Gênero: Boehmeria

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Nomes popularesAssa-peixe, folha-de-santana, lixa-da-folha-larga, jaguarão-do-mato, urtiga-mansaNome científicoBoehmeria caudata Sw.Voucher157 Schwirkowski (MBM391967)SinônimosFamíliaUrticaceaeTipoNativa, não endêmica do BrasilDescriçãoErva, subarbusto ou arbusto, ás vezes epífita, ereta ou escandente, ca. 1,5-6 m compr., caule acinzentado-claro, ramos não sulcados, pubescentes a híspidos. Lâmina (6,8-)7,5-12,1(14,2) cm compr., (2,5-)3,6-6,1(7,5) cm larg., elíptica a lanceolada, raramente ovada, membranácea a cartácea, raramente subcoriácea; ápice acuminado a agudo; base frequentemente cuneada a arredondada, raramente subcordada ou atenuada; margem denteada a serreada, raramente crenulada; face adaxial esparsamente estrigosa, ás vezes hispidulosa; face abaxial minutamente vilosa, macia ao toque, raramente esparso-híspida; venação actinódroma, impressa na face adaxial e proeminente na abaxial; pecíolos longos, (1,4-)2,3-4,8(-5,5) cm compr., eretos, geralmente tricomas híspidos; estípulas aos pares, (1,8-)2,7-4,5(-5,5) mm compr., ferrugíneas, tomentosas, raramente híspidas; cistólitos puntiformes. Inflorescências em espigas, (2,1-)3,1-6,3(-8,4) cm compr., formando glomérulos; pedúnculo pubescente, raramente híspido; flores rosadas, diminutas, elípticas a lanceoladas, revolutas, vilosas a levemente estrigosas externamente, glabras internamente, creme-esverdeadas a amareladas; flores estaminadas: perianto (1,8-)2,3-3,2(-3,8) mm compr., (1,3-)1,6-2,2(-2,5) mm larg., 4-meras, tubular, globosa, pedicelada; estames 4; filetes (1,2-)1,8-2,7(3,5) mm compr., curvos no botão, retos após a antese; anteras 0,4-0,8 mm compr., oval, marrom-ferrugínea, rimosas, deiscência explosiva; pistilódio oblongo a cilíndrico, colunar, 0,7-1,2 mm compr., 0,3-0,6 mm larg.; flores pistiladas: perianto (2,3-)2,8-3,3(-3,7) mm compr., (0,6-)1,1-1,4(-+1,6) mm larg., tubular, denteadas, sésseis, glomérulos ao longo do eixo da inflorescência, esparso-estigosa, acrescente na frutificação; ovário (0,8-)1,5-1,8(-2,2) mm compr., 0,6-1,2 mm larg., globosos a ovóide, esparso-estrigoso; estilete 1,2-3,0 mm compr., alongado-filiforme, levemente hispiduloso, em um dos lados; estigma não pedicelado, curvado, expandido, piloso, persistente. Aquênio (0,7-)2,4-4,6(-6,1) mm compr., (0,4-)1,3-1,9(-2,2) mm larg., ovado, comprimido, esparsamente híspido, enegrecido a marrom, acrescente no perianto (MARTINS, 2009, p. 100).CaracterísticaFloração / frutificaçãoNovembro a março.DispersãoHabitatHabita geralmente florestas úmidas de terras baixas, em áreas drenadas, capões de mata e matas ciliares, com freqüência associada a solos residuais a partir de rochas ácidas e calcárias. Ocorre no Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, na Floresta Ombrófila Mista, Floresta Ombrófila Densa, Floresta Estacional Semidecidual e Formações Campestres.Distribuição geográficaNo Brasil ocorre no Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (ROMANIUC, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaAs folhas possuem alto teor e proteína, além de fósforo (P), ferro (Fe), cobre (Cu), zinco (Zn), e boro (B).FitoterapiaAntigamente o cozimento das folhas era muito utilizado contra hemorragias da boca, contra machucaduras e contusões, hemorróidas e feridas persistentes.FitoeconomiaAs folhas podem ser utilizadas no preparo de sucos, refogados, sopas, pães, omeletes, à milanesa e para recheios diversos. Quando preparadas à milanesa em óleo bem quente tomam o cheiro e o sabor de peixe. É muito utilizada na apicultura, pelas características do seu pólen. Sua madeira, de boa combustão, é utilizada para lenha e carvão. Fornece também boas fibras têxteis, antigamente muito utilizadas pelos índios.InjúriaComentáriosUm Kg de sementes possui aproximadamente 1.500 unidades.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ReceitaEmpanado de assa-peixeIngredientesFolhas de assa-peixe, 1 colher (sopa) de farinha de trigo enriquecida com ferro, sal e pimenta a gosto, água e óleo para fritura.Modo de fazerMisture a farinha de trigo, o sal, a pimenta e a água até formar um mingau grosso. Passe as folhas de assa-peixe, uma a uma, nesta mistura e frite-as em óleo quente.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ReceitaPasta de assa-peixeModo de fazerSoque uma porção de folhas de assa-peixe lavadas e escorridas. Coloque em um pano fino e retire o sumo das folhas. Junte mel e misture bem. Sirva com torradas.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------BibliografiaALIMENTOS REGIONAIS BRASILEIROS. Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde, Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Brasília, DF, 2002. 141 p. il. Disponível em: <http://dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/livros/pdf/05_1109_M.pdf>.Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.FLORA ARBÓREA e Arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Organizado por Marcos Sobral e João André Jarenkow. RiMa: Novo Ambiente. São Carlos, 2006. 349p. il.KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre. Tese de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2007. 590p. il. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870>.KINUPP, V. F.; BARROS, I. B. I. Teores de Proteína e Minerais de Espécies Nativas, Potenciais Hortaliças e Frutas. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 28(4): 846-857, out.-dez. 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cta/v28n4/a13v28n4.pdf>.HIERONYMUS, J. Flora Argentinae. Litografia, Imprenta Y Encuadernacion de Guillerme Kraft. Buenos Aires, 1882. Disponível em: <http://www.archive.org/details/plantaediaphoric00hier>.HIERONYMUS, J. Flora Argentinae. Litografia, Imprenta Y Encuadernacion de Guillerme Kraft. Buenos Aires, 1882. Disponível em: < >.MARTINS, E. G. A. O Clado urticóide (Rosales) na Flora da Serra do Cipó, Minas Gerais. Dissertação de Mestrado. Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. São Paulo. 2009. 155p. il. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-21052009-155743/pt-br.php>.MORAES, M. Phytographia ou Botânica Brasileira. Livraria de B. L. Garnier. Rio de Janeiro, 1881. 564 p. Disponível em: <http://www.archive.org/download/phytographiaoubo00mell/phytographiaoubo00mell.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.ROMANIUC Neto, S., Gaglioti, A.L. 2010. Urticaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB015035).
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Nomes popularesNome científicoBoehmeria cylindrica (L.) Sw.Voucher244 Schwirkowski (MBM392056)SinônimosFamíliaUrticaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArbustos monóicos, raro ervas, 0,2-2m; ramos jovens 2-3mm diâm., lisos a estriados, glabros a pubescentes, entrenós 2-5cm. Folhas alternas nos ramos principais e (sub)opostas ou opostas nos ramos secundários, isomórficas; lâminas 2-8(-10)x1-3,5(-6)cm, ovais a elípticas, ápice agudo a (sub)acuminado, base obtusa, margem crenada-dentada, pubérulas em ambas as Gaglioti 2010 4. TRATAMENTO TAXONÔMICO 65 faces, cistólitos puntiformes; pecíolos 0,5-3cm, pubérulos; estípulas 2-5mm, lanceoladas, pubérulas, tricomas castanhos. Inflorescências 2,5-8(-12)cm, eretas, glomérulos distribuídos ao longo dos ramos jovens, frequentemente folhados no ápice, glomérulos 2-3(-5)mm diâm., sésseis; brácteas 0,5-1,2mm, elípticas, castanhas, pubérulas, caducas; flores estaminadas 1- 1,8x1-1,5mm, sésseis a curto pediceladas; tépalas 0,8-1,4mm; flores pistiladas 1-1,2x0,5- 0,8mm, pubérulas; estilete 0,1-0,2mm; perigônio globoso na maturação 1-1,5x0,5-1mm, castanho-esverdeado, pubérulo a glabro. Aquênios 0,5-0,8x0,4-0-7mm, ovóides; sementes 0,3-0,5mm diâm., ovóides a elipsóides, castanhas. (GAGLIOTI, 2011).CaracterísticaO caráter mais pronunciado e diagnóstico para essa espécie são os glomérulos distribuídos ao longo dos ramos jovens, frequentemente folhados no ápice. Os espécimens vegetativos podem ser reconhecidos pelas folhas alternas nos ramos principais e (sub)opostas ou opostas nos ramos secundários. (GAGLIOTI, 2011).Floração / frutificaçãoDispersãoHabitatCerrado, Mata Atlântica, Pantanal.Distribuição geográficaNorte (Rondônia), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo), Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaGAGLIOTI, A. L. Urticaceae Juss. no Estado de São Paulo, Brasil. Dissertação de Mestrato. Instituto de Botânica. São Paulo, 2011.Romaniuc Neto, S.; Gaglioti, A.L. Urticaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB15036>. Acesso em: 28 Set. 2014
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Nomes popularesRamí-branco, ramie, ramiNome científicoBoehmeria nivea (L.) Gaud.BasionônioSinônimosRamium niveum (L.) SmallUrtica nivea L.FamíliaUrticaceaeTipoNaturalizadaDescriçãoPlanta perene, ereta, subarbustiva, pouco ramificada, fibrosa, rizomatosa, com caules novos revestidos por densa pubescência prateada, de 1,0-1,5 m de altura (LORENZI, 2008, p. 621).CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHábitatDistribuição geográficaEspécie nativa da China.EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaEspécie cultivada por imigrantes japoneses no Brasil desde a década de 50. As fibras desta planta são extremamente resistentes, sendo separadas quimicamente para utilização na fabricação de roupas de baixo, estofamento, barbante e papel. As folhas são ótima forragem para coelhosInjúriaÉ uma planta daninha de difícil erradicação, pois forma densas touceiras a partir de rizomas e caules adventícios. Prefere solos argilosos e infesta principalmente beira de estradas e terrenos baldios.ComentáriosPropaga-se por sementes, rizomas e pedaços de caule.BibliografiaBERG, E. V. Botânica Econômica. UFLA – Universidade Federal de Lavras. Lavras, MG. 2005. 59p. Disponível em: <http://biologybrasil.blogspot.com/2009/08/botanica-economica.html>.LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.