Gênero: Solidago

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Nomes popularesErva-lanceta, arnica, arnica-brasileira, arnica-do-campo, espiga-de-ouro, lanceta, sapé-macho, vara-de-fogueteNome científicoSolidago chilensis MeyenVoucher252 Schwirkowski (MBM392064)SinônimosSolidago linearifolia DC.Solidago linearifolia var. brachypoda Speg.Solidago microglossa DC.,Solidago microglossa var. linearifolia (DC.) Baker.FamíliaAsteraceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoPlanta perene, rizomatosa, com 1-1,70 cm de altura. Caule ereto, delgado, simples, glabro, densamente folioso até a inflorescência. Folhas alternas, inteiras, linear-lanceoladas, com 4-8 cm de comprimento e 0,5-0,8 cm de largura. Capítulos radiados, numerosos, dispostos em panículas com ramos secundários curvados. Invólucro campanulado; brácteas involucrais linear-lanceoladas, glabras. Flores amarelo-douradas, dimorfas: as marginais curtamente liguladas; as do disco tubulosas; papus branco. Cipsela com 1 mm, 8-costada; papus 3-3,7 mm, cerdas capilares.CaracterísticaAs características que a diferem dos outros gêneros da tribo são as folhas elípticas, capítulos em panículas, ramos secundários curvados, e flores marginais liguladas, amarelas.Floração / frutificaçãoFloresce no verão e outono, com predominância em março e abril.DispersãoAnemocóricaHabitatPlanta ruderal, ocorrendo em áreas de campo e vassoural, além de beira de estradas e terrenos baldios. Ocorre na Caatinga, Cerrado, Pampa e Mata Atlântica.Distribuição geográficaOcorre em toda a América do Sul.No Brasil, é encontrada no Nordeste (Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Sergipe), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (TELES, 2010).EtimologiaO nome do gênero significa “o que é firme”.PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaÉ planta medicinal, sendo chamada de arnica-brasileira por possuir quase as mesmas propriedades da Arnica montana européia. É utilizada na medicina popular como adstringente, oftálmica(broto), diurética(folha, flor), mucilaginosa, vulneraria, estomáquica, sedativa, antiespasmódica, anti-hemorrágica, anti-reumática, béquica, cicatrizante, odontálgica e no tratamento de contusões, traumatismos, feridas, varizes, frieiras, pruridos, paralisia, fraqueza das articulações, tosse convulsiva e derrame interno de sangue. Externamente, o macerado da planta toda em aguardente é usado contra dores musculares, batidas, contusões, edemas, machucaduras, picadas de insetos e infecções. É uma das 71 plantas medicinais listadas pelo Ministério da Saúde como de interesse do SUS, e o uso recomendado é contra contusões.FitoeconomiaÉ planta melífera, Antigamente as folhas eram utilizadas como enchimento de travesseiros.InjúriaÉ erva invasora muito comum nos campos, pastagens., beira de estradas e terrenos baldios.ComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.CITADINI-ZANETTE, V.; BOFF, V. P. Levantamento Florístico em Áreas Mineradas a Céu Aberto na Região Carbonífera de Santa Catarina, Brasil. Florianópolis. Secretaria de Estado da Tecnologia, Energia e Meio Ambiente. 1992. 160p.DI STASI, L. C.; HIRUMA-LIMA, C. A. Plantas Medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica. Editora UNESP. 2. ed. São Paulo, 2002. 592P. il. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/up000036.pdf>.FERNANDES, A. C.; RITTER, M. J. A Família Asteraceae no Morro Santana, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. R. Bras. Bioci. Porto Alegre, v. 7, n. 4, p. 395-439, out./dez. 2009. Disponível em: <http://www6.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/1220/897>.LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.MENTZ, L. A.; LUTZEMBERGER, L. C.; SCHENKEL, E. P. Da Flora Medicinal do Rio Grande do Sul: Notas Sobre a Obra de D’ÁVILA (1910). Caderno de Farmácia, v. 13, n. 1, p.25-48, 1997. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/farmacia/cadfar/v13n1/pdf/CdF_v13_n1_p25_48_1997.pdf>.NOELLI, F. S. Múltiplos Usos de Espécies Vegetais Pela Farmacologia Guarani Através de Informações Históricas. Universidade Estadual de Feira de Santana. Diálogos, DHI/UEM, 02: 177-199, Bahia, 1998. Disponível em: <http://www.dhi.uem.br/publicacoesdhi/dialogos/volume01/Revista%20Dialogos/DI%C1LOGOS10.doc>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.PLANTAS MEDICINAIS. CD-ROM, versão 1.0. PROMED – Projeto de Plantas Medicinais. EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A. Coordenação: Antônio Amaury Silva Junior. Itajaí, Santa Catarina. 2001.POTT, A.; POTT, V. J.; SOBRINHO, A. A. Plantas Úteis à Sobrevivência no Pantanal. IV Simpósio sobre Recursos Naturais e Sócio-econômicos do Pantanal. Corumbá, MS, 2004. 16p. Disponível em: <http://www.cpap.embrapa.br/agencia/simpan/sumario/palestras/ArnildoPott.PDF>.SCHULTZ, A. R. Botânica Sistemática. 3ª ed. Editora Globo. Porto Alegre, 1963. 428p. il. v. 2.TELES, A.M., Borges, R.A.X. 2010. Solidago in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB005503).