Gênero: Elephantopus

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Erva-de-colégio, erva-grossa, fumo-bravo, língua-de-vaca, pé-de-elefante, sacóia, suaçuiá, suáçucaá, suçaiá, suçuaia.Nome científicoElephantopus mollis KunthVoucher736 Schwirkowski (MBM)SinônimosElephantopus carolinianus var. mollis (Kunth) BeurlinElephantopus hypomalacus S. F. BlakeElephantopus martii GrahamElephantopus pilosus Phil.Elephantopus scaber L.Elephantopus scaber var. tomentosusElephantopus sericeus GrahamElephantopus serratus Blanco.FamíliaAsteraceaeTipoSubespontânea, não endêmica do Brasil.DescriçãoErvas 0,4-2 m. Folhas geralmente concentradas na base, as caulinares gradualmente menores; pecíolos curtos, expandidos na base; lâmina 7-15 × 5-2,2 cm, oblanceolada, base atenuada, ápice agudo a obtuso, margem crenada-serreada, face superior muricada, esparsamente estrigosa a serícea, face inferior densamente albo-serícea. Inflorescência panícula frondosa-bracteosa, paracládios botrióides. Capítulos secundários envolvidos por 3 brácteas foliáceas, cordadas, curto-acuminadas, seríceas; invólucro 7,2-9,3 mm alt., brácteas involucrais 8, em 4 séries decussadas, ápice acuminado. Flores 4, corola ca. 6 mm. Cipsela 1,8-2,2 mm, esparsamente serícea, pontuada de glândulas entre as costas; papus 4-5,6 mm, com 5-8 cerdas abruptamente alargadas na base (MORAES, 2006, p. 15).CaracterísticaCaracteriza-se pelas corolas das flores, as quais possuem um dos sulcos mais profundos que os demais, pelo papus com 5-8 cerdas, abruptamente alargadas em direção à base, e pela presença de 3 brácteas cordadas envolvendo os capítulos secundários (FERNANDES, 2009, p. 42).Também pode ser facilmente reconhecida pelos corimbos com 1 par de brácteas foliáceas na base, papilho cerdoso.Floração / frutificaçãoFloresce preferencialmente nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, podendo prolongar-se até o mês de maio, porém com menor intensidade.DispersãoHábitatEspécie heliófita ou de luz difusa, ruderal, indiferente quanto às condições físicas do solo. Ocorre na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.Distribuição geográficaÉ nativa do Continente Americano.No Brasil está presente no Norte (Roraima, Amapá, Pará, Amazonas, Tocantins, Acre, Rondônia), Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (ALMEIDA, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaPossui propriedades medicinais nas suas raízes e folhas, sendo utilizada como tônica, antifebril, anticatarral, expectorante, emoliente, diurética, cicatrizante, anti-reumático, adstringente e sudorífera. Em medicina popular, o cataplasma das folhas é utilizado em caso de contusões e elefantíase; e a infusão das folhas dá resultados positivos nos casos de cálculos renais, coqueluche e bronquite.FitoeconomiaO sumo das folhas desta planta é utilizado no tratamento de diarréias em bovinos e eqüinos.InjúriaTrata-se de erva daninha muito agressiva, formando às vezes densos agrupamentos, principalmente em pastagens, terrenos de cultivo, hortas.ComentáriosBibliografiaALMEIDA, G., Dematteis, M. 2010. Elephantopus in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB016098).CERVI, A. C. et al. Espécies Vegetais de Um Remanescente de Floresta de Araucária (Curitiba, Brasil): Estudo preliminar I. Acta Biol. Par., Curitiba, 18(1, 2, 3, 4): 73-114. 1989. Disponível em: <http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/acta/article/view/789/631>.CHAVES, E. Composição Florística e Descrição Morfológica das Espécies Herbáceo-arbustivas de Uma Mata de Galeria em Alto Paraíso, Goiás, Brasil. Universidade de Brasília, Departamento de Botânica. Brasília, DF, 2006. 126p. il. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=119541>.CITADINI-ZANETTE, V.; BOFF, V. P. Levantamento Florístico em Áreas Mineradas a Céu Aberto na Região Carbonífera de Santa Catarina, Brasil; Florianópolis; Secretaria de Estado da Tecnologia, Energia e Meio Ambiente. 1992. 160p.FERNANDES, A. C.; RITTER, M. J. A Família Asteraceae no Morro Santana, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. R. Bras. Bioci., Porto Alegre, v. 7, n. 4, p. 395-439, out./dez. 2009. Disponível em: <http://www6.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/1220/897>.HATTORI, E. K. O.; NAKAJIMA, J. N. A Família Asteraceae na Estação de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental Galheiro, Perdizes, Minas Gerais, Brasil. 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