Gênero: Pimenta

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Nomes popularesCraveiro, falso-cravo, louro, louro-falsoNome científicoPimenta pseudocaryophyllus (Gomes) LandrumVoucher167 Schwirkowski (MBM391977)SinônimosPseudocaryophyllus acuminatus (Link) BurretFamíliaMyrtaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoÁrvore, ramos glabros a pubérulos. Folhas com pecíolo 9–12 mm compr.; lâminas discolores, elípticas a elíptico-oblongas, 8,2–12 × 3,6–5 cm, coriáceas, glabras na face adaxial e seríceas na face abaxial, com tricomas prateados; ápice agudo a levemente acuminado; base aguda; margem plana; nervura central sulcada na face adaxial e saliente na face abaxial; nervuras secundárias em número de 13–17 pares, salientes em ambas as faces; nervura marginal simples, a 1–2 mm da margem; pontuações planas na face adaxial e salientes na face abaxial. Flores não vistas (Landrum 1986: dicásios ou panículas dicasiais; 3–15 flores; pedúnculos até 6 cm compr., esparsa a densamente cobertas com tricomas, depois glabrescentes. Bractéolas ca. 1–3 mm compr., lineares a estreitamente lanceoladas, decíduas antes da antese; sépalas 1–2 mm ovais a hemiorbiculares, fortemente côncavas, densamente a esparsamente pubescentes, tomentosas ou glabras; ovário 2-locular). Bagas globosas, 8–9 mm diâm., glabros a subglabros; superfície lisa. (Mazine, 2008, p. 16).CaracterísticaFloração / frutificaçãoOutubro a fevereiroDispersãoZoocóricaHabitatMata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Mista, Floresta Estacional Semidecidual e Restinga.Distribuição geográficaSudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (SOBRAL, 2010).EtimologiaPseudocaryophyllus significa “falso-cravo” em latim. Os nomes populares devem-se à grande semelhança do seu cheiro com este condimento.PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaAs folhas são utilizadas como condimento no feijão e em carnes e ensopados. A madeira é utilizada regionalmente apenas para carvão. Os frutos são comestíveis, saborosos, e possuem sabor idêntico ao cravo-da-índia.InjúriaComentáriosBibliografiaBOTREL, R. T. et al. Uso da Vegetação Nativa Pela População Local no Município de Ingaí, MG, Brasil. Acta bot. Bras. 20(1): 143-156. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/abb/v20n1/14.pdf>.Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.FLORA ARBÓREA e Arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Organizado por Marcos Sobral e João André Jarenkow. RiMa: Novo Ambiente. São Carlos, 2006. 349p. il.MAZINE, F. F.; SOUZA, V. C. Myrtaceae dos Campos de Altitude do Parque Nacional do Caparaó – Espírito Santo/Minas Gerais. Rodriguésia 59 (1): 057-074. 2008. Disponível em: <http://rodriguesia.jbrj.gov.br/rodrig59_1/005-07.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.SOBRAL, M. A Família Myrtaceae no Rio Grande do Sul. Editora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. São Leopoldo, RS. 2003. 215 p. il.SOBRAL, M., Proença, C., Souza, M., Mazine, F., Lucas, E. 2010. Myrtaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB010823).