Gênero: Echinodorus

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Nomes populares: Chapéu-de-couro, aguapé, congonha-do-brejo, erva-do-brejo, erva-do-pântano.Nome científico: Echinodorus grandiflorus (Cham. & Schltr.) Mitcheli.Sinônimos:Alisma grandiflorum Cham. & Schltdl.Alisma floribundum Seub.Echinodorus argentinensis RatajEchinodorus sellowianus BuchenauEchinodorus floribundus (Seub.) Seub.Echinodorus grandiflorus (Cham. & Schltr.) Mitcheli subsp. grandiflorusEchinodorus grandiflorus var. aureus FassettEchinodorus muricatus Griseb.Família: AlismataceaeTipo: Nativa, não endêmica do Brasil.Descrição: Planta herbácea perene. Apresenta caule triangular e glabro. O rizoma é rasteiro, grosso e carnoso. As folhas são simples, basais, longo-pecioladas, com pecíolo sulcado longitudinalmente, ovadas ou cordiformes, inteiras, coriáceas, grandes, eretas ou flutuantes, 5-11 nervadas. As flores são brancas, trímeras, grandes, hermafroditas, dispostas em panículas verticiladas, com 8 a 9 flores, apoiadas em hastes florais de 70 a 120cm de altura. Infrutescência morulada, esférica, verde, inicialmente, castanha, quando matura. Fruto tipo aquênio, fusiforme, um pouco achatado e com listras salientes (PLANTAS MEDICINAIS, 2001).CaracterísticaFloração / frutificaçãoPrimavera e verãoDispersãoHabitat: Áreas úmidas da Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.Distribuição geográfica: Nordeste, Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo), Sul (Paraná, Santa Catarina)EtimologiaPropriedadesFitoquímica: Taninos, triterpenos e flavonóides. Possui alto teor de manganês (Mn), ferro (Fe) e sódio (Na).Fitoterapia: Possui propriedades medicinais, como depurativa, diurética, antiofídica, anti-reumática, antisifilítica, anti-hipertensora, antiarttrítica, anti-hidrópica, antilítica, antinefrítica, antinevrálgica, emoliente, tônica, laxante e adstringente. Outros usos são no combate às erupções de pele, doenças renais e das vias urinárias, ácido úrico, distúrbios hepáticos, gota, edemas, arteriosclerose, nevralgias, dermatoses, debilidade orgânica, convalescença, amigdalite, faringite, estomatite, gengivite e feridas crônicas. O rizoma, na forma de massa, serve como cataplasma para o tratamento de hérnias e torcicolo.Fitoeconomia: As folhas e ramos, desidratados, servem para o preparo de uma bebida muito deliciosa, consumida em forma de chás ou sucos. A planta é ornamental em lagos e aquários, sendo também depuradora de águas poluídas. As folhas constituem uma boa forragem para o gado.Injúria: É também uma planta daninha, infestando canais de irrigação e drenagem, margens de rios e lagoas.ComentáriosBibliografiaBOTREL, R. T. et al. Uso da Vegetação Nativa Pela População Local no Município de Ingaí, MG, Brasil. Acta bot. Bras. 20(1): 143-156. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/abb/v20n1/14.pdf>.Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.COUTO, M. E. O. Coleção de Plantas Medicinais Aromáticas e Condimentares; Embrapa Clima Temperado; Pelotas, 2006. 91p. Disponível em: <http://www.cpact.embrapa.br/publicacoes/download/folder/plantas_medicinais.pdf>.CREPALDI, M. O. S. Etnobotânica na Comunidade Quilombola Cachoeira do Retiro, Santa Leopoldina, Espírito Santo, Brasil. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro – Escola Nacional de Botânica Tropical. Rio de Janeiro, 2007. 81p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/enbt/posgraduacao/resumos/2006/Maria_Otavia.pdf>.DI STASI, L. C.; HIRUMA-LIMA, C. A. 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Editora Globo. Porto Alegre, 1963. 428p. il. v. 2.