Gênero: Vassobia

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Fruta-de-sabiá, baga-de-jacu, espinho-de-pomba, esporão-de-galo, espinho-de-mangueira, espinho-de-porco.Nome científicoVassobia breviflora (Sendtn.) Hunz.Voucher387 Schwirkowski (MBM)SinônimosFamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArbustos ou mais raramente árvores de 1-5 m de altura, armados. Folhas membranáceas, lâmina foliar com 1,6-15,5 cm de comprimento e 0,6-6,5 cm de largura, ovalada, oblanceolada ou elíptica, de ápice agudo, obtuso ou acuminado e base decurrente ou cuneada; superfície adaxial glabra ou com tricomas simples, esparsamente distribuídos, superfície abaxial com tricomas simples restritos às axilas ou a toda a extensão da nervura principal, ou distribuídos de forma regular em toda a superfície; pecíolo de 0,4-2,6 cm de comprimento, glabro ou revestido de tricomas simples. Inflorescências com 3-18 flores pediceladas; pedicelos de 0,3-3,5 cm de comprimento, engrossados progressivamente em direção ao ápice, glabros ou dotados de tricomas simples, distribuídos esparsamente ao longo do eixo. Cálice com 0,3-0,4 cm de comprimento e 0,2-0,4 cm de diâmetro, glabro ou com tricomas simples; lacínias com 0,1-0,2 cm de comprimento e 0,15-0,20 cm de largura. Corola branca a rosada ou violácea, imaculada, com tonalidades progressivamente mais claras após a antese. Porção gamopétala da corola com 0,50-0,65 cm de comprimento, 0,2-0,3 cm de diâmetro basal e 0,5-1,2 cm de diâmetro apical; lobos com 0,3-0,5 cm de comprimento e 0,25-0,50 cm de largura. Estames adnatos ao tubo corolino apenas na porção basal da corola; filetes com 0,20-0,35 cm de comprimento; anteras com 0,2-0,3 cm de altura e 0,1-0,2 cm de diâmetro. Ovário ovóide ou globoso, com 0,1-0,2 cm de altura e 0,1-0,2 cm de diâmetro; estilete com 0,55-0,90 cm de comprimento, estigma discóide-capitado. Baga globosa, vermelha na maturação, com até 1,2 cm de diâmetro. (SOARES, 2006).CaracterísticaFloração / frutificaçãoFloresce e frutifica, principalmente, na primavera e verão, mas pode ser encontrada florida durante quase todo o ano.DispersãoZoocóricaHabitatEspécie higrófila, ocorre na Mata Atlântica na Floresta Ombrófila Densa e Mista e Floresta Estacional Decidual.Distribuição geográficaOcorre na Bolívia, Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil.Sudeste (São Paulo), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaEspécie com grande potencial ornamental ainda subutilizado. Seus frutos são comestíveis, possuindo sabor ao natural levemente amargo, além do consumo in natura, os frutos podem ser preparados em conservas similares a pimenta e também licores. A análise química demonstrou que os frutos possuem em torno de 15% de proteína, além de lipídios, fibras, Cálcio, Ferro, Potássio e Sódio.InjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.CERVI, A. C. et al. Espécies Vegetais de Um Remanescente de Floresta de Araucária (Curitiba, Brasil): Estudo preliminar I. Acta Biol. Par., Curitiba, 18(1, 2, 3, 4): 73-114. 1989. Disponível em: <http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/acta/article/view/789/631>.FLORA ARBÓREA e Arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Organizado por Marcos Sobral e João André Jarenkow. RiMa: Novo Ambiente. São Carlos, 2006. 349p. il.KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre. Tese de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2007. 590p. il. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870>.KINUPP, V. F.; BARROS, I. B. I. Teores de Proteína e Minerais de Espécies Nativas, Potenciais Hortaliças e Frutas. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 28(4): 846-857, out.-dez. 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cta/v28n4/a13v28n4.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.SOARES, E. L. C.; MENTZ, L. A. Estudos Taxonômicos em Solanaceae Lenhosas no Rio Grande do Sul, Brasil. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Biociências. Dissertação de Mestrado. Porto Alegre, 2006. 230p. Il. Disponível em: <http://hdl.handle.net/10183/6808>.SOARES, E. L. C. et al. A Família Solanaceae no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre, v. 6, n.3, p. 177-188, jul./set. 2008. Disponível em: <http://www6.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/969/820>.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014888).