Gênero: Taraxacum

Carousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel image
Nomes popularesDente-de-leão, alface-de-cão, amargosa, chicória-silvestre, pára-quedas, taraxacoNome científicoTaraxacum officinale WeberVoucher97 Schwirkowski (MBM391908)SinônimosLeontodon taraxacum L.Taraxacum retroflexum H. Lindb.FamíliaAsteraceaeTipoSubespontâneaDescriçãoPlanta anual ou perene, herbácea, lactescente, acaule, de folhas rosuladas, com raiz pivotante e capítulos longo-pedunculados solitários, com flores amarelas.CaracterísticaDifere das demais espécies da tribo pelos invólucros com duas séries de brácteas, a mais externa menor e recurvada para fora.Floração / frutificaçãoPrimavera e verão.DispersãoAnemocóricaHabitatPlanta ruderal.Distribuição geográficaOriginária da Europa e Ásia, sendo subespontânea no Sul do Brasil.EtimologiaPropriedadesFitoquímicaAnálise química em g/100gEnergia 45(kcal), Ptn 2,70(g), Lip 0,70(g), Carb 7,00(g), Cálcio 105,00(mg), Fósforo 72,00(mg), Ferro 3,05(mg), Retinol 45,00(mcg), Vit B1 0,25(mg),Vit B2 0,19(mg), Niacina 0,14(mg), Vit C 28,00(mg)FitoterapiaAs grossas raízes pivotantes são a parte mais medicinal da planta, muito utilizado contra afecções do fígado e rins, pois tem ação colerética e colagoga, faz baixar a taxa de colesterol do sangue, é depurativo, desintoxicante, diurético, hipertensora, antiinflamatória, laxante, contra obesidade, celulite, colesterol, gota, hemorróidas, reumatismo, varizes e verrugas. O suco age localmente sobre problemas de pele, e também atenua as sardas (efélides).FitoeconomiaEm vários países, suas folhas novas são usadas em saladas. No Brasil, é pouco utilizada na alimentação. Possui sabor um pouco amargo, e emprega-se também no preparado de croquetes, sopas, farofas e sucos, nos quais as folhas são misturadas a outras frutas. As folhas maiores, podem ser refogadas como hortaliças, e as flores e raízes, também um pouco amargas, também são comestíveis, pode-se usar os botões florais novos como alcaparras. As flores fritas constituem um ótimo manjar, e as sementes também são comestíveis. Além de ser apícola, também é forrageira, e constitui um excelente alimento para coelhos, carneiros e vacas, pois aumenta a lactação e qualidade do leite. A raiz, torrada e moída, dá origem a um produto sucedâneo do café, conhecido como café de chicória. A presença desta planta é um indicador de terras de boa qualidade.InjúriaÉ planta invasora dos gramados, jardins, hortas, lavouras e terrenos baldios.Comentários---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ReceitaPolenta com Dente-de-leãoIngredientes1 porção de folhas de dente-de-leão, 3 xícaras (chá de fubá de milho, alho socado, 1 cebola pequena batidinha, 2 colheres (sopa) de óleo ou manteiga, 1 litro de caldo de carne.Modo de fazerCorte bem fininhas as folhas de dente-de-leão e cozinhe em pequena quantidade de água e sal, por uns cinco minutos. Em uma panela funda, coloque o óleo, o alho, a cebola, e deixe dourar. Junte o cozido de dente-de-leão. Acrescente a água e, quando abrir fervura, junte o fubá, mexendo bem para não empelotar. Deixe cozinhar até soltar do fundo da panela.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------BibliografiaALIMENTOS REGIONAIS BRASILEIROS. Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde, Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Brasília, DF, 2002. 141 p. il. Disponível em: <http://dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/livros/pdf/05_1109_M.pdf>.CHATONET, J. As Plantas Medicinais - Preparo e utilização. Livraria Martins Fontes Editora Ltda. São Paulo, 1983. 176P. il.FERNANDES, A. C.; RITTER, M. J. A Família Asteraceae no Morro Santana, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. R. Bras. Bioci. Porto Alegre, v. 7, n. 4, p. 395-439, out./dez. 2009. Disponível em: <http://www6.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/1220/897>.FRANCO, L. L. As Sensacionais 50 plantas Medicinais. 5ª ed. Editora de Livros e Revistas "O Naturalista". Curitiba, 1998. 248 p. il.LADIO, A. Malezas Exóticas Comestibles y Medicinales Utilizadas em Poblaciones del Noroeste Patagónico: Aspectos Etnobotânicos y Ecológicos. BLACPMA. – Jul. 2005; V. 4, n. 4, p.75. Disponível em: <http://redalyc.uaemex.mx/pdf/856/85640405.pdf>.LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.MAY, P. H. et al. (org.). Manual Agroflorestal Para a Mata Atlântica. Ministério do Desenvolvimento Agrário. Brasília, 2008. 196 p. il. Disponível em: <http://permacoletivo.files.wordpress.com/2008/05/apostila-1_manual-agroflorestal-junho-2007.doc>.PLANTAS MEDICINAIS. CD-ROM, versão 1.0. PROMED – Projeto de Plantas Medicinais. EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A. Coordenação: Antônio Amaury Silva Junior. Itajaí, Santa Catarina. 2001.SCHULTZ, A. R. Botânica Sistemática. 3ª ed. Editora Globo. Porto Alegre, 1963. 428p. il. v. 2.STURTEVANT, E. L. Edible Plants of The World. Edited by U. P. HEDRICK. The Southwest School of Botanical Medicine. 775p. Disponível em: <http://www.swsbm.com/Ephemera/Sturtevants_Edible_Plants.pdf>.