Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2026 | Número: 319
Período: 28/08 a 03/09/2026 | Elaboração: Alice Rossi Dótoli
Dicas & Notícias da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ | Ano: 2026 | Número: 319
Período: 28/08 a 03/09/2026 | Elaboração: Alice Rossi Dótoli
Gostaria de ter sua foto do publicada no Dicas & Notícias da Biblioteca? Envie sua imagem de prédios ou paisagens do câmpus, com autoria, título e boa resolução, para comunica.dibd@usp.br.
O busto da ESALQ é registrado na fotografia em meio aos jardins da Escola, tendo como destaque a floração de um ipê amarelo. A árvore, em período de florescimento, forma um cenário marcante ao redor do monumento, contrastando com a vegetação verde presente no local.
A imagem evidencia a presença das áreas verdes na composição do campus e a integração entre os elementos históricos e a paisagem da ESALQ. O registro também destaca um dos momentos característicos do calendário de floração das espécies presentes na Escola.
O registro fotográfico desta edição do Dicas & Notícias é de Inaê Cortinovi Pinto, estudante de Engenharia Agronômica, na ESALQ/USP.
A Biblioteca “Dina Bueno Moretti” da ESALQ disponibiliza a caixa de devolução de livros para facilitar a rotina dos usuários. Por meio desse serviço, é possível devolver os materiais de maneira rápida, segura e prática, inclusive fora do horário de atendimento no balcão.
Mesmo quando o material está em atraso, a devolução segue as regras estabelecidas pela biblioteca, e o usuário recebe automaticamente um comprovante por e-mail. Após o recolhimento, os exemplares também passam por uma verificação de conservação. A iniciativa busca oferecer mais comodidade e agilidade, contribuindo para um serviço organizado e uma experiência cada vez melhor para a comunidade acadêmica.
Pequenas facilidades transformam a rotina e tornam o acesso ao conhecimento ainda mais simples.
Ronaldo Caprecci é integrante da equipe de Gestão de Serviços Integrados ao Usuário na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
O livro ProforEXT: Programa Nacional de Formação em ATER para assentamentos de reforma agrária e contribuições para a Agenda 2030 reúne experiências e aprendizados construídos em diferentes regiões do Brasil, aproximando universidade, comunidades rurais e agricultura familiar. A obra apresenta práticas de formação em Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), destacando a agroecologia, a juventude rural e o desenvolvimento sustentável como caminhos para fortalecer os territórios.
Mais do que registrar experiências, a publicação convida à reflexão sobre o papel da universidade na transformação social e na construção de futuros mais sustentáveis. Ao articular conhecimentos acadêmicos e saberes dos povos do campo, o ProforEXT demonstra como a extensão universitária pode contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e para uma agricultura familiar mais fortalecida. Uma leitura inspiradora para quem se interessa por agroecologia, extensão rural, sustentabilidade e desenvolvimento social.
Compartilhar conhecimento é semear o futuro.
Beatriz Helena Giongo é bibliotecária integrante da equipe de Gestão da Informação e do Acervo na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Esta publicação especial oferece um guia prático voltado ao manejo eficiente de abelhas, detalhando todas as etapas necessárias para a captura segura, a transferência adequada e o acompanhamento do desenvolvimento das colônias. A obra abrange desde os fundamentos da formação dos enxames até as técnicas essenciais de alimentação e prevenção da enxameação indesejada, assegurando que o produtor rural possa conduzir o processo com facilidade e eficiência operacional.
Com foco na sustentabilidade e no bem-estar do apiário, o material destaca procedimentos fundamentais para proteger os insetos e garantir sua rápida adaptação às novas estruturas. Como bem ressalta o manual, o foco principal é promover orientações práticas para "garantir a segurança das abelhas e facilitar sua adaptação às colmeias", consolidando-se como um recurso indispensável para a manutenção e o fortalecimento da apicultura.
Garantir a segurança das abelhas e facilitar sua adaptação às colmeias.
Eliana Maria Garcia é responsável pela Gestão do Serviço de Pesquisa e Aprendizagem na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
A inteligência artificial tornou-se onipresente na pesquisa moderna, mas seu uso generalizado também destaca a necessidade urgente de governança e treinamento adequados. Sem uma supervisão clara, existe um risco real de uso indevido, erros ou dependência excessiva dos resultados da IA, o que pode comprometer a qualidade da pesquisa.
Pesquisadores e instituições devem priorizar programas de alfabetização em IA e desenvolver estruturas para garantir uma adoção responsável.
O pesquisador do futuro é capacitado em IA, colaborativo, orientado por missões e consciente da integridade.
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Elisabeth Adriana Dudziak é responsável pela Gestão da Informação e do Acervo na Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.
Relatório sobre o Futuro da Pesquisa mostra que o cenário acadêmico e corporativo moderno está sendo remodelado pela rápida adoção da inteligência artificial, pelas mudanças nos parâmetros de financiamento e pela colaboração interdisciplinar global.
O ritmo das descobertas científicas está acelerando e o ecossistema de pesquisa muda rapidamente. Avanços em inteligência artificial (IA), biotecnologia, sistemas quânticos e outras frentes de fronteira ampliam o que é possível, enquanto prioridades sociais, pressões econômicas e exigências regulatórias transformam como a pesquisa é financiada, conduzida e avaliada.
O relatório «Confidence in Research» da Elsevier mostra como mais de 3.200 pesquisadores, em 113 países, estão se adaptando a essa mudança.
Biblioteca "Dina Bueno Moretti" (Central): segunda a sexta-feira, das 7h45 às 18h;
Biblioteca Setorial do LES: segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 18h.
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Imagine uma escada em construção. Ela já alcançou o 125º degrau, mas ninguém sabe exatamente quantos ainda serão construídos. A imagem foi escolhida pelo professor Evaristo Marzabal Neves para ajudar a contar a trajetória da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP. O primeiro degrau remete a 1901, quando começaram as aulas da então Escola Agrícola Prática. O 125º marca 2026.
Aos 85 anos e completando seis décadas de formado, Evaristo acompanhou pessoalmente quase metade dessa história. Viu uma escola essencialmente agrícola ampliar cursos, pesquisas, relações internacionais e áreas de atuação até chegar ao que define hoje como uma “miniUSP dentro da USP”. Em sua síntese, a formação passou do “servidor provinciano regionalizado” para a do profissional “cosmopolita internacionalizado”.
A inteligência artificial generativa, ou IAGen, já faz parte da vida universitária. Ela ajuda a escrever e revisar textos, traduz, resume documentos, sugere referências, auxilia na programação, organiza informações, responde perguntas e começa a ser incorporada a atividades de ensino, pesquisa, gestão e atendimento. Sua presença deixou de ser uma hipótese sobre o futuro para se tornar uma questão cotidiana.
Diante disso, cresce também a preocupação com sua governança. Fala-se em transparência, privacidade, supervisão humana, responsabilidade, segurança, explicabilidade e rastreabilidade. São princípios necessários. Mas talvez estejamos avançando para a lista de soluções sem formular uma pergunta anterior: quando falamos em governança da inteligência artificial, o que exatamente estamos tentando preservar?
A Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP sedia no dia 1º de setembro o lançamento do livro Bicho Livre, Terra Viva, realizado pela Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis em parceria com a organização Proteção Animal Mundial. A publicação reúne pesquisadores e organizações da sociedade civil em torno de uma tese central: a criação animal de base agroecológica não deve ser uma alternativa marginal, mas parte de um projeto mais amplo de transformação dos sistemas alimentares, capaz de articular respeito aos animais, segurança alimentar e estabilidade do clima. O livro estará disponível para download gratuito na página do projeto neste link.
A obra parte de um diagnóstico urgente: recordes de desmatamento e queimadas, secas históricas, enchentes inéditas, pandemias e fome, além do fenômeno El Niño de intensidade excepcional — a agência norte-americana National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) projeta mais de 90% de chance de um evento muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027, com 69% de probabilidade de superar +2,5°C e se tornar o mais intenso já registrado. O sistema industrial de produção animal é apontado como um dos principais motores dessa combinação de crises, sustentando-se à custa do sofrimento de bilhões de animais silvestres e de criação.
O Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp) realiza, no dia 17 de outubro, a tradicional 63ª Volta da USP e a 10ª edição da Voltinha da USP, no campus da Cidade Universitária, no Butantã. A Volta da USP é dirigida a alunos de graduação e pós-graduação, docentes, funcionários, alunos do Cepeusp, ex-alunos cadastrados na plataforma Alumni e ao público em geral. Já a Voltinha da USP conta com várias categorias, definidas de acordo com a data de nascimento do público infantil.
As inscrições são realizadas exclusivamente pela internet e contam com limite total de 2 mil vagas. O período de registro para a comunidade USP vai de 14 a 21 de setembro, enquanto o público externo poderá se inscrever de 21 a 25 de setembro. Informações sobre taxas, categorias, horários de largada e o regulamento completo estão disponíveis no site do Cepeusp.
No município de São Paulo, a eletrificação já representa 13% da frota de ônibus: dos 13.500 veículos contratados pela Prefeitura, 1.759 são elétricos. Desse total, 1.570 são movidos a bateria e 89 são trólebus. Pedro Luiz Côrtes, do Instituto de Energia e Ambiente e da Escola de Comunicações e Artes da USP, explica melhor o impacto dessa mudança na política energética. De acordo com ele, 130 mil toneladas anuais de CO₂ são jogadas na atmosfera. Como os ônibus elétricos não possuem emissão direta pelo escapamento, a mudança também contribui para a redução da poluição do ar na cidade.
Um dos principais argumentos econômicos para a eletrificação está no custo de operação. Embora o ônibus elétrico custe cerca de cinco vezes mais que o modelo convencional na hora da compra, sua operação é aproximadamente 65% mais barata. A economia ocorre principalmente porque o custo para rodar é menor: cerca de R$ 1 por quilômetro, contra R$ 2,93 do ônibus a diesel. A diferença de cerca de 2 milhões de reais por veículo é hoje subsidiada pela Prefeitura e pode ser financiada por programas de financiamento do BNDES. Sem esses mecanismos, a economia na operação levaria aproximadamente dez anos para compensar o investimento inicial.
Os biocombustíveis têm sido um dos grandes destaques no discurso socioambiental global por sua capacidade de surgir como uma alternativa para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e de colaborar com a redução das emissões de gases de efeito estufa. Um ponto a se considerar, porém, é que sua produção em larga escala depende de extensas áreas de terras hoje direcionadas aos cultivos agrícolas. A relação entre a produção de biocombustíveis e a produção de alimentos aparece, portanto, como um desafio.
David Tsai, engenheiro químico e gerente de projetos do Instituto de Energia e Meio Ambiente, explica que, como os biocombustíveis são produzidos a partir de biomassa (cana-de-açúcar, soja, milho, resíduos agrícolas e florestais), o Brasil tem um papel central nesse mercado, não fosse um dos maiores produtores mundiais de etanol e biodiesel, graças à alta produtividade da cana-de-açúcar, à experiência acumulada desde o Proálcool e à grande participação de renováveis na matriz energética. “O País também é visto como estratégico para expandir a oferta global de biocombustíveis sustentáveis nas próximas décadas.”
Se uma área natural perde parte de sua vegetação e fauna originais, a simples contagem de espécies sobreviventes não revela a história completa da devastação. Junto com o que se perdeu, se esvai também a diversidade de formas e características físicas que compõem e garantem o equilíbrio dos ecossistemas.
Foi buscando resgatar esse tipo de pistas morfológicas que uma equipe de biólogos se engajou para investigar o passado e o futuro de insetos popularmente reconhecidos como guardiões da biodiversidade no planeta: as abelhas.
O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) anunciou nesta terça-feira (25) os vencedores da 9ª edição do Prêmio Impa de Jornalismo, que reconhece reportagens sobre matemática e ciência publicadas no país. A revista Pesquisa FAPESP ficou em 3o lugar na categoria Divulgação Científica, com a matéria Brasil investe em pesquisa para dominar o ciclo produtivo das terras-raras e dos superímãs, escrita por Frances Jones e Yuri Vasconcelos.
A reportagem premiada mostra o esforço de pesquisadores, universidades e empresas para dominar o ciclo completo de exploração e processamento desses elementos, essenciais para a transição energética. O texto também destaca o potencial brasileiro, que tem uma das maiores reservas conhecidas do mundo.
O tema desta edição do Ciência e Turismo é o Programa Nacional de Regionalização do Turismo (PRT) e o papel que cumpre nos inúmeros municípios espalhados por todos os cantos do Brasil. Afinal, como pensar numa política pública que auxilie no desenvolvimento do turismo, levando em conta tantos “Brasis” dentro de um mesmo Brasil?
O PRT nasceu em 2004, mas sua ideia inicial veio em meados da década de 90, com outro programa que nasceu antes mesmo da criação do Ministério do Turismo, que era chamado Programa Nacional de Municipalização do Turismo. O PNMT tinha como tripé fundamental chamar os municípios e entregar a estes a responsabilidade do seu desenvolvimento do turismo, pois julgava-se importante a autonomia das cidades na criação de políticas e estratégias que desenvolvessem sua atividade turística. O PNMT atuou entre 1994 até o início dos anos 2000 e, dessa iniciativa de descentralização nasceu, em 2004, o Programa Nacional de Regionalização do Turismo, uma estratégia do Ministério do Turismo para que as pequenas cidades, que não possuem grandes atrativos ou equipamentos turísticos, pudessem se unir e formar um grande produto ao invés de competirem entre si.