Gênero: Pistia

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Nomes populares: Alface-d’água, erva-de-santa-luzia, flor-d’água, golfo, lentilha-d’água, mururé, mururé-pagé, pagé, pasta, santa-luziaNome científico: Pistia stratiotes L.Sinônimos:Apiospermum obcordatum (Schleid.) KlotzschLimnonesis commutata (Schleid.) KlotzschLimnonesis friedrichsthaliana KlotzschPistia aegyptiaca Schleid.Pistia aethiopica Fenzl ex KlotzschPistia africana C.PreslPistia amazonica C.PreslPistia brasiliensis KlotzschPistia commutata Schleid.Pistia crispata BlumePistia cumingii KlotzschPistia gardneri KlotzschPistia horkeliana Miq.Pistia leprieuri BlumePistia linguiformis BlumePistia minor BlumePistia natalensis KlotzschPistia obcordata Schleid.Pistia stratiotes var. obcordata (Schleid.) Engl.Pistia occidentalis BlumePistia schleideniana KlotzschPistia spathulata Michx.Pistia stratiotes var. spathulata (Michx.) Engl.Pistia texensis KlotzschPistia turpinii K.KochZala asiatica Lour.Família: AraceaeTipo: Nativa, não endêmica do Brasil.Descrição: Erva aquática com raízes estoloníferas. Folhas rosuladas, completas, simples; limbo carnoso e piloso. Inflorescência em espádices com espata verde ou alvacenta. Flores unissexuais, pequenas e amarelas. Fruto baga elipsóide ou ovóide.CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHabitat: Espécie autóctone encontrada em rios e lagoas ricas em matéria orgânica. Vegetas em todo tipo de água, pura, barrenta, poluídas ou paradas, exceto em água salgada. Ocorre na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.Distribuição geográfica: Norte (Amapá, Pará, Amazonas, Acre), Nordeste (Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe), Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (COELHO, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapia: É planta medicinal utilizada como colírio. Para isso, são utilizadas as folhas, e existem duas formas de usá-las para problemas de visão: uma é pegar de manhã a água do sereno depositada sobre as folhas da planta e pingar diretamente nos olhos; a outra é colocar a folhas na água gelada e com o algodão lavar os olhos. Também é indicada no tratamento de diabetes insípida, urinas sanguíneas, tumores causados por erisipela, hérnias infantis, hidropsias, enfermidades da bexiga e rins, hematúria, hemoptises, antiescorbútica, estrangúria e oftalmia.A forma de uso externo é em forma de cataplasma, para isto, basta colocar as folhas amassadas sobre os tumores. E para uso interno são utilizados o pó, infusão, decocção, macerados ou sucos da planta.Fitoeconomia: Além do uso como planta ornamental aquática, outra propriedade interessante desta planta é o seu uso como removedor de nódoas, óleos e graxas de roupas e produtos diversos; para isso, basta deixar a planta alguns dias dentro de um balde com água, para liberarem princípio acre, e depois esfregá-las no objeto. As raízes, após cozidas, também constituem uma boa forragem para porcos, e a planta inteira pode ser utilizada como forragem verde.Injúria: Planta daninha aquática com ampla distribuição nos trópicos.ComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.COELHO, M.A.N. 2010. Pistia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB005070).LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.MEDEIROS, M. F. T.; SENNA-VALLE; L. ANDREATA, R. H. P. Flora Medicinal dos Sitiantes da RPPN Rio das Pedras, RJ, Brasil. Publ. Avul. Mus. Nac., Rio de Janeiro, n.106, p.3-24, mar. 2005. Disponível em: <http://acd.ufrj.br/~museuhp/CP/P.Avulsas/PAvulsas2005/PA%20106.pdf>.NOELLI, F. S. Múltiplos Usos de Espécies Vegetais Pela Farmacologia Guarani Através de Informações Históricas. Universidade Estadual de Feira de Santana. Diálogos, DHI/UEM, 02: 177-199, Bahia, 1998. Disponível em: <http://www.dhi.uem.br/publicacoesdhi/dialogos/volume01/Revista%20Dialogos/DI%C1LOGOS10.doc>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.