Gênero: Erechtites

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Nomes popularesCapiçova, almeirãozinho, capariçoba,vermelha, caperiçoba, capiçova-vermelha, caraçova, caramuru, cariçoba, caruru-amargo, caruru-amargoso, erva-gorda, maria-gomes, voadeira-pretaNome científicoErechtites valerianifolus (Wolf.) DC.BasionônioSenecio valerianifolius Link ex Spreng.SinônimosFamíliaAsteraceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoErva até 1,5m alt., ereta, anual; ramos estriados, glabros. Folhas pinatissectas, lâmina 11,0-17,0cm compr., 3,0-4,0cm larg., membranácea, glabrescente a glabra em ambas as faces, lobos elípticos a estreito-ovados, margem irregularmente esparso-serreada, base decorrente, nervação craspedódroma; pecíolo 2,0-3,0cm compr. Capitulescência paniculiforme. Capítulos pedunculados, 50-60 flores; brácteas do calículo triangulares, 3,0-3,5mm compr., ca. 0,3mm larg., margem ciliada; invólucro cilíndrico, 8,0-10,0mm, 3,0-4,0mm larg., unisseriado, brácteas involucrais verdes, triangulares, 8,0-10,0mm compr., ca. 0,7mm larg., carnosas (in vivo), uninérveas, glabras a esparso-pilosas no ápice, ápice agudo, margem hialina; receptáculo epaleáceo. Flores marginais 40-50, corola lilás, 8,0-9,5mm, glabra, tubo 7,0-8,0mm compr., 0,1mm larg., limbo ca. 1,0-1,5mm compr., 0,3mm larg., 5-laciniada, lacínios ca. 0,4mm, externamente papilosos; ramos do estilete ca. 0,4mm compr. Flores centrais 6-10, corola lilás, 9,0-11,0mm compr., glabra, tubo 8,0-8,5mm compr., 0,1mm larg., limbo ca. 2,0-2,5mm compr., 0,5mm larg., 5-laciniada, lacínios ca. 0,4mm, externamente papilosos; anteras com apêndice estreito-ovado; ramos do estilete truncados, 0,7mm. Cipselas acastanhadas, cilíndricas, 2,0-2,5mm compr., ca. 0,5mm larg., 10 costadas, costelas alvas, epicarpo viloso, tricomas tectores curtos, alvos; pápus ca. 8,0mm, cerdas lilases, livres, caducas. (SOUZA, 2007, p. 76).CaracterísticaDifere das espécies de Senecio e de E. fosbergii por possuir flores marginais filiformes e centrais tubulosas, esbranquiçadas, e papus róseo.Floração / frutificaçãoFloresce praticamente durante o ano todo, sendo mais intensa a floração no período de outubro a dezembro.DispersãoAnemocóricaHábitatPlanta heliófita; característica de sucessão secundária, onde observa-se sua ocorrência junto com o fumo-bravo (Solanum erianthum) e o caruru-de-cacho (Phytolacca thyrsiflora), constituindo a vegetação pioneira mais expressiva e peculiar. Devido as suas sementes serem aladas e leves, apresenta grande agressividade como planta pioneira em todos os locais, onde houve recente alteração na vegetação ou nos solos, alteração esta provocada principalmente pelo fogo. Ocorre na Caatinga, Cerrado, Pampa e Mata Atlântica,Distribuição geográficaPlanta ruderal amplamente distribuída do México a Argentina, Ásia tropical, Ilhas do Pacífico e Norte da Austrália.No Brasil, está no Nordeste (Pernambuco, Bahia), Centro-Oeste (Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (BORGES, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaAs inflorescências e folhas novas são utilizadas na alimentação humana como hortaliça, e possuem alto teor proteína, fósforo (P), ferro (Fe) e zinco (Zn), sendo utilizada no preparo de refogados, molhos, omeletes, sopas, carnes, feijão, tortas, pastéis e panquecas, e há relatos de que são muito saborosas, possuindo um gosto forte, como se já tivessem sido temperadas.InjúriaPlanta daninha infestante de lavouras muito comum no Sul e Sudeste do país.ComentáriosBibliografiaBORGES, R.A.X. 2010. Erechtites in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB016114).Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.CITADINI-ZANETTE, V.; BOFF, V. P. Levantamento Florístico em Áreas Mineradas a Céu Aberto na Região Carbonífera de Santa Catarina, Brasil; Florianópolis; Secretaria de Estado da Tecnologia, Energia e Meio Ambiente. 1992. 160p.FERNANDES, A. C.; RITTER, M. J. A Família Asteraceae no Morro Santana, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. R. Bras. Bioci., Porto Alegre, v. 7, n. 4, p. 395-439, out./dez. 2009. Disponível em: <http://www6.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/1220/897>.KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre. Tese de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2007. 590p. il. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870>.KINUPP, V. F.; BARROS, I. B. I. Teores de Proteína e Minerais de Espécies Nativas, Potenciais Hortaliças e Frutas. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 28(4): 846-857, out.-dez. 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cta/v28n4/a13v28n4.pdf>.LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.MORAES, M. D.; MONTEIRO, R. A Família Asteraceae na Planície Litorânea de Picinguaba, Ubatuba, São Paulo; Hoehnea 33(1): 41-78, 59 fig., 2006. Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/HOEHNEA/volume33/Hoehnea33n1a03.pdf>.SOUZA, F. O. Asteraceae no Parque Estadual da Ilha do Cardoso, Cananéia, SP. Dissertação de Mestrado. Instituto de Botânica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. 2007. 159p. il. Disponível em: <http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/teses_dissert/FatimaOSouza2007.pdf>.