Gênero: Physalis

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Nomes popularesCamapú, balãozinho, bate-testa, bucho-de-rã, fisális, joá, joá-de-capote, uchuvaNome científicoPhysalis peruviana L.Voucher96 Schwirkowski (MBM391907)SinônimosFamíliaSolanaceaeTipoSubespontâneaDescriçãoPlanta arbustiva, com flores amarelas com cinco máculas vinosas na base das pétalas e cálice frutífero circular em secção transversal. O denso indumento de tricomas simples está presente nos ramos, folhas, flores e frutos, conferindo a estes órgãos uma superfície aveludada ao tato. As anteras são sempre azuis ou acinzentadas.CaracterísticaFloração / frutificaçãoNovembroDispersãoZoocóricaHabitatPlanta ruderal encontrada na Mata Atlântica.Distribuição geográficaEspécie originária dos Andes.Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul)EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaPlanta cultivada como ornamental ou alimentícia que escapou do cultivo e é encontrada em estado silvestre. Os frutos são comercializados sob o nome popular de uchuva. Os frutos são alaranjados e saborosos na maturidade, podendo ser consumidos ao natural, em geléias e doces ou como elemento decorativo de pratos.InjúriaComentáriosAs sementes são abundantes e germinam com facilidade em solos com relativa umidade, o que pode justificar o seu aparecimento fora das áreas de cultivo. É uma planta robusta, com segmentos caulinares lenhosos e folhas visivelmente maiores que aquelas observadas nas espécies nativas.BibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.SOARES, E. L. C. et al. O Gênero Physalis L. (Solanaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Pesquisas, Botânica nº 60: 323-340. São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisas, 2009. Disponível em: <http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/botanica60/artigo5.pdf>.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014699).STURTEVANT, E. L. Edible Plants of The World. Edited by U. P. HEDRICK. The Southwest School of Botanical Medicine. 775p. Disponível em: <http://www.swsbm.com/Ephemera/Sturtevants_Edible_Plants.pdf>.
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Nomes popularesCamapú, balãozinho, bate-testa, bucho-de-rã, camapum, camaru, fisális, joá-de-capote, juá-de-capote, pimenta-camapú, tomate-de-capoteNome científicoPhysalis pubescens L.Voucher1039 Schwirkowski (MBM)SinônimosPhysalis hirsuta DunalPhysalis hygrophila Mart.Physalis neesiana Sendtn.Physalis obscura Michx.Physalis pubescens var. hygrophilla (Mart.) DunalPhysalis turbinata Medik.Physalis villosa Mill.FamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoErvas anuais de até 1 m de altura. Caule anguloso, coberto de tricomas simples e/ou tricomas glandulares; tricomas patentes nos ramos jovens, pecíolos e nervuras. Folhas pubescentes, cobertas de tricomas simples e glandulares. Pecíolo com 1,0 a 10 cm de comprimento. Lâmina foliar deltóide, assimétrica, base cordada, obtusa ou truncada, ápice agudo a acuminado e margem dentada, ondulada ou inteira, com 1,5 a 11 cm de comprimento e 1,0 a 9,0 cm de largura. Flores com pedicelo cilíndrico, pubescente, com 0,3 a 1,2 cm de comprimento. Cálice florífero com 0,3 a 0,6 cm de comprimento; sépalas deltóides a lanceoladas, soldadas até a porção mediana. Corola amarela a amarelada, com cinco máculas vinosas ou marrons, raramente esverdeadas. Estames com filetes de até 0,5 cm de comprimento; anteras azuis, com 0,1 a 0,3 cm de comprimento. Ovário com 0,12 cm de diâmetro; estilete filiforme, com até 0,6 cm de comprimento; estigma capitado. Fruto amarelo quando maduro, de 1,0 a 1,5 cm de diâmetro. Cálice frutífero penta-costado em secção transversal, com 1,7 a 4,0 cm de comprimento e 1,2 a 2,5 cm de largura. Sementes com até 0,1 cm de comprimento. (SOARES, 2009, p. 326).CaracterísticaPhysalis pubescens assemelha-se a P. peruviana, do qual difere quanto ao hábito, indumento e morfologia do cálice frutífero. Physalis pubescens é uma planta herbácea enquanto P. peruviana é arbustiva. O indumento de tricomas de P. peruviana é muito mais denso do que em P. pubescens e suas folhas permanecem grossas ao secar. O cálice frutífero em seção transversal é pentacostado em P. pubescens e circular em P. peruviana. (SOARES, 2009, p. 327).Floração / frutificaçãoFloresce e frutifica de novembro a julho.DispersãoZoocóricaHabitatAmazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, espécie ruderal, ocorrendo também na Floresta Ombrófila Densa e Floresta Estacional Decidual e Semidecidual. Geralmente é encontrada em locais úmidos, como clareiras e bordas de mata.Distribuição geográficaOcorre no leste dos Estados Unidos, América Central e do Sul. Foi introduzida também no Velho Mundo.Norte (Amazonas, Tocantins, Acre, Rondônia), Nordeste (Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia), Centro-Oeste(Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaÉ utilizada na medicina popular.FitoeconomiaOs frutos são comestíveis, possuindo um sabor um pouco mais forte que o tomate, porém são saborosos. É cultivada em várias partes do mundo devido à ótima qualidade de seus frutos, que são utilizados principalmente em molhos picantes, mas podem ser transformados em sucos ou geléias, além do consumo in natura.InjúriaPlanta daninha ocorrente em beira de estradas e terrenos baldios, não é tão comum quanto a Physalis peruviana.ComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. - Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre. Tese de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2007. 590p. il. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870>.LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.SOARES, E. L. C. et al. O Gênero Physalis L. (Solanaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Pesquisas, Botânica nº 60: 323-340. São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisas, 2009. Disponível em: <http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/botanica60/artigo5.pdf>.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014700).