interrupções repetidas da respiração durante o sono. Isso ocorre porque as vias aéreas ficam parcial ou totalmente bloqueadas, reduzindo a passagem de ar. Um estudo com participação de pesquisadores da USP analisou a presença de microplásticos nas vias aéreas superiores de pacientes com apneia do sono e investigou se essas partículas estão associadas a processos inflamatórios.
Entre os autores do trabalho estão a professora e médica patologista Thais Mauad, especialista nos impactos dos microplásticos sobre a saúde humana, e o professor Michel Cahali, da Faculdade de Medicina da USP, criador da técnica de faringoplastia lateral, que modificou o tratamento cirúrgico da apneia do sono.
Em janeiro de 2026, a Nature publicou um estudo dos mais abrangentes e robustos sobre a influência da inteligência artificial (IA) na produção de ciência. Pesquisadores da Universidade de Tsinghua, na China, e da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, analisaram 41,3 milhões de artigos científicos publicados entre 1980 e 2025 em seis grandes áreas das ciências naturais: biologia, ciências dos materiais, física, geologia, medicina e química.
Os resultados são positivos para quem adota IA em seus estudos: pesquisadores desse grupo publicam, em média, 3 vezes mais artigos e recebem quase 5 vezes mais citações do que os demais. A prática também acelera a carreira dos cientistas, que assumem a liderança de projetos mais cedo. A conclusão mais simplória é a de que a IA torna os cientistas mais produtivos, mais visíveis e mais influentes.
Sob uma faixa enorme com os dizeres “Lutando pelos agricultores americanos”, aliados próximos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniram em uma fazenda perto de Chippewa Falls, no Wisconsin, para destacar as políticas agrícolas do governo. O evento aconteceu há um mês: foi na sexta-feira, 5 de junho, em um galpão da Custer Farms, fazenda de 2 mil hectares que produz soja e milho. No Wisconsin, cerca de 65% dos grãos colhidos vão para o mercado internacional, com destaque para o Sudeste Asiático.
Naquele dia, Trump fez uma série de promessas aos agricultores. Disse que os custos com fertilizantes e energia cairiam em 90 dias. Também atribuiu ao seu governo alívio tributário, crescimento recorde das exportações agrícolas e falou do volume de US$ 12 bilhões destinados a produtores neste ano, contra US$ 28 bilhões durante todo o seu primeiro mandato.
Como a ideia de que o poder de criar e transformar a ordem política “pertence ao povo” se consolidou ao longo da história? Entender essa construção foi o desafio da cientista política Gabriela Rodrigues Da Guia Rosa em sua tese de doutorado no Departamento de Ciências Políticas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. O trabalho, que conquistou menção honrosa no Prêmio Capes de Teses 2025, investiga a relação entre o chamado “poder constituinte” e a democracia, mostrando que esses dois conceitos nem sempre caminharam juntos.
A pesquisa ganha relevância especial em tempos de polarização, onde grupos de diferentes espectros políticos se autoafirmam como “o verdadeiro povo”. Na entrevista ao Jornal da USP, os ataques de 8 de janeiro de 2023 e os acampamentos em prol de intervenção militar foram debatidos sob essa ótica: seriam essas manifestações expressões do poder popular?
A Coleta de Resíduos Sólidos Urbanos no município de São Paulo é realizada por empresas que detêm concessões para execução dos serviços de coleta, transporte, tratamento e disposição final, utilizando mais de 800 caminhões coletores e empregando mais de seis mil trabalhadores.
A coleta seletiva é uma coleta diferenciada na qual os munícipes colocam à disposição os resíduos com potencial de reaproveitamento (papel, papelão, plásticos em geral, vidro e metais). Portanto, ela tem uma relação direta com as quantidades de resíduos domiciliares encaminhadas para aterros sanitários.
A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP vai sediar, entre os dias 20 e 22 de agosto, o XIII Workshop sobre Restauração Florestal. Com o tema Sociobioeconomia, o evento será realizado no Anfiteatro do Pavilhão de Engenharia e no Anfiteatro do Departamento de Ciências Florestais (LCF), reunindo especialistas, estudantes, pesquisadores, profissionais do setor e demais interessados na área.
Promovido pelo Grupo de Adequação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável (Gade) e pelo Departamento de Ciências Florestais (LCF) da Esalq, o workshop busca fomentar a troca de conhecimentos e experiências sobre restauração ecológica, com foco na valorização das florestas em pé, na integração entre conservação ambiental e desenvolvimento econômico e no fortalecimento das comunidades locais.
Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que o mercado de drogas sintéticas continua em expansão e preocupa especialistas em saúde pública. Mais potentes e produzidas em laboratório, essas substâncias podem causar dependência rapidamente e são cada vez mais difíceis de identificar. Segundo o documento, 331 milhões de pessoas usaram substâncias psicoativas em 2024.
De acordo com o professor Arthur Guerra de Andrade, psiquiatra, fundador do Grupo de Estudos em Álcool e Drogas (Grea) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e primeiro coordenador do Projeto Redenção, a principal diferença em relação às drogas tradicionais está na forma de produção.