Gênero: Centella

Carousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel image
Nomes populares: Pé-de-cavalo, cairussú, centelha, corcel, pata-de-mula, pé-de-cavaloNome científico: Centella asiatica (L.) Urb.Sinônimos:Centella biflora (Vell.) Nannf.Centella coriacea Nannf.Centella erecta (L. f.) FernaldCentella hirtella Nannf.Hydrocotyle asiatica L.Hydrocotyle brasiliensis Scheidw. Ex Otto & F. Dietr.Hydrocotyle erecta L. F.Família: ApiaceaeTipo: Subespontânea, não endêmica do Brasil.Descrição: Planta herbácea, perene, rasteira, radicante. Caule estolonífero, enraizando nos nós, com a formação de rizoma e raízes adventícias. Folhas longo-pecioladas, glabras, circular ou um pouco alongado, com base reentrante e margens crenado-denteadas. A inflorescência é tipo umbela, axilar, com 3 a 4 flores. As flores apresentam pétalas triangulares, brancas ou arroxeadas. Os frutos são cremocarpos, formados por dois mericarpos achatados, de contorno arredondado, planos na face ventral ou da comissura, superfície glabra e de coloração amarelo-parda, com cerca de 4mm de comprimento por 4,5mm de largura e 1,2mm de espessura (PLANTAS MEDICINAIS, 2001).CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHabitat: Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Cresce subespontaneamente em locais úmidos de áreas ruderais, campos e lavouras abandonados, matas secundárias, capoeiras e capoeirões. Ocorre em Formações Campestres e na Floresta Ombrófila Mista.Distribuição geográfica: Nordeste (Bahia), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (FIASCHI, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímica: Possui alto teor de manganês (Mn), zinco (Zn) E enxofre (S). Ácidos: linoléico, palmítico, oléico, lignocérico, esteárico cêntico, centóico, betulínico e isobrâmico; Alcalóide: hidrocotilina; Substância amarga: velarina; Glicosídeo: asiaticosídeo; Vitamina: ácido ascórbico; Triterpenos: asiaticosídeo, madecassosídeo, centelosídeo, brahmosídeo, thankunisídeo, isothankunisídeo; Óleos essenciais: cânfora, cineol e n-dodecano; Sapogeninas: ácidos asiático, madecássico, centélico, indocentóico, brâmico, thankúnico e isotankúnico. Os açúcares: glicose, arabinose, frutose e ramnose; Outros: r-cimol, a-pineno, metanol, óleo alil mostarda e grandes quantidades de trans-b-farneseno, germacreno D e b-cariofileno (PLANTAS MEDICINAIS, 2001).Fitoterapia: Como planta medicinal, possui propriedades amargas, antidepressivas, cicatrizante, ampliadora da capacidade de memorização, anti-reumática, antidiarréica, antibacteriana, desintoxicante, antiinflamatória, hipotérmica, galactógena, diuréticas, aperitivas e tônicas. É usada também em moléstias sifilíticas, lepra, escrófulas, úlceras, sarampo, epistaxe, constipação, icterícia, disúria, furunculose, varizes, dismenorréia, amenorréia, doenças do aparelho urinário e genital femininos, lúpus, eczema e psoríase.Fitoeconomia: As folhas e estolões são comestíveis, sendo muito utilizada como hortaliça na Tailândia, Índia e China, podem ser consumidas cruas em saladas temperadas ou cozidas no vapor e servidas com arroz ou ensopados com outros vegetais e carnes. É utilizada também para sucos refrescantes(com limão) e chá, denominado na Tailândia de “chá da longevidade“.Pode também ser utilizada como cobertura do solo, substituindo a grama comum, porém não suporta o pisoteio.Injúria: Planta daninha infestante de jardins, lavouras e beira de estradas.ComentáriosBibliografiaCatálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.CITADINI-ZANETTE, V.; BOFF, V. P. Levantamento Florístico em Áreas Mineradas a Céu Aberto na Região Carbonífera de Santa Catarina, Brasil; Florianópolis; Secretaria de Estado da Tecnologia, Energia e Meio Ambiente. 1992. 160p.FIASCHI, P. 2010. Apiaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB015525).KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre. Tese de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2007. 590p. il. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870>.KINUPP, V. F.; BARROS, I. B. I. Teores de Proteína e Minerais de Espécies Nativas, Potenciais Hortaliças e Frutas. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 28(4): 846-857, out.-dez. 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cta/v28n4/a13v28n4.pdf>.LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.MENTZ, L. A.; LUTZEMBERGER, L. C.; SCHENKEL, E. P. Da Flora Medicinal do Rio Grande do Sul: Notas Sobre a Obra de D’ÁVILA (1910). Caderno de Farmácia, v. 13, n. 1, p.25-48, 1997. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/farmacia/cadfar/v13n1/pdf/CdF_v13_n1_p25_48_1997.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.PLANTAS MEDICINAIS. CD-ROM, versão 1.0; PROMED – Projeto de Plantas Medicinais. EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A. Coordenação: Antônio Amaury Silva Junior. Itajaí, Santa Catarina. 2001.